Mundo de ficçãoIniciar sessãoAslin Ventura, você aceita o senhor Alexander Líbano como seu esposo? — Aceito! Ela respondeu encantada, sem saber que aquelas palavras selariam seu destino. O que acreditava ser o início de um conto de fadas maravilhoso acabou se tornando o oposto: um terrível inferno no qual ela queimaria pouco a pouco. Aslin Ventura é uma jovem linda de 21 anos, que desde a infância foi preparada para ser a esposa do cruel, frio e calculista Alexander Líbano, um magnata bilionário. Aslin sempre esteve apaixonada por Alexander, mas o que acontecerá quando ela descobrir que no coração dele existe outra mulher? E que, para sua infelicidade, essa mulher é sua própria irmã? Essa revelação transforma a vida de Aslin em um verdadeiro pesadelo. Será que Aslin conseguirá encontrar um raio de luz nesse mundo implacável?
Ler maisVinte e cinco anos depoisInglaterra – LondresO rugido do motor de um carro de luxo rompeu o silêncio da manhã quando uma limusine preta avançou pela avenida principal da cidade. Dentro dela, Liam Azacel, agora um homem de vinte e seis anos, observava pela janela com uma expressão fria e impenetrável. Seu olhar, intenso e calculista, era o reflexo de um caráter forjado sob a disciplina e a força de seu pai, Carttal Azacel.Vestia um terno impecável, o relógio de ouro brilhando discretamente em seu pulso. Dois seguranças ocupavam os bancos da frente, atentos a cada movimento ao redor. Liam não precisava de palavras para se impor; sua simples presença bastava para que qualquer um entendesse quem ele era.O veículo virou em direção à entrada do imponente edifício da Azacel Corp., uma torre de vidro que refletia o céu limpo. Diante da entrada principal, uma longa fila de funcionários aguardava. Todos sabiam que aquele dia marcaria uma nova era: o filho mais velho do lendário Carttal havi
POV: Terceira pessoaHavia se passado uma semana desde aquela noite que mudou suas vidas para sempre. O mundo, que por tanto tempo fora um lugar escuro e perigoso para Aslin, começava a parecer seguro novamente. Cada amanhecer trazia consigo uma calma que ela quase havia esquecido que existia. Caminhava pela casa, e o som das risadas de seus filhos preenchia os cômodos, devolvendo-lhe a paz que Alexander lhe havia arrancado.Aslin sentia que, finalmente, podia respirar sem o peso da ameaça constante. A morte de Alexander havia sido um infortúnio. Talvez, se ele tivesse se arrependido a tempo… talvez, se tivesse deixado para trás sua obsessão doentia, as coisas não teriam terminado daquela forma. Havia um resquício de compaixão em seu coração, mas não era suficiente para apagar o dano que ele lhe causara. Aquele homem destruíra coisas demais: sua paz, sua confiança, suas noites de sono. A única coisa que Aslin sabia com certeza era que, enfim, estava livre.Enquanto ela reconstruía sua
Aslin abriu os olhos de repente, um arrepio percorreu seu corpo ao perceber que ainda estava viva. O eco do disparo ainda ressoava no ar quando ela viu o impossível: Alexander recuava um passo, o rosto desfigurado pela surpresa e pela dor. Uma bala havia atingido seu braço direito, arrancando-lhe um grito áspero que quebrou sua arrogância. A arma caiu de suas mãos e quicou no chão com um ruído metálico que se perdeu no murmúrio do vento.O mundo pareceu parar por um instante. Aslin, ofegante, mal conseguia processar o que via. Seu coração batia com tanta força que temeu que explodisse no peito. O alívio momentâneo de ainda estar respirando se misturava ao terror latente: Alexander não era o tipo de homem que desistia facilmente.O rugido de um motor irrompeu na cena. Um segundo disparo cortou o ar e, então, como uma aparição saída de suas preces desesperadas, Carttal surgiu entre os carros, sua silhueta recortada contra a luz dos faróis. Seu rosto estava endurecido pela fúria, os olho
O frio úmido da masmorra envolvia o corpo de Aslin quando ela recobrou a consciência. Estava amarrada pelos pés e pelas mãos; as correntes mordiam sua pele e cada movimento apenas lhe causava mais dor. Tentou gritar, mas seus lábios estavam cobertos por uma mordaça áspera que mal lhe permitia respirar. O pânico tomou conta dela enquanto tentava se soltar, sem sucesso algum.De repente, a porta de ferro rangeu e se abriu lentamente. A luz tênue iluminou o rosto de Cinthia, que entrou com um sorriso carregado de deboche. Seus saltos ecoavam no chão úmido, como se cada passo anunciasse um castigo.— Está se divertindo, Aslin? — perguntou com ironia, inclinando-se em sua direção. — Eu te avisei… você não iria aproveitar por muito tempo ao lado de Carttal. Ele sempre foi meu, e nunca seu.Aslin se debateu contra as correntes, seus olhos cheios de raiva e medo. Cinthia a observava com deleite, saboreando sua impotência.— Mas fique tranquila… — continuou, com a voz venenosa. — Hoje, finalme
POV: Alexander LíbanoEu estava sozinho na penumbra do meu escritório, observando a chuva bater nos vidros. Cada gota parecia me lembrar que a calma antes da tempestade é apenas um engano. A mansão estava silenciosa, mas na minha mente se formava um plano que quebraria qualquer paz que eles acreditassem ter recuperado. Aslin estava ali, naquela foto feliz, com Carttal e aquelas crianças que nunca deveriam ter existido, e a raiva misturada a um estranho prazer percorria meu corpo. Era hora de agir.Apolo surgiu da sombra, silencioso como um fantasma, com aquele sorriso que sempre me irritava. Sua simples presença bastava para que eu soubesse o que ele pensava. Sua voz, baixa e segura, quebrou o silêncio.— Alexander… desta vez não podemos falhar. Se deixarmos Carttal com vida, ele vai arruinar tudo. Precisamos tomá-la ou… eliminá-la.Olhei para ele fixamente. Suas palavras não eram novas, mas a força do que dizia me dava ainda mais clareza. Senti minha mandíbula se tensionar.— Se você
POV: Terceira pessoaA equipe médica permanecia atenta, observando cada movimento de Aslin enquanto ela se inclinava para acomodar Carttal, ajudando-o a respirar melhor, a se sentir seguro. Suas mãos estavam fracas, seu corpo tremia a cada respiração, e um arrepio percorreu Aslin ao pensar em tudo o que havia acontecido. Ela não podia permitir que nada mais o ferisse, não depois de tudo o que haviam sofrido.— Aslin… — a voz de Carttal era apenas um sussurro — … você está aqui?— Sempre, Carttal — respondeu ela, abraçando-o com cuidado, percebendo que seu peso ainda era frágil —. Nunca vou te deixar sozinho.O silêncio do quarto era denso, quase sufocante, mas havia algo mais ali: a certeza de que, finalmente, tinham superado o pior. Aslin envolveu suas costas com os braços e Carttal apoiou a cabeça em seu ombro. Sua respiração tornou-se mais constante e suas mãos trêmulas se agarraram a ela como se fosse sua âncora em meio a um mar turbulento.— Precisamos sair daqui — disse ele, com





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