Ayres
O salão comunal estava cheio, mas o silêncio era a primeira voz. Lobos de todas as idades sentavam-se em bancos de madeira ou permaneciam de pé, ombros tensos, colunas eretas demais para serem naturais.
O som das tochas ardendo parecia mais alto do que qualquer conversa. Eu entrei e todos se levantaram, mas nenhum uivo de saudação ecoou. Só cabeças baixadas, não por reverência, por receio.
— Sentem-se. — Minha ordem saiu firme, sem espaço para hesitação — Temos assuntos a resolver.
Obede