O avião pousou ao fim da tarde, quando o céu já estava tingido por tons de rosa e dourado.
A lua de mel começava ali, no exato segundo em que Clara e Henrique desceram do avião de mãos dadas — dois recém-casados com o futuro inteiro diante dos olhos.
Henrique tinha planejado tudo em segredo.
Clara só soube o destino quando o carro parou diante de um resort à beira-mar, escondido entre falésias brancas e uma praia quase deserta.
Era o tipo de lugar que parecia existir apenas em filmes — ou em sonhos que a gente não ousa dizer em voz alta.
Ela olhou para ele, impressionada.
— Henrique… isso é… surreal.
Ele sorriu, com aquele ar orgulhoso e apaixonado.
— Nada é surreal demais quando é pra você.
Clara sentiu as pernas amolecerem um pouco.
O recepcionista os guiou para uma vila privativa com piscina aquecida, jardim, sala de estar e um quarto que parecia abraçar o mar inteiro.
O vento quente atravessava as cortinas, trazendo o perfume salgado do fim de tarde.
Henrique abriu as portas de vi