Mundo ficciónIniciar sesiónHelena fugiu da miséria na Bahia em busca de um futuro melhor, mas acabou presa em um golpe que quase destruiu sua vida. Sozinha em outro país, sem dinheiro e sem documentos, ela só queria sobreviver. Até cruzar o caminho de Nathan Keen, o magnata arrogante, lindo e temido que comanda a maior agência de modelos dos EUA. O primeiro encontro deles explode: ele a humilha diante de todos, ela reage… e o tapa que acerta o rosto do bilionário vira o início de uma guerra intensa. Nathan nunca foi desafiado. Helena nunca foi dominada. Entre atritos, provocações e uma química proibida que nenhum dos dois consegue ignorar, eles são arrastados para um jogo perigoso. Mas quando o passado de Helena volta disposto a destruí-la, apenas um homem tem poder suficiente para protegê-la. Exatamente aquele que ela jurou odiar.
Leer másHelena EvelynO silêncio da nossa suíte na Califórnia tinha um peso diferente naquela manhã. Não era o silêncio do vazio, mas o de uma promessa que pulsava dentro de mim, silenciosa e avassaladora. Olhei-me no espelho, ajeitando o roupão de seda que Nathan insistia que eu usasse — ele amava a forma como o tecido deslizava pela minha pele, como se marcasse seu território a cada movimento meu.Há meses eu tentava. Cada teste negativo era uma pequena ferida no meu otimismo, mas eu havia decidido desencanar. "No tempo de Deus", eu disse a mim mesma. Mas o destino, assim como meu marido, não costuma pedir permissão para agir.O atraso menstrual foi o primeiro sinal, mas meu temperamento foi o veredito. Eu estava uma fera. Nathan, com todo o seu poder e controle, parecia um alvo ambulante para o meu mau humor. Bastava ele me olhar de um jeito mais profundo ou respirar perto demais do meu ouvido para que eu sentisse vontade de desferir um soco naquela cara linda e esculpida.O teste de farmá
Helena Evelyn— Você é louco ou o quê? — gritei, ainda dentro do carro, sentindo o sangue ferver. — Quase machucou o coitado do Maurício por nada, seu ogro!— Está com pena dele, Helena? Então vá ficar com ele! — Nathan rosnou, as mãos apertando o volante com força. — Acha que eu não vi? Ele quer transar com você. Todo homem naquela faculdade quer.Aquelas palavras foram a gota d’água. Não contive a indignação e desferi um tapa estalado no rosto dele. O som ecoou no carro luxuoso.— Cala a boca, Nathan! O Maurício é casado, ama a esposa e os filhos. Ele nunca me faltou com o respeito. É o meu único amigo naquela faculdade cheia de gente de nariz empinado!Fui o caminho todo em silêncio, sentindo o peito apertado. Ele não confiava em mim. Ao chegar em casa, tomei um banho demorado para lavar a raiva e me joguei no sofá, ligando a TV no último volume. Eu não queria ouvir a voz dele. Não queria ouvir que ele achava que eu era capaz de traí-lo.Depois de um tempo, senti o sofá afundar ao
Helena EvelynO final de semana com meus pais no hotel foi um sonho, mas assim que eles voltaram para casa, a realidade do Carnaval de Salvador nos atropelou. Foram quatro dias de uma folia intensa, mas para o Nathan, foram quatro dias de tortura psicológica.Eu nunca o vi tão fora de si. Logo no primeiro dia, quando descemos para sentir a energia do trio elétrico, um rapaz da minha idade, com o rosto pintado e o sangue quente do Carnaval, parou na minha frente e segurou meu braço para me convidar para dançar. Ele nem teve tempo de terminar a frase. Antes que eu pudesse sorrir ou negar, Nathan avançou como um animal protegendo o território. Ele segurou o pulso do garoto com tanta força que vi os dedos dele ficarem brancos.— Ela tem dono, moleque. E eu não tenho paciência — Nathan rosnou.O rapaz sumiu na multidão em segundos, e eu tive que lidar com um "Leão" rosnando no meu ouvido o resto da noite. Foi exaustivo, mas eu mentiria se dissesse que não amei ver aquele homem poderoso, ac
Helena EvelynChegamos ao Hotel Fasano, um dos lugares mais sofisticados de Salvador, e o restaurante é simplesmente de cair o queixo. Assim que as meninas me avistaram, foi uma confusão de gritos e abraços.— Amiga, que falta você me faz! — Ketley me apertou forte, acompanhada por Emily e Sophia.— Eu também morri de saudade! Mas dona Ketley, por que não atendeu minhas ligações? — brinquei, mas ela logo apontou para o Nathan com um sorriso cúmplice.— Culpa dele, querida! Mas olha que lugar maravilhoso... Estou doidinha para aproveitar esse Carnaval!— Pois se preparem! — anunciei, sentindo uma felicidade que transbordava. — Amanhã tem bloco da Ivete e muito mais. Vamos dançar até o sol raiar!Degustamos um vinho impecável e queijos finos, perdendo a noção do tempo. Quando a meia-noite passou, o grupo decidiu se recolher. Eu deveria voltar para casa, mas o olhar do meu moreno dizia que ele não me soltaria tão cedo.— Fica comigo — ele sussurrou, possessivo. — Tem uma banheira incríve
Nathan KeenO calor de Salvador não era apenas uma questão de temperatura; era uma entidade física que pulsava contra a minha pele, competindo com o calor do meu próprio sangue. Eu estava em solo brasileiro há poucos dias, mas sentia que tinha sido transportado para outra dimensão. Nova York era feita de aço, vidro e regras silenciosas. A Bahia era feita de cores berrantes, tambores que faziam o chão tremer e uma liberdade que me deixava em estado de alerta constante.Eu estava encostado em um camarote VIP, mas meus olhos não estavam no desfile dos trios elétricos. Meus olhos eram dois rastreadores fixos na única mulher que importava.Helena. Minha morena. Minha futura esposa.Ela estava usando um abadá que eu mesmo ajudei a customizar — ou melhor, que eu quase proibi de ser usado. Ela o transformou em um top minúsculo que deixava sua barriga dourada à mostra e um short jeans tão curto que era uma afronta à minha sanidade. Ela dançava. E, porra, como aquela mulher sabia se mover. O ri
Helena Evelyn— O jantar estava delicioso, dona Laura e seu Mauro. Agradeço imensamente pela acolhida, mas agora preciso retornar ao hotel — Nathan disse, com a elegância de sempre.— Se quiser, pode passar a noite aqui, meu filho — minha mãe ofereceu. Arregalei os olhos. *Mainha, você não sabe o perigo que está convidando para dormir sob o seu teto!*— Agradeço, mas meus amigos estão me esperando no hotel — Nathan respondeu, e eu quase caí para trás.— Como assim? O Victor e o Michael estão aqui em Salvador? E você não me disse nada! — Eu estava pronta para dar um sermão nele, mas senti os olhos da minha família sobre mim, segurando o riso. Para eles, era engraçado ver uma "baixinha" como eu peitando um homem de quase dois metros de pura gostosura.— Era para ser surpresa, morena. As meninas, Emily e Sophia, também vieram.— O quê? Até elas? Você é um idiota mesmo, Nathan! — disparei, esquecendo a etiqueta.— Mocinha, olha a boca! — meu pai me repreendeu.— Desculpa, pai... — Corei n
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