Giovanni
O cheiro da minha casa foi o primeiro sinal de que eu estava de volta à vida real.
Duas semanas de hospital, exames, antibióticos, visitas médicas, comida insossa e enfermeiras que insistiam em me chamar de senhor Corleone como se eu fosse um velho de noventa anos. Agora, finalmente, eu podia respirar o ar da minha liberdade — com o peito ainda sensível, é verdade, mas com a alma aliviada.
A cicatriz no abdômen coçava como o inferno, um lembrete físico de que eu quase morri. Mas ali,