Mundo de ficçãoIniciar sessãoA história gira em torno de Leonardo e Linda, começando por Leonardo ele é um rapaz que vive uma realidade dividida entre a alegria e a tristeza. Sua mãe é uma empregada e seu pai, um empresário rico, o ama profundamente. No entanto, Leonardo não tem os mesmos direitos e oportunidades que o outro filho de seu pai. Linda, por sua vez, é uma jovem de família falida. Sua madrinha, sabendo que ela ainda nutre sentimentos por Rick, a traz de volta à cidade para reencontrá-lo. Com o objetivo de conquistá-lo, Linda usa de artimanhas e seu encanto e sedução.Sendo acompanhada pelo amor e dinheiro. No entanto, Rick está apaixonado por Marisa, o que desagrada Linda. Sem pretensões, Linda contrata Leonardo, que é o amigo mais próximo de Rick, para destruir o relacionamento entre Rick e Marisa. Leonardo aceita a proposta, mas em troca exige algo especial: Ela oferece dinheiro mas ele não aceita então oferece a virgindade , que ele aceita sem hesitar.
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Autora: Edivania Rios Romance de Época – Anos 1950 Todos os direitos autorais reservados à autora citada acima. Qualquer uso parcial ou total sem autorização será considerado infração legal, nos termos da LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. Meu nome é Linda Tavares Larios, tenho dezessete anos e estou subindo em um carro de leite. Acabo de entrar no veículo, e já começamos a andar... andar... O sacolejo interminável desses veículos não se compara à beleza das colinas: tudo é verdejante, estendendo-se por todos os lados por onde o carro passa, e é algo impressionante de se contemplar. Não quero perder nenhum detalhe da minha viagem. Estou indo para São Paulo – para ser mais precisa, morava no interior, na roça de Baixão, uma cidade do estado. Minha madrinha me deu a notícia: a mãe de Rick, a velha milionária, faleceu. Agora, vou até lá para tentar conquistar o maior partido da região. Minha família sempre viveu de status, mas hoje está falida. Acostumamo-nos com a vida farta, mas há um ano batemos na porta de quem passa, mendigando atenção e conforto. Preciso encontrar um cavalheiro, e já tenho meus olhos postos em um. Tínhamos tantas terras, mas meu pai e o marido da minha madrinha não souberam cuidar do que era nosso. Com a ganância de querer mais e mais, jogavam todas as noites e perderam todo o patrimônio: homens sem cultura, que deixam a própria família na mão, homens sem escrúpulos nenhum. Minha madrinha é irmã da minha mãe. Ela me disse que Rick é a minha maior jogada, e que eu devo prestar muita atenção: é um jogo que eu não posso, nem vou, perder. A riqueza faz com que o ser humano seja respeitado; embora eu prefira o amor, o mundo cobra caro demais dos sentimentais – e cobra ainda mais se você for mulher. Nós costumamos não ter valor nenhum; esse mundo não nos dá o menor crédito, somos vistas como seres sem dignidade. Estamos em 1950. Por mais abastadas que tenhamos sido um dia, somos obrigadas a nos casar. E há uma razão para essa obrigação da sociedade: precisamos de proteção masculina. Olha, na verdade nunca quis obedecer a essas regras – só obedeço porque temos que comer, temos que sobreviver. O único que me faz querer aceitar esse destino é Rick; quero compartilhar a vida com ele. É claro que só aceito as regras do casamento porque há algo que me interessa. Não sou de agradar a todos, mas quando amo, me entrego sem medir consequências. Mas as leis não me dão autonomia para voar, para desobedecer – essa falta de liberdade me entristece, me consome, e às vezes me dá vontade de enfiar o pé na jaca e fazer o que bem entender. Quero ver o testamento da mãe de Rick; com toda certeza, tudo passará para ele. E assim, ele fará um casamento perfeito comigo. Quero um homem que não aja como os homens da minha família, que não perca tudo em apostas; e também não quero repetir o caminho das mulheres da minha família, que só me desmotivam. Quero afinidade com ele, quero ajudá-lo em tudo. Toda mulher sonha com um marido digno, e eu não sou diferente. Quero que ele saiba administrar o patrimônio, ao contrário do meu pai e do meu tio, que jogaram tudo fora. E que ele me ame muito, muito mesmo, para fazer este coração feliz. Dei um sorriso pequeno, secreto. Queria apenas ter a sorte de ficar com o meu grande amor de infância. Minha mãe me avisou: se eu perceber algum defeito em Rick, que não seja exigente demais. Tudo vai sair exatamente como planejei. Sei também que um casamento não pode ser baseado apenas em simpatia ou boa convivência, muito menos reduzido a meros acordos de interesses, onde a razão se sobrepõe aos anseios do coração. Quero mais do que isso: eu quero uma família de verdade. Chegando na cidade... Minha madrinha já me esperava na rodoviária, com um sorriso largo nos lábios – uma mulher que tem cara de quem arma todos os truques do mundo. — Minha menina, nosso ouro! Como você está? — Madrinha, como a senhora vai? — Estou ótima, filha! Esperava você ansiosa. — Cadê Rick? Como ele está? — Perguntei logo de cara, sem enrolação. — Cada dia mais belo! E agora ficou ainda mais bonito, porque está cheio de dinheiro! — Olhei para o rosto da minha tia, brilhando de ambição. — Vou até a casa dele, tia. Mas claro que preciso tomar um banho primeiro. — Claro, filha! A primeira coisa que você vai fazer é tirar da vida de Rick a Marisa, uma namoradinha que ele tem. E também se afastar daquele amigo de infância dele, um tal de Leonardo – um bastardo, sem futuro, filho da empregada com o patrão. Não gosto de espalhar fofocas, mas estou te avisando. Coitada da minha amiga Lia, a mãe do menino – teve que engolir essa vergonha, ver o marido tratar o filho ilegítimo como se fosse herdeiro legítimo. — Mesmo rico, Rick continua amigo desse tal Leonardo? — Perguntei, já calculando cada passo. — Mas ele vai sair do nosso caminho bem rápido, tia, não se preocupe. Senti o cheiro de gasolina e de terra molhada, e comecei a girar devagar, fazendo o tecido do meu vestido voar ao meu redor. — Que cheiro forte, tia! Mas tudo aqui é tão lindo, não é mesmo? Que cidade movimentada! — Cuidado, menina! Se você se perder ou se comportar mal, não vale nada para os meus planos. — Que é isso, tia? — Homem não gosta de mulher que dá sopa para todo lado. Tenho planos grandes para você, não jogue tudo fora por bobagem. Mudei de assunto rapidamente – minha tia tem o dom de estragar qualquer alegria. Entramos em um carro, e eu pensei: com toda certeza, este é o lugar certo para encontrar o meu grande amor. Meu sorriso voltou espontâneo; nem mesmo as palavras amargas da minha madrinha conseguiram apagar a minha esperança. — Aqui, Linda, o clima costuma ser bem úmido no verão — disse ela, abanando-se com força —, mas estou sentindo um calor insuportável! — Não se queixe tanto, tia madrinha! Apenas relaxe um pouco. — Não dá para relaxar, Linda, não com tudo o que temos para resolver. Chegamos à casa da minha tia, tomei um banho rápido, me arrumei com todo o cuidado e fomos até a residência de Rick. Quando ele me viu, veio ao meu encontro e me abraçou forte, como se eu fosse a pessoa que ele mais sentia falta no mundo. — Que bom que você está aqui! Senti tanto a sua falta... Você lembra como éramos inseparáveis na infância? — Nunca vou me esquecer disso. Nunca esqueci de nada. — Vou te apresentar alguém: minha namorada. — Que notícia boa! Sua namorada? — Senti um aperto no peito, mas mantive o sorriso. Essa já era a minha primeira grande inimiga. Estendi a mão para ela, sorri com doçura, e ela me cumprimentou antes de se afastar um pouco. — Essa aqui é Linda Marisa, minha namorada. E essa é Linda, uma amiga de toda a vida. — Prazer, Linda — disse a moça, com um sorriso educado. — O prazer é todo meu — respondi, com a mesma calma, como se já fôssemos grandes amigas. Rick me puxou para mais perto, e ficamos cara a cara, quando uma voz soou atrás de nós: — Rick, os advogados já chegaram. Virei-me rapidamente e vi ele: Leonardo. O tal bastardo de quem a minha tia tem tanto falado. Esta história se passa na década de 1950. Os dois protagonistas têm caráter complexo e imperfeito, e a narrativa busca mostrar o verdadeiro sentido da vida, além das aparências e dos interesses que parecem dominar tudo.MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Capítulo 40Leonardo narrando...Minha mãe se casou; eu já tinha mandado construir uma casa nova para ela aqui na roça, e agora ela vive sorrindo para tudo, finalmente feliz.Um mês depois…A campainha tocou. Estava na cidade de passagem, sentado com as crianças assistindo à televisão, e fui atender. Quando abri a porta, era ele: o meu pai, o meu herói, o meu bandido.— Oi, pai! O senhor aqui em casa? Que surpresa, não esperava vê-lo.— Sim, filho. Vim perguntar à Linda se foi ela que quebrou o outro dente da Lia? Isso não pode continuar assim, a mulher está ficando banguela.— Vou chamá-la. — Gritei: — Ô, Linda!Ela apareceu com um pano de prato na mão, limpando as mãos como se estivesse terminando algum serviço. Minha mãe agora não larga o marido nem um minuto, então só ela estava ali com a gente.— O que foi, senhor Pedro?— Linda, ele quer te fazer uma pergunta — falei, já cur
MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Depois da festa de Ano Novo, tudo voltou ao normal. Passei no supermercado para trabalhar um pouco; um novo ano está começando, e os negócios estão a todo vapor.Sentei na cadeira, conferindo os cadernos: fazendo os balanços, anotando dívidas, quem pagou, quem ainda não pagou. Tudo estava em ordem, até que olhei para cima e vi minha mãe me fitando.— O que foi? — perguntei firme, deixando claro que ela não me intimida.— Filha ingrata! Te dei a vida e você me dá serviço de empregada! É dona de tudo isso aqui, poderia me dar uma vida confortável, mas prefere me humilhar!— Que ironia, a senhora querendo vida de princesa com o dinheiro do “bastardo” — me poupe, mãe. Vá trabalhar.Percebi que ela ficava cada vez mais agressiva. Sempre tem seus exageros de raiva, diz que é “muito nervosa”, e vive arrumando desculpas para esse jeito de ser.— Quero ser tratada melhor, como a mãe da don
MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Estamos arrumando tudo para o Ano Novo, deixando cada coisa no seu lugar certo. Os pais e tios da Linda vão trabalhar no supermercado até às oito da noite, para aprenderem a ser humildes — mas no final, cada um vai receber uma cesta básica para a ceia. Ao menos vão ter algo para comer.Estou me arrumando, e toda a minha família também. Hoje vou à igreja agradecer a Deus: lembro de onde Ele me tirou, e vejo onde Ele me colocou, honrando a minha vida. Passei entre cobras, fui mordido, mas o veneno não fez efeito. Todos que estavam contra mim caíram, e isso mostra que o nosso Deus trabalha a nosso favor, mesmo quando a gente não percebe. A minha vida foi guiada por Ele, como se já tivesse sido desenhada assim. Meu Deus nunca desistiu de mim — foi difícil, mas eu venci!Sinto uma euforia grande, orgulho de mim mesmo. Esse povo está me aceitando na marra, e eu não ligo. De repente, com
MarcasAutora: Edivania RiosHistória de época – Anos 1950Todos os direitos reservados – LEI Nº 9.610/98Capítulo 37Linda narrando...Separei a comida para levar às onze da noite para a minha família. Aproveitei que todos estavam assistindo televisão e Leonardo dormia para arrumar as marmitas.Sete anos vivi debaixo de uma lona, passando cada verão queimando de sol, todas as estações exposta ao tempo no Tororó, e eles nem se importavam comigo. Meu pai e minha mãe sempre diziam que eu era uma vergonha, e ainda por cima tinha tido quatro filhos de um bastardo de uma vez só — era assim que eles falavam. Minha tia fingia pertencer à alta sociedade, nunca queria se misturar comigo, e disse na cara para a Lia que não aceitava o que eu tinha feito ao ficar com Leonardo e dar filhos a ele. Chegaram a pedir que eu os entregasse para adoção, só por serem filhos do Leonardo e não do Rick. Até pensei em fazer, de tanto que falavam no meu ouvido, mas quando olhei para cada um deles ali, dormindo





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