Giovanni
Quando Aurora aceitou ir para a Itália comigo, achei que o pior tinha passado.
Que ilusão.
Logo na primeira manhã, acordei ouvindo barulhos estranhos vindos da sala. Saí do quarto ainda meio sonolento e dei de cara com a cena mais caótica possível: Aurora no meio de uma pilha de malas, caixas improvisadas e sacolas plásticas, empacotando tudo como se estivéssemos fugindo da polícia.
E talvez, no fundo, era exatamente assim que ela se sentia.
— Aurora, o que é isso? — Perguntei, piscand