Mundo de ficçãoIniciar sessãoHelena fugiu da miséria na Bahia em busca de um futuro melhor, mas acabou presa em um golpe que quase destruiu sua vida. Sozinha em outro país, sem dinheiro e sem documentos, ela só queria sobreviver. Até cruzar o caminho de Nathan Keen, o magnata arrogante, lindo e temido que comanda a maior agência de modelos dos EUA. O primeiro encontro deles explode: ele a humilha diante de todos, ela reage… e o tapa que acerta o rosto do bilionário vira o início de uma guerra intensa. Nathan nunca foi desafiado. Helena nunca foi dominada. Entre atritos, provocações e uma química proibida que nenhum dos dois consegue ignorar, eles são arrastados para um jogo perigoso. Mas quando o passado de Helena volta disposto a destruí-la, apenas um homem tem poder suficiente para protegê-la. Exatamente aquele que ela jurou odiar.
Ler maisBrenda MooreHá meses penso neste momento. Voltar à Califórnia não é apenas uma visita — é uma investida. Um ataque silencioso. Estou retornando com um propósito: tomar de volta o que é meu.Nathan Keen.Ele me tem como poucas pessoas no mundo conseguem ter alguém — ele apenas existe, e eu me torno poeira, fogo, cinzas e desejo. Sempre foi assim. E mesmo que ele odeie qualquer rótulo emocional, mesmo que só se entregue fisicamente, eu vivi o suficiente sob seus dedos para saber: ele me conhece mais do que eu gostaria. E eu, mais do que ele imagina.Mas eu quis mais.Eu quis a alma dele.Propus que fingisse ser meu namorado. Ele aceitou com indiferença, com aquela calma que mata — o mesmo tom que usa quando assina contratos milionários. E aquilo, em mim, virou obsessão. Família, carreira, aplausos, fotos… nada mais importou. Ele seria meu. Uma questão de tempo.Então ela surgiu.Valentina.A brecha. O erro. A sombra que rasgou tudo que eu construí.Ela chegou do nada, como um vírus que
Marcela MillerEstou na minha mesa, vendendo sonhos para idiotas. Mulheres que acreditam que vão ficar ricas trabalhando “no exterior”. Basta uma promessa de luxo e elas aceitam — confiando em mim, como cordeiros sendo guiados por um lobo.Odeio ouvi-las falando comigo. A voz delas irrita, arranha meu cérebro, desperta o impulso de esmagar seus dentes contra a mesa. Elas acreditam no meu sorriso doce… se soubessem quem eu realmente sou, correriam até sangrar os pés.Hoje vou levar mais uma. Morena, olhos verdes, corpo de parar o trânsito. Quanto mais bonita, maior o valor no leilão. Ela acha que vai desfilar. Mal sabe que será obrigada a abrir as pernas, não as passarelas.Para mim, isso é apenas negócio. Dinheiro fácil. Trago mercadoria, entrego na Califórnia, recebo. Simples.Estamos no aeroporto. Ela começa a fazer perguntas sobre documentos. Já previ isso. Falo a primeira desculpa que me vem, mas a desgraçada insiste. Sutilmente, encosto o metal frio na cintura dela enquanto sorri
Nathan Kenn— Me possua, Nathan.O jeito como ela diz meu nome…Baixo. Lento. Ardente.É o suficiente para me tirar completamente do eixo.— Seu pedido é uma ordem, morena.Meu corpo encontra o dela com intensidade.Ela reage, me puxa, me prende, me provoca.Nossos lábios se chocam num beijo faminto, carregado de tudo o que não dizemos em palavras.Ela me leva ao limite.E sabe disso.— Minha felina indomável… — murmuro contra sua boca. — Se entrega pra mim.O corpo dela responde antes da voz.O ritmo se intensifica, a respiração falha, o tempo deixa de existir.Quando ela se desfaz nos meus braços, eu a seguro firme, como se o mundo inteiro dependesse disso.E talvez dependa.A coloco com cuidado sobre a cama.Ela está exausta, entregue, linda demais para ser real.Minha.Só minha.E é ali, observando aquela mulher que virou minha rotina, meu caos e minha paz, que a certeza me atravessa.Eu vou assumir isso.Vou assumir ela.É um sábado tranquilo. A TV ligada sem atenção alguma.Aman
Nathan KennNão consigo acreditar que ouvi aquilo dela.Se antes eu brincava dizendo que sentia falta dos socos, agora tenho certeza de uma coisa:essa mulher me irrita num nível absurdo.Apesar de achá-la sexy quando está brava, prefiro que continue apenas brava — sem usar meus ossos como alvo.Os tapas dela doem. Muito.— Você acha que minha cara é o quê? Um saco de pancadas? — reclamei. — Dá para parar de rir da minha cara, morena.Ela não parou.Riu ainda mais.E, por incrível que pareça, isso só piorou tudo… porque vê-la sorrindo é uma das coisas mais bonitas que já vi.— Desculpa — disse entre risadas. — Mas você fez uma cara muito engraçada, meu amor.Meu corpo reagiu na hora.— Humm… gostei do meu amor, minha felina indomável.Ela arqueou a sobrancelha, provocativa.— Que bom que gostou, porque não vou repetir. Não sou romântica. Você não é meu amor. É só minha foda. O homem que me faz ter orgasmos maravilhosos e nada além disso. Nem gosto desses apelidos, ok, moreno?Aquilo m
Helena EvelynVocê consegue adivinhar onde estou neste exato momento?Pois é.Aqui estou eu, montada nessa delícia, perdendo minha dignidade e qualquer autocontrole que ainda restava.Nathan é o grande culpado disso.Dessa serpente dele…Dessa loucura deliciosa…Desse vício que consome meu juízo inteiro.E como ele me faz sentir bem.— Vai mais forte… — implorei, gemendo como uma possuída, enquanto ele me beijava e eu subia e descia freneticamente em cima dele.— Morena… assim você vai acabar comigo — ele arfava, a voz rouca contra meu ouvido. — Essa sua intimidade apertando no meu membro… você é gostosa demais.— Para de falar e me faz gozar logo.Ele obedeceu.E eu gozei com tanta força que minhas pernas tremeram.Já era noite.A Model estava vazia.Eu passei o dia TODO evitando cair em tentação e, ainda assim, cá estou eu… exatamente onde não deveria estar: montada no meu chefe.Durante o dia, liguei tanto para Ketley pedindo socorro que ela perdeu a paciência:— Valentina, você só
Helena EvelynEnquanto realizava minhas tarefas, minha mente já estava viajando.Essa minha capacidade de pensar o tempo inteiro é impressionante… e às vezes irritante.Decidi arrumar a sala de reuniões. Gosto de ver tudo perfumado e sem um pingo de poeira, então sempre uso um aromatizante e deixo tudo limpinho.Enquanto ajeitava algumas pastas, o moreno surgiu do nada e perguntou:— O que você está fazendo?Sério mesmo?O que ele acha que estou fazendo? Plantando mandioca?— A funcionária da limpeza não veio hoje porque está doente — expliquei. — Então eu vou arrumar. Agora, por favor, saia daqui, porque em uma hora teremos reunião.Mas ao invés de ir embora, ele se aproximou e me beijou.Um beijo daqueles.Daqueles que acabam com qualquer juízo.— Espera, não começa — reclamei, afastando a boca dele. — Não trouxe lingerie extra. Você quer que eu fique molhada antes de uma reunião?— Não precisa de lingerie extra… — murmurou com aquela voz de pecado. — Pode tirar essa imediatamente.
Último capítulo