Aurora
Acordei na manhã seguinte com uma única certeza na vida: fome.
Não era aquela fome de “vou fazer um lanchinho”, era a fome de quem parecia ter atravessado o deserto do Saara montada num camelo desidratado. Era uma urgência, uma necessidade básica. E, claro, no meio da mansão, o que eu tinha à minha disposição?
Nada.
Zero.
Nadica de nada.
Nenhum café preparado, nenhum croissant voador vindo ao meu encontro.
Suspirei dramaticamente e levantei da cama, praguejando baixinho. Aurora, você est