Mundo de ficçãoIniciar sessãoUm mafioso mal-humorado, uma mulher com um pato… e um casamento que não estava nos planos de ninguém. Matteo Corleone é o cérebro da Famiglia Corleone — sério, calculista e com mais afinidade por contratos do que por sentimentos. O problema? Seu irmão caçula resolve se casar em Las Vegas com uma desconhecida… e rompe um acordo com a poderosa Família Romano. Para evitar um banho de sangue em Roma, Matteo se vê obrigado a ocupar o lugar do irmão e se casar com Bianca Romano — herdeira mimada, viciada em flamingos e absolutamente obcecada por um casamento de contos de fadas. Determinando que merece pelo menos UMA última noite de liberdade, Matteo vai à própria despedida de solteiro… e abandona a festa no meio, entediado. No caminho de volta, uma tempestade o deixa preso na estrada. É aí que ele conhece Cecília: uma mulher encharcada, esbravejando no meio da chuva e… tentando resgatar um pato fugitivo chamado Frederico. Uma carona forçada… um motel com apenas um quarto… e uma certa tensão no ar fazem a história tomar rumos completamente inesperados. Quando um testezinho de farmácia aparece na equação, Matteo vai descobrir que controlar um império do crie é muito mais fácil do que controlar o próprio destino.
Ler maisEpílogo - Aurora Se alguém me dissesse há um ano que eu passaria o Dia de Ação de Graças na Califórnia, com um mafioso italiano gato, uma bebê nos braços, e um trio de outros mafiosos à espreita da torta de abóbora da minha mãe... Eu teria rido. E corrido. Provavelmente na direção oposta.Mas lá estava eu, sentada no banco da frente do carro de Giovanni — ou melhor dizendo, da nossa blindada nave italiana, onde até a cadeirinha da Alice parecia digna de um filme de ação. A estrada costeira se estendia em curvas suaves até a casa dos meus pais. O mar azul brilhava como um comercial de pasta de dente e a bebê no banco de trás roncava baixinho como um filhote de gato. Uma imagem idílica, se não fosse pelos carros pretos que nos seguiam feito sombras suspeitas.— Por que exatamente o Matteo, o Nicolo e a Ada estão vindo com a gente? — perguntei pela terceira vez, observando os SUVs pretos pelo retrovisor. — Já basta que isso aqui parece mais um comboio presidencial do que uma visita fami
Giovanni A sirene da ambulância teria sido um luxo. Eu tinha só meus nervos, um carro potente, e uma mulher parindo no banco de trás.— AURORA, EU ESTOU A QUINZE MINUTOS DO HOSPITAL!— QUINZE MINUTOS?! EU NÃO TENHO QUINZE MINUTOS, GIOVANNI! TEM UM SER HUMANO SAINDO DE MIM AGORA!!!A mulher gritou com tanta força que eu quase virei o volante para o mato. Meu coração batia no ritmo de uma rave dentro do peito. Cada vez que ela berrava, eu apertava mais o acelerador, ignorando placas, semáforos e qualquer coisa que não fosse chegar no maldito hospital a tempo.Ela se contorcia no banco de trás, segurando no apoio de cabeça como se fosse estrangulá-lo.— EU NÃO VOU PARIR NO CARRO, GIOVANNI! SE ESSE BEBÊ NASCER AQUI DENTRO, EU JURO QUE EU TE FAÇO COMER A PLACENTA!!!— Que nojo, mulher! Pelo amor de Deus, respira, faz aquele negócio da respiração — falei, já completamente suado, mesmo com o ar-condicionado ligado no máximo.Ela bufava igual a um touro prestes a derrubar um toureiro, e eu s
AuroraMinhas mãos estavam suadas. Tão trêmulas que por um momento pensei que não conseguiria girar a maçaneta. Mas o fiz, lentamente, como se cada centímetro significasse uma escolha entre viver ou morrer.O corredor estava mergulhado num silêncio estranho, cortante. O tipo de silêncio que precede uma tempestade. Ou um ataque.Meu coração batia tão alto no meu peito que podia jurar que preenchia toda a casa.Talvez eles tenham ido embora, pensei. Talvez fosse alarme falso.Idiota.Dei um passo. Depois outro. E então corri. Corri como se minha vida — e a do meu bebê — dependessem disso. Porque, no fundo, eu sabia que dependia.Cheguei ao quarto do bebê arfando, ajoelhando-me ao lado do berço com as mãos trêmulas. A luz suave do abajur iluminava o ambiente, e por um segundo, a inocência daquele espaço contrastava brutalmente com o caos do que estava por vir.Segui as instruções de Giovanni, abrindo a caixa falsa de fraldas. Estava lá. Uma Glock preta, pesada, fria. Um lembrete de quem
GiovanniA sala de estar de Matteo tinha a exata energia de um campo minado: polida, silenciosa e pronta para explodir a qualquer momento. Os policiais federais examinavam documentos, pastas, registros digitais. Havia papéis espalhados pela enorme mesa de centro, laptops abertos e olhos desconfiados em todas as direções.Eu estava com os braços cruzados, encostado na parede, sem tirar os olhos dos detetives. O cheiro forte de café misturado ao suor nervoso de Nicolo pairava no ar.— Isso aqui é uma palhaçada — resmungou Nicolo, andando de um lado para o outro feito um leão enjaulado. — Estão querendo achar cabelo em ovo. Todas as garotas da boate assinaram os contratos, tudo legalizado, carimbo, testemunha...— Estão querendo nos ferrar de algum jeito — murmurei, baixo o suficiente para só Nicolo ouvir. — E quanto mais a gente se irrita, mais eles gostam.Matteo estava sentado no sofá, com o semblante abatido. Não era todo dia que você via a principal boate do seu império ser reduzida
Último capítulo