Mundo de ficçãoIniciar sessãoIsadora só queria um emprego. Encontrou o homem que poderia destruir e salvar sua vida. Prestes a ser despejada, Isa aceita trabalhar como babá na mansão Lancaster. Mas o que ela não esperava era Adrian: o magnata frio, distante e quebrado pela morte da esposa. Ele tem regras para tudo, paredes emocionais intransponíveis e um olhar que a deixa sem ar. A aproximação é inevitável. O desejo também. E justamente quando Isa e Adrian começam a se entregar um ao outro, o irmão dele entra no jogo, com charme, mentiras e um segredo capaz de destruir o que eles estão construindo. Uma perseguição misteriosa, um medo antigo, uma acusação injusta… e Isa é afastada da casa que finalmente parecia um lar. Agora Adrian precisa enfrentar sua dor, seu passado e o próprio irmão para recuperar a única mulher que fez seu mundo voltar a respirar. Um romance proibido, quente e cheio de reviravoltas. Uma história de desejo, ciúmes, manipulação e redenção. E um magnata capaz de tudo para proteger quem ama.
Ler maisAdrianAurora está dormindo no sofá.Mal.O rosto ainda inchado, a respiração irregular, como se até dormindo ela estivesse esperando alguém.Eu não tiro os olhos dela.Não consigo.A porta abre.— Senhor.Noah.Eu já sei.Antes mesmo dele falar, eu já sei que não é coisa simples.— Fala.Minha voz sai seca.<
O silêncio no escritório se torna pesado.Pesado o suficiente para eu ouvir o próprio sangue pulsando nos ouvidos.Eu continuo olhando para a imagem da moto na tela.Lucas.O nome paira na minha cabeça como algo que eu ainda não quero aceitar.Devagar, eu empurro a cadeira para trás e me levanto.— Você tem certeza disso?Noah não hesita.— A câmera do prédio registrou a moto passando duas vezes.Ele muda a tela novamente.Um horário aparece.Depois outro.— Não é prova direta… mas é coincidência demais.Eu caminho até a janela do escritório.Lá fora, o jardim da mansão está perfeitamente iluminado. Tudo parece tranquilo.Controlado.Mas dentro da minha cabeça as peças começam a se mover.Lucas no dia da perseguição.Lucas aparecendo exatamente quando Isa chegou em casa.Lucas insinuando coisas… no momento certo.Minha mão fecha devagar.— Encontre esse homem.Noah levanta o olhar.— O motociclista.Minha voz sai baixa.Fria.— Quero saber quem ele é, quem pagou, e por que estava naqu
AdrianO silêncio da mansão nunca me incomodou.Na verdade, sempre foi assim que eu preferi.Organizado. Controlado. Previsível.Mas naquela noite o silêncio parece errado.Pesado.Como se alguma coisa essencial tivesse sido arrancada da casa.Eu ainda estou no escritório quando escuto o primeiro choro.Baixo no começo.Depois mais alto.Reconheço na hora.Aurora.Meu corpo reage antes mesmo de eu pensar. Eu saio do escritório e atravesso o corredor em passos rápidos.Quando entro no quarto dela, Helena já está lá.Aurora está sentada na cama, o rosto molhado de lágrimas, os cabelos bagunçados grudados na testa. Ela está chorando daquele jeito que criança chora quando acorda de um pesadelo.Desesperado.Helena tenta acalmá-la.— Calma, princesa… está tudo bem…Aurora balança a cabeça imediatamente.— Não!A voz dela falha no meio do choro.— Eu quero a Isa!Meu peito aperta.Helena tenta outra vez.— Ela precisou sair, querida…Aurora chora mais forte.— Não! Eu quero ela!Eu entro no
Eu encontro os olhos dela.— Eu não sei como você chegou a esse ponto… mas isso precisa parar.Ela franze a testa.— Parar o quê?Eu sinto a raiva subir de novo.— Isso.Eu aponto ao redor da casa, como se tudo ali fosse prova do caos que ela criou.— Essas dívidas. Essas pessoas te cobrando. Promessas que você não pode cumprir.Minha mãe cruza os braços, defensiva.— Eu só estava tentando resolver as coisas.Eu balanço a cabeça.— Não. Você estava empurrando o problema para frente.Minha voz fica mais firme.— E usando meu nome no meio disso.Ela abre a boca para retrucar, mas eu continuo.— Você sabe o que aconteceu hoje por causa disso?Minha garganta aperta de novo, mas eu não paro.— Um carro seguiu a gente pela cidade inteira.Minha voz falha por um segundo.— Uma criança de quatro anos chorou de medo no banco de trás porque homens que você deve estavam atrás de nós.Minha mãe desvia o olhar.— Você não tem certeza disso.— Não importa!A palavra sai mais alta.O silêncio pesa n





Último capítulo