Dor, revolta… era isso que sentia. Não conseguia aceitar, não queria aceitar. A dor era tão grande que parecia que meu peito estava se rasgando. Fecho e abro os olhos várias vezes, querendo que tudo isso seja um pesadelo — mas não é. É real. Minha menina foi morta. Conseguiram acabar comigo. Nada mais faz sentido. Não vou conseguir conviver com essa culpa. Meu único desejo é morrer para não sentir mais isso.
— Vitória, vem. Olha o Gael — diz Arthur. — Ele está em choque. Tenta se controlar por