Helena me encontra no meio do corredor, como se tivesse surgido do nada.
— Precisamos preparar o lanche da Aurora — diz, já andando. Não é um pedido. É um fato.
— Claro — respondo na hora, acompanhando.
Lavo as mãos e olho em volta, meio sem saber onde mexer.
— Posso cortar as frutas? — pergunto, apontando para a bancada.
Helena me observa por um segundo a mais do que o necessário, avaliando. Depois assente.
— Maçã e banana. Em pedaços pequenos.
— Certo.
O barulho do corte quebra o silêncio, si