Dona De Mim - Obcecado Por Ela

Dona De Mim - Obcecado Por ElaPT

Máfia
Última atualização: 2026-01-07
A Autora  Atualizado agora
goodnovel16goodnovel
0
Avaliações insuficientes
6Capítulos
27leituras
Ler
Adicionado
Resumo
Índice

Letícia Domingues ficou desempregada de uma hora para outra. O motivo? Ciúmes! Sua patroa por ser uma mulher mais velha sentiu-se insegura. Chateada, a moça colocou um anúncio na internet para otimizar tempo e quem sabe conseguir ser contratada o mais rápido o possível. Letícia só não imagina que o seu novo patrão seria o homem mais influente e perigoso da cidade. Deon Mazzini. Que ao ver Letícia pela primeira vez ficou louco por ela. O que o futuro tem reservado à Letícia? Deon conseguirá resistir aos encantos dela?

Ler mais

Capítulo 1

1 - E Agora?

Letícia Domingues

Havia chegado às oito da manhã como de costume e me surpreendi.

Nenhum sinal das crianças. Ou funcionários.

Me dei conta de que a casa estava vazia.

Aquilo era estranho. Se tivesse algum dia que não precisasse dos meus serviços como babá, a Dona Carmem avisava com antecedência.

Dessa vez ela deve ter esquecido. Saí da enorme casa e andei até o ponto de ônibus.

Pegava dois ônibus para trabalhar e costumava demorar para o primeiro passar.

Teria de ser paciente. E como se os pensamentos estivessem conectados, Dona Carmem ligou.

'A partir de hoje não precisa vir, Letícia. Está dispensada!'

Ela afirmou em tom firme.

Não acreditei.

'Estou no ponto de ônibus indo para casa.'

'Não ligo! Sua vida pessoal não é da minha conta'

Respondeu fria e distante.

'Poderia ao menos saber o motivo pelo qual fui dispensada?'

Era o mínimo.

Trabalhava para a família Monteiro a três anos e nunca tive dor de cabeça.

'Pensasse antes de dar em cima do homem dos outros, até nunca mais pi*anha!'

O que Dona Carmem disse me deixou em choque.

Não fazia ideia do que estava falando. Nunca me insinuei para o marido dela.

Na verdade raramente o vi em casa, já que viaja bastante e ..

Logo lembrei de algo. Anteontem, quando estava de folga sai do mercado cheia de sacolas e ele me ofereceu uma carona.

A Dona Carmem inclusive insistiu para que eu aceitasse.

Ou seja, o Senhor Lucas não ficou sozinho comigo em nenhum momento.

E ela estava lá. Aceitei a carona e fiquei em silêncio até chegar ao meu endereço.

O ônibus havia chegado, paguei a passagem e sentei num dos assentos do fundo.

Era inacreditável. Queria muito que Dona Carmem ligasse de novo dizendo que era tudo uma brincadeira ou mal entendido, mas não aconteceu!

Ela realmente pensava que eu era uma mulher fácil.

Uma colega minha me avisou na época que fui contratada que a Carmem era louca.

Ciumenta e controladora. Como nunca havia presenciado nada de estranho, decidi ignorar o comentário.

Senti algumas lágrimas escaparem dos olhos.

Precisava de outro trabalho. O pouco de liberdade que ainda tenho é graças ao meu trabalho.

Meu padrasto é um tanto... problemático.

Não deixa sair com as minhas amigas e também não concorda que elas me visitem.

Durante o pouco de liberdade que tenho aproveito para visitá-las... sem ele saber é claro.

©

Pronto! Sorri confiante após colocar o meu anúncio como babá num app de vagas de emprego.

Enviei alguns currículos para as vagas do site.

Tá no mar é peixe! Não podia ficar de braços cruzados esperando um milagre cair dos céus!

Desci numa praça e atravessei a rua para pegar o próximo ônibus.

Esse era o mais rápido. Segundo o app de navegação chegaria no máximo em quinze minutos.

Vrrrr. Vrrrr. Vrrrr. Vrrrr.

Meu celular começou a vibrar no bolso da calça.

O número era desconhecido. A princípio pensei em não atender mas lembrei que tinha feito o anúncio na internet.

O meu celular vai receber muitas ligações ao longo do dia.

Fiquei com muita raiva quando vi o número.

O nome aparecia porque não exclui o contato.

O que mais ela queria?

Era o senhor Lucas usando o celular dela.

Ele pediu desculpas pela forma que a esposa falou comigo e que sabia do meu caráter.

Afirmou o óbvio.

O fato de nunca ter tido qualquer envolvimento inapropriado da minha parte com ele.

O que foi desnecessário. Eu mesma tinha ciência disso.

Preferi não alongar muito a conversa para não causar problemas.

Suspirei aliviada ao ver o ônibus se aproximar.

Estava adiantando. Aquilo era bom.

A terapia de hoje é o trajeto do ônibus. Teria tempo de sobra para planejar o próximo passo caso não encontrasse uma vaga logo de cara.

©

Encontrei com minhas amigas Jennifer e Alissa numa cafeteria que acabou de inaugurar.

Ainda não tinha contado sobre a demissão.

As cumprimentei e logo a garçonete veio para tirar os pedidos.

-Dois bolinhos de chocolate com avelã, um latte caramelo com bastante espuma.

Jennifer pediu.

-Um capuccino de caramelo, uma fatia de bolo red Velvet e uma água tônica.

Alissa pediu.

-Um misto quente, uma fatia de bolo de nozes e um chocolate quente.

Pedi.

Estava morrendo de fome.

Como tenho o costume de levantar muito cedo para pegar o ônibus, só tomava café no trabalho.

Conversa vai, conversa vem logo contei sobre a demissão.

-Oh, amiga que injusto. Se lembra que a minha prima trabalhou para eles?

Jennifer comentou.

Aquela informação era nova.

-Não amiga, você me contou que ela era ciumenta e controladora, apenas isso.

A corrigi.

-Ah, é verdade. Eu esqueci de contar essa parte. Flávia trabalhou com eles por dois meses, mas pediu para sair. Carmem começou a segui-la na rua na hora de ir embora.

Fiquei boquiaberta.

-Louca. Muito louca essa mulher.

Alissa balançou a a cabeça desacreditada.

-O importante é que não precisa conviver com a louca.

Rimos.

A garçonete trouxe os pedidos.

-Coloquei um anúncio como babá num site de vagas. Estou confiante.

-Vai dar tudo certo. Estamos aqui para te apoiar!

-Obrigada meninas.

Depois da cafeteria fomos ao parque para passear.

Precisava esvaziar a mente das preocupações e focar em soluções.

©

Por volta do meio dia fomos para a casa da Alissa.

A mãe dela preparou uma mesa farta.

Tia Lúcia é um amor. Um doce assim como a filha.

Comemos em meio a brincadeiras e muitas risadas.

Todas elas me faziam bem. Aquelas pessoas são o meu lar.

Cerca de meia hora depois ajudei Alissa com a louça, pois tia Lúcia e Jennifer saíram para comprar um bolo e sorvete para o lanche.

Alissa disse que o pai dela vai voltar para a cidade e sua mãe não estava contente.

Era compreensível.

O pai dela ficou fora do país por dois anos por uma aventura e agora que deu errado ele quer voltar.

A situação delas não era nada fácil.

-Calma, sei que está ansiosa para vê-lo. Mesmo que no momento a única coisa que sinta seja raiva.

-Sim amiga eu só....

Meu celular tocou novamente e torci para que não fosse trote ou o senhor Lucas de novo, quero virar essa página.

Atendi. Era um homem chamado Deon Mazzini.

Aquele nome era familiar. Só não lembro de onde.

'Peço que se apresente em meu escritório no centro amanhã às duas da tarde'

Foi a única coisa que ele disse e desligou.

-Aaaaa! Viu amiga? Já conseguiu a primeira entrevista.

-Sim, estou surpresa!

-Se precisar de dinheiro para passagem posso emprestar.

-Obrigada, Li.

A abracei.

Uma porta se fechou para mim nesse dia.

Torço para que amanhã uma nova porta se abra.

Mais
Próximo Capítulo
Baixar

Último capítulo

Mais Capítulos

Também vai gostar

Nuevas novelas de lanzamiento

Último capítulo

Não há comentários
6 chapters
1 - E Agora?
2 - O Passado Retorna - Parte 1
3 - Entrevista - Parte 1
4 - Entrevista - Parte 2
5 - Deon (Bônus)
6 - O Primeiro Dia
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App