Aurora
Minhas mãos estavam suadas. Tão trêmulas que por um momento pensei que não conseguiria girar a maçaneta. Mas o fiz, lentamente, como se cada centímetro significasse uma escolha entre viver ou morrer.
O corredor estava mergulhado num silêncio estranho, cortante. O tipo de silêncio que precede uma tempestade. Ou um ataque.
Meu coração batia tão alto no meu peito que podia jurar que preenchia toda a casa.
Talvez eles tenham ido embora, pensei. Talvez fosse alarme falso.
Idiota.
Dei um passo