Ayres
A manhã encontrou a cabana ainda com cheiro de lenha fria e pele aquecida. A luz entrou pelas frestas como pequenos rios dourados, atravessando o tecido leve da cortina, pousando no rosto de Sam. Ela dormia no meu peito, a respiração calma, o traço de um sorriso no canto dos lábios, como se conversasse com a Lua em segredo.
Passei a mão com cuidado por seus cabelos e, por um instante, deixei que a memória me esmagasse: o menino, o estampido, a queda da minha mãe. Depois, trouxe de volta