Não me traga mais surpresas desse tipo, Isadora.
Entro devagar, como se o chão pudesse desabar a qualquer passo.
Ele não tira os olhos da tela, apenas mexe o queixo na minha direção, como se isso fosse o suficiente para me manter no lugar certo.
Seguro a barra da camiseta para parar o leve tremor.
Eu abro a boca, mas nada sai.
Ele apoia os dedos na mesa, lentamente, como se tivesse todo o tempo do mundo para me deixar nervosa.
— Feche a porta, Isadora.
Meu coração dá um tropeço tão feio que parece cair no estômago. Viro, fecho a porta com cui