Acordo com um peso leve pulando em cima de mim.
E uma risada fina, empolgada demais para ser real.
— Isa! Isa! Acordaaa!
Abro um olho. Depois o outro.
Aurora está em pé na cama, de pijaminha, cabelo todo bagunçado, pulando como se o colchão fosse um trampolim.
— Aurora… — minha voz sai rouca, rindo sem querer. — Ainda é cedo.
— Não é cedo! — ela corrige, muito séria. — É dia importante.
Ela pula mais uma vez e se joga sentada ao meu lado, os olhos brilhando.
— O tio Lucas tem algo pra nós!
— Algo como… o quê? — pergunto, ainda meio perdida.
Ela se inclina até meu ouvido, como se fosse um segredo de Estado.
— Surpresa.
Meu sono vai embora na hora.
— Surpresa boa ou surpresa bagunça?
Ela abre um sorriso enorme.
— Boa. De princesa.
Ah.
Pronto.
O dia começou.
O banho é corrido.
Aurora não para quieta nem um segundo, canta uma música inventada, espirra água pra todo lado e reclama quando tento lavar o cabelo.
— É dia de princesa — ela repete, como se isso explicasse tudo.
— Princesas també