Aurora
O silêncio do quarto era acolhedor. Deitada sobre os travesseiros fofos, com uma das mãos repousando sobre minha barriga já bem saliente, eu ouvia a voz trêmula de Megan do outro lado da linha. A janela estava entreaberta, e a brisa suave da tarde movimentava as cortinas brancas, que dançavam lentamente com o vento.
— Eu não consigo me perdoar, Rory — ela disse, com a voz embargada, chamando-me pelo apelido carinhoso que só ela usava. — Aquilo... tudo aquilo... foi horrível. Eu me sinto