A festa já tinha passado do auge quando Henrique, com o olhar tomado de desejo e uma ternura quase feroz, segurou a mão de Clara e a guiou para fora do salão.
Ela deixou que ele a conduzisse, rindo baixinho ao tropeçar um pouco no vestido, sentindo o champagne aquecer o corpo e a felicidade vibrar como luz por baixo da pele.
A música do casamento ainda ecoava ao longe quando eles chegaram ao caminho iluminado que levava ao chalé reservado para a noite de núpcias.
As luzes penduradas nas árvores pareciam estrelas baixas, acompanhando os dois em silêncio.
Henrique parou diante da porta.
Clara virou-se para ele.
E naquele instante, nada mais existiu.
O sorriso dele era lento, profundo, cheio de um amor que transbordava de um jeito que fazia o coração dela estremecer.
Ele se aproximou ainda mais, a mão pousando na cintura dela com firmeza.
— Você tem ideia do que fez comigo hoje? — ele murmurou, a voz baixa roçando o ouvido dela.
Clara sentiu um arrepio quente percorrer a espinha.
— Eu só