Clara acordou com o som da porta batendo.
Por um instante, achou que estava sonhando — o relógio marcava pouco antes das sete da manhã.
O coração acelerou quando ouviu o barulho das chaves e o som inconfundível de passos firmes no corredor.
Arthur.
Ela sentou na cama, o corpo em alerta.
A última vez que ele tinha aparecido sem avisar, o casamento ainda existia — ao menos nas aparências.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou, quando ele entrou no quarto, ainda de roupa social, o rosto cans