Mundo ficciónIniciar sesiónElena Volkov foi criada entre armas e segredos, mas nada a preparou para ver seu império ser reduzido a cinzas em uma única noite. Como única sobrevivente do massacre de sua família, ela se torna o troféu de guerra do homem que mais odeia: Dante Moretti, o implacável e sádico Capo da Camorra. Dante é um predador que não aceita nada menos que a rendição absoluta. Ele não quer apenas o território dos Volkov; ele desenvolveu uma fixação doentia pela herdeira russa de olhos ferozes. Em vez de eliminá-la, ele impõe um pacto cruel: um casamento de conveniência selado com sangue. Ela terá que carregar seu nome, esquentar sua cama e obedecer a cada um de seus comandos sombrios. Presa em uma gaiola de luxo, Elena jura que a última coisa que Dante sentirá dela será uma lâmina em sua garganta. No entanto, a linha entre o ódio e a paixão é perigosamente tênue. Dante é um monstro possessivo que não pretende deixá-la ir, e Elena descobre que, no submundo da máfia, o desejo pode ser tão letal quanto uma bala. Em um jogo onde a confiança é pecado e a obsessão é a regra, quem cairá primeiro? AVISO: Dark Romance +18. Contém temas pesados, violência e relacionamento obsessivo. Leia por sua conta e risco.
Leer másO cheiro de pólvora ainda impregnava as cortinas de veludo da mansão Volkov, misturando-se ao odor metálico de sangue que parecia subir do assoalho de madeira nobre. Elena não chorou. Lágrimas eram para os fracos, e seu pai a ensinara desde cedo que, no mundo do sangue, o único líquido que importava era o que corria nas veias dos seus inimigos. Ela observava as sombras das chamas que ainda consumiam parte do jardim através da janela, sentindo o peso do silêncio que agora ocupava o lugar onde antes havia o som de risos e ordens em russo.
Ela estava ajoelhada no centro do escritório, as mãos amarradas atrás das costas com um lacre de nylon que cortava sua pele pálida a cada movimento brusco. A dor era um lembrete constante de sua falha. À sua frente, sentado na poltrona de couro que poucas horas antes pertencia ao seu pai, estava Dante Moretti. Ele não parecia um homem que acabara de liderar um massacre; ele parecia um deus pagão da destruição, colhendo os frutos de sua crueldade com uma calma aterrorizante. O terno preto sob medida, sem um único vinco, contrastava com as manchas de sangue seco em seus nós dos dedos. Dante girava uma adaga de prata entre os dedos longos, observando Elena com uma intensidade predatória que a fazia sentir-se despida de todas as suas defesas. — Você tem olhos de sobrevivente, Elena — a voz de Dante era um barulho grave, como um trovão distante que anunciava uma tempestade inevitável. — Mas sobreviventes em meu território costumam ter vida curta se não souberem onde é o seu lugar. — Então me mate de uma vez, Moretti — ela cuspiu as palavras, o queixo erguido e os olhos queimando com um ódio que nem mesmo a morte poderia apagar. — Ou você prefere latir antes de morder? Sua linhagem sempre foi feita de covardes que atacam pelas costas. Dante levantou-se com uma agilidade predatória que fez os sentidos de Elena gritarem por perigo. Em um segundo, ele estava agachado diante dela, invadindo seu espaço pessoal. Ele segurou o rosto de Elena com uma mão de ferro, os dedos apertando suas bochechas com força suficiente para deixar marcas. O polegar dele pressionou o lábio inferior dela, esmagando-o contra os dentes até sentir o gosto de sangue. — Morder? Não, piccola. Eu vou fazer algo muito pior. Eu vou manter você viva para que assista ao seu nome ser apagado da história enquanto o meu se torna a sua única religião. Ele se aproximou do ouvido dela, o hálito quente de menta e tabaco causando um arrepio involuntário que Elena odiou sentir. — Sua família me deve milhões. Suas terras agora são minhas por direito de conquista. Mas o sangue Volkov ainda tem utilidade para legitimar meu domínio sobre as rotas do norte. Então, aqui está o acordo que salvará o pescoço dos seus soldados restantes: você se torna minha esposa. Você carrega meu nome, dorme na minha cama e obedece a cada comando meu, por mais sombrio que seja. Elena riu, um som seco, rouco e sem humor que ecoou pelas paredes vazias. — Você quer uma boneca de máfia para exibir em jantares? Escolheu a mulher errada, Dante. Eu vou cortar sua garganta enquanto você dorme, e vou rir enquanto o seu império desmorona sobre o seu cadáver. Dante sorriu, um sorriso sombrio que nunca chegava aos seus olhos frios como o gelo da Sibéria. Ele apertou ainda mais o rosto dela, sua obsessão brilhando no olhar de uma forma que ela nunca vira antes. — É exatamente isso que eu espero que você tente, Elena. Vai tornar as nossas noites muito mais interessantes. Gosto de saber que meu troféu morde de volta. Mas saiba de uma coisa... a partir de hoje, você não pertence mais a si mesma. Você é minha propriedade. Minha obsessão. Minha até que eu decida que você não serve mais. Ele cortou o lacre das mãos dela com um movimento rápido da adaga, a lâmina roçando a pele dos pulsos dela. Antes que ela pudesse reagir ou desferir um golpe, Dante a puxou para cima com violência, colando seus corpos. A mão dele desceu perigosamente pela cintura dela, apertando a carne com uma posse bruta, enquanto a outra se enterrava em seu cabelo. — Bem-vinda ao seu novo inferno, Sra. Moretti. Espero que goste do fogo, porque eu não pretendo deixar você queimar sozinha.Narrado por Elena MorettiO som do coração do bebê ainda ecoava no quarto, um ritmo frenético que parecia sincronizar com o meu próprio pulso. Eu olhava para a tela do ultrassom como se estivesse diante do maior milagre do mundo, ignorando por um instante que estávamos escondidos em uma casa de campo, cercados por homens armados e jurados de morte por metade da Europa.Dante não se movia. Ele parecia uma estátua de mármore esculpida pela tensão, com os olhos fixos nos pequenos movimentos que o vulto acinzentado fazia na tela. O Dr. Bianchi limpou a garganta, percebendo o peso do silêncio que se instalou. Ele sabia, melhor do que ninguém, que na Camorra o nascimento de um filho não era apenas um evento familiar, era uma questão de sucessão e poder.— Bom — começou o médico, ajustando os óculos e apontando para um ponto específico na imagem granulada. — Pelo que vejo aqui, não há espaço para dúvidas. Dom Moretti, a linhagem está garantida, mas talvez de uma forma que mude completamente
Narrado por Elena MorettiO quarto na casa de campo estava mergulhado em um silêncio que eu raramente experimentava com Dante. Não era o silêncio pesado de segredos ou ameaças que costumava pairar em nossa mansão em Roma, mas um silêncio de expectativa pura e quase sagrada. Eu estava deitada na cama de dossel, com a blusa de seda dobrada para cima, sentindo a brisa fresca da montanha entrar pela janela aberta, trazendo o cheiro de pinheiros e terra molhada.Dante estava de pé ao meu lado, as mãos enterradas nos bolsos da calça social, mas a rigidez de seus ombros entregava sua tensão. Ele não disse uma única palavra desde que o Dr. Bianchi, o médico de confiança da família há décadas, cruzou a porta. Dante parecia um soldado esperando o sinal de partida para uma guerra, mas seus olhos... seus olhos não saíam da minha barriga.— O gel vai estar um pouco frio, Elena. Respire fundo — avisou o doutor com sua voz calma e paternal.Eu estremeci quando o líquido viscoso e gelado tocou minha
Narrado por Isabella MorettiA biblioteca da casa de campo era o meu lugar favorito. Tinha cheiro de papel antigo e madeira encerada, mas naquela noite, o cheiro era de antisséptico e algo metálico. O sangue dele.Dante tinha permitido que Lev ficasse na ala leste sob vigilância, mas eu sabia que os guardas estavam distraídos com a troca de turno. Peguei o kit de primeiros socorros e entrei silenciosamente. Lev estava sentado em uma poltrona de couro perto da lareira apagada, sem camisa, tentando desesperadamente trocar os curativos do ombro com apenas uma das mãos.— Você vai acabar abrindo os pontos se continuar fazendo isso — sussurrei.Ele se assustou, mas relaxou ao ver que era eu. Seus olhos escuros, que pareciam abismos de dor, fixaram-se nos meus.— Não deveria estar aqui, Isabella. O seu irmão...— O meu irmão está ocupado com a Elena e com os novos planos da Camorra — interrompi, ajoelhando-me à frente dele. — Deixe-me ajudar.Abri o kit. Minhas mãos tremiam levemente. Eu nu
Narrado por Dante MorettiO som do iate sendo invadido era música para os meus ouvidos. Quando arrombei as portas de vidro do salão principal, esperava encontrar Elena sob a mira de uma arma. O que vi foi Julian Vieri de joelhos, berrando e cobrindo o rosto, enquanto minha esposa o observava com a frieza de uma deusa da vingança, uma arma apontada para a cabeça dele.— Dante! — ela exclamou, e por um segundo a máscara de aço caiu, revelando a mulher que eu amava.— Saia de perto dele, Elena — ordenei, aproximando-me. Meus olhos fixos no homem que ousou ameaçar minha família. — Pietro, leve a Elena para o deck. Marco, onde estão os outros?— No porão! Está inundando! — Elena gritou, apontando para a escotilha de serviço.Marco Valente não esperou. Ele correu em direção ao porão, com Alessia logo atrás dele. Eu me voltei para Julian. O veneno estava fazendo o trabalho, mas eu queria que ele sentisse o aço.— Você tentou roubar o que é meu — sussurrei, encostando o cano da arma em seu ou
Narrado por Elena VolkovO balanço do iate era suave, mas meu estômago dava voltas. Julian Vieri, o Colecionador, caminhava ao meu redor como se estivesse apreciando uma obra de arte que finalmente adquiriu. Ele segurava uma taça de vinho, o reflexo do líquido escarlate brilhando sob as luzes de LED do salão.— Você tem o fogo do seu pai, Elena — ele disse, parando na minha frente. — Mas tem a audácia dos Moretti. É uma combinação perigosa... e excitante.Ele estendeu a mão para tocar meu cabelo, e eu desviei o rosto com nojo.— Onde eles estão? — exigi, minha voz firme apesar da náusea. — Você disse que os soltaria assim que eu pisasse aqui.— Eu disse que os soltaria, não que os deixaria ir embora em um bote salva-vidas com um tapete vermelho — ele riu, um som seco. — Eles estão no porão, com o sistema de inundação ativado. Se o Dante não chegar em dez minutos, eles morrem afogados. E se ele chegar... bom, meu sistema de defesa vai garantir que ele se junte a eles no fundo do Medite
Narrado por Elena VolkovO silêncio na casa de campo era cortante. O vídeo de Isabella e Lev sendo torturados ainda brilhava na tela do tablet sobre a mesa. Dante estava de pé, socando a parede de madeira com o braço que não estava ferido, os olhos injetados de sangue.— EU NÃO VOU ENTREGAR VOCÊ! — ele rugiu, virando-se para mim. — Eu queimo a Itália inteira, mas você não pisa naquele navio!— Dante, olhe para eles! — apontei para a tela. Isabella estava com o rosto inchado, e Lev parecia ter levado vários tiros. — Eles são sua família. O Colecionador não quer matá-los agora, ele quer me usar para te destruir. Se eu não for, ele mata os dois e depois vem atrás de nós do mesmo jeito.— CHEGA! — Dante me prensou contra a mesa, as mãos em volta do meu rosto. — Você carrega o meu herdeiro, Elena. O sangue Moretti não é moeda de troca. Marco! — ele gritou para o Capitão. — Prepare os homens. Vamos invadir aquele navio e matar cada alma que respira lá.— É uma missão suicida, Moretti! — Mar
Último capítulo