Mundo de ficçãoIniciar sessãoSophia vê seu mundo virar dos pés a cabeça quando decide ir viver com a sua mãe depois de tantos anos vivendo com seu pai. Em um mundo completamente diferente, ela conhece seu novo irmão, arrogante, provocador e perigosamente instigante e o melhor amigo dele, por quem ela começa a desejar secretamente. Ambos amores proibidos. Um por ser parte da sua nova família e o outro por já estar comprometido. Em meio a segredos e desejos ocultos, com quem ela ficará?
Ler mais- Você quer ver um filme no meu quarto? - pergunta Pedro, enquanto atravessamos a cozinha, ainda pingando da piscina.Nossos pés molhados vão deixando um rastro por onde vamos passando. Espero que dê tempo de secar naturalmente antes que alguém venha reclamar. Volto minha atenção para ele, sua blusa está grudada nas costas. Parece aquelas cenas de filmes românticos, com o cara bonito todo molhado, ficando ainda mais sexy. É impossível não olhar, mas mesmo assim, desvio rápido o olhar, para evitar pensar demais.- E por que não na sala? - rebato, tentando manter a voz calma.Ele se vira, ainda passando a mão por seu cabelo encharcado. Sexy. Então Pedro sorri, aquele sorrisinho de canto meio debochado que só ele sabe dar.- Está com medo de ficar sozinha comigo?Reviro os olhos, mas acabo sorrindo sem querer.- De jeito nenhum…Ele me encara por mais um segundo, o olhar descaradamente provocador e, novamente, sexy. “Meu Deus, que ele é bonito, eu já sabia, mas por que ele parece absurdam
Passei basicamente todo o domingo no quarto. O sol já está até mais baixo no céu, colorindo o fim da tarde com cores alaranjadas. Então decido ir até a sacada para tirar uma foto e é aí que vejo Pedro, sentado na borda da piscina, com os pés na água e os ombros caídos. Daqui vejo seu rosto, completamente neutro, sem raiva, nem tristeza... mas para mim, esse é o sinal mais claro de que algo não está bem com ele. Quando ele está feliz, se nota. Quando está irritado, se nota mais ainda, já que explode. Mas esse silêncio... é o tipo de dor que grita por dentro.Saio do quarto e vou até ele, me aproximando sem dizer nada. Me sento ao seu lado, de pernas cruzadas e fico ali. Ele me olha por um segundo e depois volta a encarar o reflexo do céu na água. Não forço um sorriso e nem puxo assunto. Só decido ser uma companhia para ele. Às vezes, a melhor forma de ajudar alguém é não o deixar sozinho com seus próprios pensamentos. Esses podem ser bem cruéis quando querem.É engraçado como a vida fu
Acordei em minha cama, sozinha. No fim, Rafael me deixou em casa e disse que conversava comigo na segunda. Já que hoje, aparentemente, ele viajaria com a mãe para visitar uma tia. Ou talvez, visitar a tia foi só uma desculpa que ela arrumou para não deixá-lo passar o domingo comigo.“Acho que faço parte da maioria que não se dá bem com a sogra”, penso. Me levanto, escolho um conjunto confortável e vou direto para o banheiro. Só depois de um bom banho e de escovar os dentes é que o dia realmente começa. Quando começo a descer as escadas, já escuto vozes vindo da cozinha.- E qual foi o total que você tirou nessas provas? - escuto o senhor Ethan perguntar.Me aproximo e sento ao lado do Pedro, que está com uma postura tensa.- Não fui muito bem. - responde ele, sem encarar o pai.O senhor Ethan faz uma cara de desgosto. Minha mãe, que está do outro lado da mesa, permanece calada. - Não foi muito bem? - repete ele, irritado - A única obrigação que você tem na sua vida é estudar, Pedro.
Assim que entramos na casa, somos parados por Pedro. Ele nem sequer olha muito para mim, apenas comenta com Rafael que gostaria de conversar com ele. A sós. Rafael hesita, me lança um olhar de dúvida, mas eu apenas aceno com a cabeça, dizendo que tudo bem. Que esperaria por ele do lado de fora.Volto ao banco em que estávamos antes. O ar está um pouco mais frio agora e eu tremo levemente com as roupas molhadas grudando no corpo. Encolho os ombros e abraço as próprias pernas. É aí que vejo uma figura parada diante de mim.É a Anna.Ela me observa por um segundo, depois se aproxima com uma toalha na mão.- Já que aqueles dois estão conversando para se resolverem… acho que nós deveríamos bater um breve papo. - diz, me estendendo a toalha.Mantenho os braços cruzados. Não estendo a mão. Apenas viro o rosto, me recusando a aceitar o gesto. Um pouco imatura? Pode ser, mas falsa nunca.Ela suspira, como quem esperava essa reação, e se senta ao meu lado. Seus ombros também estão tensos, mas e
Rafael se levanta, estica o corpo e se vira para mim, estendendo a mão. Mudando completamente a expressão triste de antes.- Me segura… está me dando vontade do nada de me jogar na piscina. - eu seguro a mão dele e me levanto.- E por que a gente não se joga? Deixamos nossas coisas aqui no banco e… Tibum.Ele sorri com a minha ideia e eu sorrio por ele estar mais feliz. Rafael desliza o dorso dos seus dedos em meu rosto, carinhosamente.- A gente não trouxe toalha… Você tem certeza que não vai achar ruim ficar molhada depois? E se ficar com frio?Me aproximo mais dele e envolvo meus braços em seu pescoço.- Se eu ficar com frio… Você me esquenta? - pergunto, timidamente, sentindo minhas bochechas corarem.Ele me encara por um instante, o sorriso ainda no rosto, mas agora mais suave, quase fofo. Ele então se aproxima, retira o celular do bolso e alguns outros objetos e coloca no banco, faço o mesmo com as minhas coisas.- A gente vai mesmo fazer isso? - me pergunta ao segurar minha mão
Rafael aperta levemente minha mão, mas não diz nada. Seu olhar passa da Anna para Pedro e fica nele por alguns segundos. Pela cara que ele faz, imagino que ainda não está disposto a considerar o Pedro seu amigo de volta. - Boa noite. - diz Pedro para ele. Pedro então se aproxima um pouco de Rafael e toca seu ombro, como um amigo faz ao dar um conselho a outro. - Espero que a gente possa voltar a ser como era antes… Você é como um irmão para mim, cara!Anna me encara com uma cara feia, mas não diz mais nada e nem desvia mais o olhar para o Rafael. De alguma maneira, me sinto um pouco culpada. Sei que os 3 estão sofrendo com a situação, mas eu estou feliz e gosto das coisas como são agora. Seria eu tão egoísta assim? Acho que não, até porque eu vou fazer o meu melhor para que Rafael seja tão feliz quanto eu.E sem responder nada, Rafael me puxa com ele. Olho para Pedro mais uma vez e caio diretamente em seu olhar. Ele realmente veio com a camisa branca. Sempre do contra. Ele cochich





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