Mundo de ficçãoIniciar sessãoLouise sempre soube que sua vida estava longe de ser comum - filha única de uma das famílias mais poderosas do país, ela cresceu cercada por luxo, regras e expectativas. Mas nada a preparou para o golpe final: um casamento arranjado com um completo estranho, apenas para manter o legado da família. No dia do noivado, sufocada pelas obrigações e pela sensação de estar traindo a si mesma, Lou toma uma decisão impulsiva: fugir. Com uma passagem só de ida para Roma e uma mala cheia de dúvidas, ela parte em busca de liberdade, sem imaginar que o destino tem outros planos. Entre becos italianos, cafés aconchegantes e encontros inesperados, Lou conhece alguém que pode mudar tudo o que ela entende sobre amor.
Ler maisDois anos depoisÀs vezes, queremos brigar com o destino, exigir que ele mude conforme nossa vontade, mas quem disse que temos controle de alguma coisa? A vida tem uma maneira peculiar de nos surpreender, de nos levar por caminhos que nunca imaginamos. E por mais que resistimos, por mais que lutemos contra a corrente, há algo profundamente libertador em se entregar — não como quem desiste, mas como quem finalmente entende.Dois anos atrás, eu era um homem em conflito com a ideia de casamento. Uma simples palavra me dava arrepios. Não porque eu desacreditasse no amor, mas porque temia o que viria com ele: a rotina, a perda da identidade, as expectativas que às vezes esmagam em vez de sustentar. Cresci vendo casamentos desmoronarem apenas por palavras.Mas a vida, como eu disse, tem planos que não pedem permissão. E quando conheci Louise, tudo mudou. Ela não me tentou convencer de nada. Não quis me transformar em algo que eu não era. Apenas esteve ali, com seus olhos atentos, suas mãos
Estou em êxtase. Ou melhor... estou casado.A palavra é estranha nos primeiros segundos, mas viciante logo depois. Olho para minha mão, para a aliança brilhando no meu dedo, e depois para ela — minha esposa. Luísa. A mulher que virou meu caos favorito.Sebastian aparece ao meu lado, com aquele sorriso de quem quer comemorar e provocar ao mesmo tempo. Ao lado dele, Helena — a melhor amiga da Louise — me lança aquele olhar afiado que já virou marca registrada.Na verdade, a garota não perde tempo. Desde o nosso noivo, ela e Sebastian grudaram como dois ímãs e, honestamente, posso dizer com certeza confiança que ela pescou meu amigo com um anzol daqueles que não solta nunca mais. Posso até arriscar dizer que eles serão os próximos a se casar. Ele ainda nem viu, mas ela já decidiu."Não precisa fazer minhas ameaças, certo? Você já sabe o que te espera se fazer amiga sofrer", diz Helena, arqueando uma sobrancelha e fazendo um gesto de tesoura com os dedos, como se fosse cortar algo que eu
Sabe aquele ditado? Você não sabe o que quer até que tenha. Nunca fez tanto sentido como agora. Se, há dois meses, alguém me dissesse que eu casaria com Noah, eu daria rir, chamaria de louca, e ainda acrescentaria um “nem morta” só pra deixar bem claro que não havia a menor chance.Bom… agora aqui estou eu, com um buquê de rosas azuis nas mãos, a caminho do altar, tentando não chorar. E sim — para casar com Noah Cristian Wills.Eu sei, eu sei. A vida é mesmo surpreendente. Como eu disse: você não sabe o que quer até que tenha.Meu pai está ao meu lado. Já perdi as contas de quantas vezes ele disse que estou linda… ou melhor, que sou a menina mais linda do mundo. Pais, sempre exagerados. Mas hoje, eu aceito o exagero. Me agarro a ele como um bote salva-vidas, porque meu cérebro está numa luta entre não chorar e lembre-se como se respira.As portas se abrem.O som do piano e do violino inunda o ambiente. É uma composição que o próprio Noah escreveu pra mim.Dou o primeiro passo.O vesti
Estou tão feliz por poder chorar. Pela primeira vez, sinto que posso aceitar as cláusulas do contrato da minha avó sem qualquer sombra de dúvida, sem resistência, sem medo. O peso que carregava no peito parecia ter se dividido, dando lugar a um colapso tão doce que mal consigo conter o sorriso.Todos os convidados já foram. A festa de noivado foi um sucesso. Agora resta apenas nós: a família. O ambiente é mais calmo, íntimo, quase acolhedor demais para que eu continue fingindo que não estou derretendo por dentro.Do canto do olho, vejo Helena saindo pela porta lateral com aquele bonitão que o Cristian apresentou mais cedo. Mal consigo disfarçar o riso. Uma garota realmente não perde tempo.— Noah e Louise, podemos conversar com vocês no escritório? — pergunta meu pai, com um sorriso largo, daqueles que só aparecem quando ele está prestes a dar uma boa notícia. Ao lado dele, o senhor Wills, pai de Cristian, compartilha da mesma expressão satisfeita.— Claro — respondemos em uníssono,










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