Mundo de ficçãoIniciar sessãoEmmy Zack nasceu e foi criada na Divisa Guardiã, um bastião sagrado onde mulheres são treinadas para proteger o mundo das criaturas sobrenaturais. Filha de Denise Zack, uma das líderes mais respeitadas da ordem, Emmy sempre esteve destinada a seguir um caminho dentro da Divisa. Mas enquanto suas irmãs já escolheram seus futuros, Emmy sente que seu destino a chama para longe dali — para a Torre de Malac’h, lar das sacerdotisas do Deus dos transmorfos e da Lua. Porém, quando visitantes inesperados chegam à torre, trazendo consigo segredos antigos e uma conexão que Emmy não consegue compreender, seu mundo vira de cabeça para baixo. Cinco lobos da nobre linhagem do Norte, descendentes diretos de Malac’h, parecem conhecer Emmy de um jeito que nem ela mesma entende. E quando seus olhares se cruzam, algo desperta dentro dela — uma força que ela nunca sentiu antes. Mas por que eles estão ali? O que querem com Emmy? E o mais importante… por que ela sente que já os conhece? Enquanto tenta resistir ao chamado de sua magia e às verdades proibidas que começam a emergir, Emmy se vê dividida entre o dever de uma guardiã e um destino que pode mudar tudo o que ela acreditava ser real. Entre segredos, juramentos e olhares que queimam, Emmy terá que decidir: sua lealdade pertence à torre… ou ao Deus da Lua?
Ler maisEmmy Zack Daha O ar ao redor se distorceu, como próprio tecido do mundo se rompendo lentamente, revelando algo mais antigo e mais sombrio que o tempo. O portal abriu-se com um sussurro grave que não vinha dos ventos, mas das entranhas do mundo. Sombras líquidas escorriam pelas bordas daquela fenda no espaço, e eu sabia — mais do que sentia — que aquilo não era bom. Estava ao lado de Alec, e mesmo com toda a distância que nossos silêncios haviam criado, ele permanecia ali, como se algo em mim o prendesse com correntes invisíveis. Meu corpo vibrava. Não era medo. Não ainda. Mas de algo que me puxava. O portal parecia me chamar, ou talvez apenas exigir. Senti meu poder divino fluir sutilmente, um fio dourado escapando de mim, sendo tragado pela escuridão pulsante da abertura. Como se o próprio abismo reconhecesse minha essência, como se fosse construído para mim. Eu não pensei. Não analisei, não pesei consequências. Só desejei. Com tudo que havia em mim, desejei voltar para Ry’s
Emmy Zack Daha Ao acordar naquela manhã, a primeira sensação que tive foi dos dedos de Alec deslizando devagar pelos meus cabelos, como se procurasse desenhar cada fio em sua memória. Seus olhos negros, profundos como abismos, me encaravam sem piscar. Havia algo em seu olhar que sempre me assustava, como se ele enxergasse partes de mim que eu mesma tentava esquecer. Ainda assim, não tive forças para recuar. Apenas me encolhi debaixo do lençol, buscando abrigo do mundo em sua presença tão densa, tão inevitável. Um riso rouco escapou de sua garganta quando viu meu gesto. — É tão ruim assim, querida? – perguntou, sua voz baixa reverberando contra minha pele. Neguei com a cabeça, mas não consegui pronunciar nenhuma palavra. Era como se meu corpo estivesse preso entre o sono e a vigília, e eu fosse apenas uma extensão de seus desejos. Ele se aproximou mais, colando sua boca na minha em um beijo faminto, que parecia exigir até o ar dos meus pulmões. Senti seu corpo nu roçando no meu,
Emmy Zack Daha’chAs sombras se dissolveram ao nosso redor como véus rasgados por mãos invisíveis, revelando um salão que parecia ter sido moldado a partir de um pesadelo antigo. O teto abobadado não possuía fim visível — sumia em uma escuridão líquida e densa, onde constelações falsas tremeluziam em cores impossíveis, como se a própria realidade estivesse distorcida ali. As estrelas não eram estrelas; eram olhos, talvez, ou memórias presas em forma de luz.No centro do salão, uma mesa colossal feita de uma pedra negra e vítrea ocupava quase todo o espaço. Runas sangradas e círculos de conjuração pulsavam suavemente sobre sua superfície, como um coração vivo batendo sob carne petrificada. Era como se a mesa estivesse viva. Como se nos observasse.Ao redor, sentavam-se entidades que jamais imaginei ver reunidas — talvez jamais devessem estar. Algumas lembravam humanos apenas à distância: guerreiros de armaduras negras cravejadas de presas, ossos e inscrições arcanas esquecidas pelo t
Emmy ZackDahaAlec me observava com aquele sorriso calmo, porém cheio de sombras. Ao seu lado, um lobo negro gigante – quase tão imenso quanto Cael – estava deitado, a cabeça repousada sobre as patas enormes enquanto seus olhos âmbar seguiam cada movimento meu com vigilância silenciosa.Olhei ao redor, absorvendo o cenário à minha volta. O salão era amplo, sustentado por pilares de pedra escura marcados com runas antigas que pulsavam em dourado fraco. Ainda parecia novo, inacabado, como se a fortaleza tivesse acabado de nascer no ventre do mundo, arrancada de outra dimensão pela vontade dele. Havia um vazio frio ali, como se a vida ainda não ousasse preencher aquele espaço.Respirei fundo, sentindo o cheiro de terra molhada misturado ao sangue seco.— Você pode me deixar voltar para casa? — perguntei, mantendo a voz firme apesar de soar distante até para mim mesma.Ele inclinou a cabeça, analisando-me com intensidade. Seus olhos eram duas fendas de fogo esverdeados, e por um instant
Último capítulo