Mundo de ficçãoIniciar sessãoSamantha sempre acreditou que encontrar seu companheiro seria o início de uma vida de amor e pertencimento. Mas, no momento em que a Lua revelou seu destino, Ayres, o líder frio e temido da alcateia, a rejeitou diante de todos. Humilhada e despedaçada, Samantha parte… até descobrir que a rejeição não foi o fim, mas o despertar. Escolhida pela própria Deusa da Lua, ela carrega dentro de si um poder que pode mudar o destino de todos. Enquanto Ayres luta contra os fantasmas de seu passado e a ligação que insiste em não se romper, Samantha cresce, se fortalece e retorna como a única capaz de salvar a matilha. Agora, não é apenas o destino que a prende ao Alfa… é a escolha dela. Entre dor, orgulho, desejo e redenção, Samantha terá que decidir: perdoar o homem que a rejeitou ou seguir sozinha como a verdadeira filha da Lua.
Ler maisSamanthaA Lua estava cheia, testemunha paciente de tudo que vivemos. Desde a noite em que fui rejeitada, até a noite em que fui aceita diante de todos, eu entendi que nada na vida acontece por acaso. As cicatrizes que um dia queimaram meu peito hoje são as linhas que desenham meu destino.Depois da guerra, depois da dor e da vitória, a alcateia Greene não era mais a mesma. Nem eu. Nem Ayres. Nem o mundo ao nosso redor.O clã Lunar, antes escondido entre sombras e lendas, desceu das montanhas para selar uma aliança com nossa alcateia. Homens e mulheres de túnicas prateadas caminharam lado a lado com guerreiros de pele marcada pelo tempo, e nenhum dos dois lados olhou o outro como inimigo. A líder deles, Maelin, ergueu sua mão e proclamou diante de todos:— A Escolhida da Lua é uma só, e ela está aqui. Onde ela pisa, nós pisamos. Onde ela luta, nós lutamos.A matilha inteira uivou em resposta. Naquele momento, eu não era apenas a companheira do Alfa. Eu era ponte. Eu era caminho. Eu er
AyresA manhã encontrou a cabana ainda com cheiro de lenha fria e pele aquecida. A luz entrou pelas frestas como pequenos rios dourados, atravessando o tecido leve da cortina, pousando no rosto de Sam. Ela dormia no meu peito, a respiração calma, o traço de um sorriso no canto dos lábios, como se conversasse com a Lua em segredo. Passei a mão com cuidado por seus cabelos e, por um instante, deixei que a memória me esmagasse: o menino, o estampido, a queda da minha mãe. Depois, trouxe de volta o homem que acordava ali, inteiro, pertencente, escolhido também.Se eu tivesse mantido o orgulho, o que sobraria? Uma casa silenciosa e um comando vazio. Um Alfa forte por fora, oco por dentro. Foi preciso ajoelhar para ficar de pé. A força que eu gastava para negar o óbvio hoje serve para sustentar o que me sustenta: ela.Sam abriu os olhos devagar, lindo sereno atravessado por brilho travesso.— Bom dia, meu Alfa. — disse, a voz rouca de sono.— Bom dia, minha Luna. — respondi, encostando a b
SamanthaA noite de lua cheia se abriu sobre nós como um véu prateado. O templo lunar estava lotado, mas o silêncio era tão profundo que eu podia ouvir a batida do meu próprio coração. Ayres estava ao meu lado, imponente, mas vulnerável, e por isso mais belo do que nunca.A Mestra do Ritual nos chamou para o círculo central. A matilha nos observava com olhos cheios de expectativa. Alguns choravam, outros apenas seguravam a respiração.— A Lua chama seus escolhidos. — a Mestra anunciou — Hoje, não há Alfa e Luna separados. Hoje, há união.Ayres estendeu a mão para mim. Por um instante, vi o homem que me rejeitou, o medo em seus olhos, o peso do trauma que ele carregou desde menino. Mas, quando toquei seus dedos, tudo se dissolveu. Ele era só meu. E eu, dele.A luz da Lua desceu sobre nós. As marcas prateadas na minha pele brilharam e se estenderam até encontrarem o peito de Ayres, como se fossem rios de luz conectando nossos corpos. Fenrir e Arwen uivaram ao mesmo tempo, e o som ecoou
AyresO templo lunar da nossa matilha nunca me pareceu tão imponente. As paredes de pedra bruta refletiam o luar que entrava pelas aberturas no teto, derramando clarões prateados que dançavam pelo chão. Eu caminhava um passo atrás de Samantha, observando-a como se fosse a primeira vez. Cada olhar dirigido a ela tinha peso, respeito, temor, fascínio. Mas nenhum desses sentimentos se comparava ao que queimava dentro de mim: rendição.Os anciãos a posicionaram no centro do círculo, enquanto a matilha se reunia em silêncio absoluto. A fumaça das ervas queimadas subia e se misturava à luz da Lua. Samantha manteve a cabeça erguida, as mãos firmes ao lado do corpo, o olhar sereno. A força dela não era exibida, era natural, como a respiração.Quando a voz da Mestra do Ritual ecoou, a sala pareceu se contrair:— A Deusa da Lua chama sua escolhida. Se for de Sua vontade, que as marcas se revelem.No instante seguinte, o milagre aconteceu. Na pele de Samantha, símbolos prateados começaram a br





Último capítulo