UMA BABÁ ME SALVOU: QUANDO O AMOR CURA
Isabella sempre acreditou que sua vida seguia um caminho seguro. Filha de um engenheiro e de uma arquiteta à frente de uma grande construtora no Brasil, ela e o irmão, Gabriel, estudavam nos Estados Unidos enquanto os pais administravam os negócios à distância.
Mas quando o cenário político brasileiro se torna instável e ameaçador, decisões difíceis precisam ser tomadas. Para proteger a família e o patrimônio construído ao longo de décadas, os pais de Isabela decidem se mudar definitivamente para os Estados Unidos, afastando-se de um sistema que já não oferece segurança nem previsibilidade.
Em Birmingham, Michigan, a família recomeça com discrição. Longe dos holofotes, Isabella escolhe trilhar o próprio caminho. Formada em psicopedagogia, ela aceita um emprego em um orfanato local, movida pela convicção de que cuidar de crianças é mais do que uma profissão — é um chamado.
É ali que ela conhece uma menina de apenas três anos.
Pequena, frágil e com olhos que parecem carregar uma dor maior do que o próprio corpo, a criança chora todos os dias, chamando por alguém que não vem: — Mamãe…
Isabella logo descobre que a menina está no orfanato há exatamente seis meses.
Foi abandonada sem documentos, sem explicações, sem despedidas. Desde então, ninguém apareceu para procurá-la. Ninguém perguntou seu nome. Ninguém quis saber de seu destino.
A única coisa que a criança faz é esperar.
O que Isabela ainda não sabe é que aquela menina não foi esquecida — foi perdida.
Ela é Rose Shaper Davenport, filha de Robert Neword Davenport, um dos bilionários mais influentes do setor empresarial americano. Após um sequestro brutal que tirou a vida de sua esposa, Lisie Shaper Davenport, Robert foi levado a acreditar que também havia perdido a filha naquela tragédia.