Mundo de ficçãoIniciar sessãoClara acreditava viver o casamento perfeito. Cinco anos ao lado de Arthur — o homem que ela considerava o amor da sua vida. Por ele, deixou a carreira, os sonhos e a própria rotina para se tornar a esposa ideal. Mas tudo desmorona numa única noite. Um jantar preparado com amor. Uma mesa posta. Uma mensagem no grupo das amigas. Uma foto em um restaurante que tinha o significado do amor deles — e a mão dele ali, inconfundível. Quando Clara chega ao restaurante, o mundo dela desaba. Arthur não apenas a trai, como tenta justificar o erro com uma proposta absurda: um casamento aberto. Para sua surpresa, Clara aceita — não por submissão, mas porque algo dentro dela desperta. Determinada a se reconstruir, ela decide voltar ao mercado de trabalho e acaba reencontrando Henrique, um antigo colega de juventude que sempre foi apaixonado por ela. Hoje, ele é dono de uma grande empresa — e está disposto a oferecer a ela uma nova chance, no trabalho e na vida. Enquanto Clara redescobre sua força e vive uma paixão verdadeira, Arthur entra em espiral de ciúme, culpa e desespero. A amante engravida, e ele a força a interromper a gestação — decisão que termina em tragédia e o confronta com as consequências irreversíveis de suas escolhas.
Ler maisA semana seguinte passou como um sopro: caixas espalhadas pelo chão, arquitetos entrando e saindo, Clara rabiscando plantas com entusiasmo e Henrique imaginando cada detalhe como se estivesse sonhando acordado.O futuro deles começava a tomar forma em paredes, janelas e corredores que ainda nem existiam — mas que já carregavam riso, cumplicidade e um amor que parecia crescer com uma facilidade inquietante.No final daquela tarde, Clara estava sentada no chão da nova sala — a sala que ainda não era sala, apenas um espaço cru com paredes marcadas a lápis.Ela segurava uma xícara de chocolate quente enquanto observava Henrique discutindo medidas com o arquiteto, completamente envolvido na ideia de fazer tudo perfeito.Quando ele se aproximou, com o terno desalinhado e um sorriso de quem vive correndo atrás do impossível, Clara sentiu aquele mesmo aperto carinhoso no peito.— Você está tão concentrado — ela disse, erguendo a xícara para ele.Henrique sentou-se ao lado dela, aceitou a bebi
O avião pousou no fim da tarde, mergulhando São Paulo em um tom alaranjado que deixava tudo mais lento, mais suave. Clara olhou pela janela e sentiu o coração bater diferente — não era mais a mesma mulher que partiu dali semanas antes. A lua de mel tinha deixado algo novo dentro dela: um silêncio bom, uma certeza calma, uma vontade profunda de viver.Henrique apertou sua mão enquanto os dois caminhavam pelo finger do aeroporto.— Pronta pra voltar pra nossa vida? — ele perguntou, num sussurro carregado de carinho.Clara sorriu.— Pronta pra construir tudo com você.Do lado de fora, o motorista oficial da empresa os aguardava, mas Henrique dispensou.Ele queria dirigir.Queria ter aquele momento só deles, sem formalidades, sem ninguém olhando.Queria segurar a mão dela no sinal fechado, rir do nada, abrir a janela e sentir o vento entrar — essas pequenas coisas que, antes de Clara, ele achava que nunca teriam importância.A estrada até o apartamento parecia outra.A cidade parecia outr
Os dias seguintes da lua de mel foram uma mistura deliciosa de paz e intensidade.Clara e Henrique exploraram cada cantinho do resort, caminharam de mãos dadas pela praia ao amanhecer, fizeram jantares românticos sob o céu estrelado e se entregaram um ao outro com a tranquilidade de quem sabe — com todas as certezas possíveis — que encontrou o amor da vida.Mas havia algo diferente em Clara naquela manhã.Um incômodo sutil.Não ruim, mas… estranho.Ela acordou com o peito acelerado, o corpo mais sensível, e uma leve vertigem quando levantou da cama.Henrique estava na varanda, com o café servido para dois, observando o mar, quando ela se aproximou.— Bom dia, minha esposa linda — ele disse, sorrindo ao vê-la.Clara sorriu também, mas havia uma hesitação em seu rosto.— Bom dia, amor…Ele percebeu na hora.— O que foi? Você está meio pálida.Clara se sentou devagar na cadeira.— Nada… acho que só dormi mal.— Você não dorme mal comigo — Henrique provocou, aproximando-se.— É, mas dormi
O avião pousou ao fim da tarde, quando o céu já estava tingido por tons de rosa e dourado.A lua de mel começava ali, no exato segundo em que Clara e Henrique desceram do avião de mãos dadas — dois recém-casados com o futuro inteiro diante dos olhos.Henrique tinha planejado tudo em segredo.Clara só soube o destino quando o carro parou diante de um resort à beira-mar, escondido entre falésias brancas e uma praia quase deserta.Era o tipo de lugar que parecia existir apenas em filmes — ou em sonhos que a gente não ousa dizer em voz alta.Ela olhou para ele, impressionada.— Henrique… isso é… surreal.Ele sorriu, com aquele ar orgulhoso e apaixonado.— Nada é surreal demais quando é pra você.Clara sentiu as pernas amolecerem um pouco.O recepcionista os guiou para uma vila privativa com piscina aquecida, jardim, sala de estar e um quarto que parecia abraçar o mar inteiro.O vento quente atravessava as cortinas, trazendo o perfume salgado do fim de tarde.Henrique abriu as portas de vi





Último capítulo