AyresO salão comunal estava cheio, mas o silêncio era a primeira voz. Lobos de todas as idades sentavam-se em bancos de madeira ou permaneciam de pé, ombros tensos, colunas eretas demais para serem naturais. O som das tochas ardendo parecia mais alto do que qualquer conversa. Eu entrei e todos se levantaram, mas nenhum uivo de saudação ecoou. Só cabeças baixadas, não por reverência, por receio.— Sentem-se. — Minha ordem saiu firme, sem espaço para hesitação — Temos assuntos a resolver.Obedeceram. O peso dos olhares, no entanto, ficou. Eu o senti como lanças escondidas. Eles não falavam, mas eu conhecia os corredores, sei quando a matilha sussurra. A rejeição da minha companheira não era segredo, era ferida exposta.Olhei para Joran, meu Beta, de pé ao meu lado. Ele assentiu, discreto, mas havia preocupação em seu rosto.— A patrulha ao norte identificou rastros de caçadores. Quero vigilância dobrada. Nenhum humano deve atravessar nossas terras sem pagar caro.Dois guerreiros troca
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