A semana seguinte passou como um sopro: caixas espalhadas pelo chão, arquitetos entrando e saindo, Clara rabiscando plantas com entusiasmo e Henrique imaginando cada detalhe como se estivesse sonhando acordado.
O futuro deles começava a tomar forma em paredes, janelas e corredores que ainda nem existiam — mas que já carregavam riso, cumplicidade e um amor que parecia crescer com uma facilidade inquietante.
No final daquela tarde, Clara estava sentada no chão da nova sala — a sala que ainda não era sala, apenas um espaço cru com paredes marcadas a lápis.
Ela segurava uma xícara de chocolate quente enquanto observava Henrique discutindo medidas com o arquiteto, completamente envolvido na ideia de fazer tudo perfeito.
Quando ele se aproximou, com o terno desalinhado e um sorriso de quem vive correndo atrás do impossível, Clara sentiu aquele mesmo aperto carinhoso no peito.
— Você está tão concentrado — ela disse, erguendo a xícara para ele.
Henrique sentou-se ao lado dela, aceitou a bebi