Os dias seguintes da lua de mel foram uma mistura deliciosa de paz e intensidade.
Clara e Henrique exploraram cada cantinho do resort, caminharam de mãos dadas pela praia ao amanhecer, fizeram jantares românticos sob o céu estrelado e se entregaram um ao outro com a tranquilidade de quem sabe — com todas as certezas possíveis — que encontrou o amor da vida.
Mas havia algo diferente em Clara naquela manhã.
Um incômodo sutil.
Não ruim, mas… estranho.
Ela acordou com o peito acelerado, o corpo mais sensível, e uma leve vertigem quando levantou da cama.
Henrique estava na varanda, com o café servido para dois, observando o mar, quando ela se aproximou.
— Bom dia, minha esposa linda — ele disse, sorrindo ao vê-la.
Clara sorriu também, mas havia uma hesitação em seu rosto.
— Bom dia, amor…
Ele percebeu na hora.
— O que foi? Você está meio pálida.
Clara se sentou devagar na cadeira.
— Nada… acho que só dormi mal.
— Você não dorme mal comigo — Henrique provocou, aproximando-se.
— É, mas dormi