Mundo de ficçãoIniciar sessãoAslin Ventura, você aceita o senhor Alexander Líbano como seu esposo? — Aceito! Ela respondeu encantada, sem saber que aquelas palavras selariam seu destino. O que acreditava ser o início de um conto de fadas maravilhoso acabou se tornando o oposto: um terrível inferno no qual ela queimaria pouco a pouco. Aslin Ventura é uma jovem linda de 21 anos, que desde a infância foi preparada para ser a esposa do cruel, frio e calculista Alexander Líbano, um magnata bilionário. Aslin sempre esteve apaixonada por Alexander, mas o que acontecerá quando ela descobrir que no coração dele existe outra mulher? E que, para sua infelicidade, essa mulher é sua própria irmã? Essa revelação transforma a vida de Aslin em um verdadeiro pesadelo. Será que Aslin conseguirá encontrar um raio de luz nesse mundo implacável?
Ler maisPOV: Aslin VenturaSenti um arrepio percorrer meu corpo quando Ethan me ligou e deu a notícia: Carttal havia sido gravemente ferido. Minhas mãos gelaram no mesmo instante e meu coração pareceu parar. Por um segundo, não ouvi nada além do estrondo das batidas do meu próprio peito. A palavra “grave” ecoava repetidas vezes na minha mente, e o mundo pareceu desabar ao meu redor.Eu não conseguia ficar parada. Reuni o vovô Cedric e Soraya, e mal consegui dizer uma palavra. Eles também sentiram. Seus olhares eram de alarme e preocupação, e em silêncio seguimos para o hospital. Cada segundo que passava me parecia uma eternidade. O carro avançava rápido, e eu mal respirava, esperando que cada semáforo nos aproximasse um pouco mais dele.Não conseguia parar de imaginá-lo ali, em meio ao caos da pista, coberto de sangue, inconsciente, lutando para se manter vivo. Cada cena que passava pela minha mente me fazia querer gritar e chorar ao mesmo tempo. Lembrei-me de como ele sempre se cuidava, de c
POV: Carttal AzacelO frio da noite me envolvia enquanto o observava ali, derrotado, tremendo sobre o asfalto da pista. Alexander Líbano, com sua mala vazia ao lado e as notas espalhadas como testemunhas de sua ruína, parecia um animal encurralado, tentando, sem sucesso, manter algum vestígio de seu orgulho. A raiva, o desespero, a humilhação: tudo estava desenhado em seu rosto, e eu não pude evitar um sorriso que se misturava à raiva contida que sempre guardo.—Então esse é o grande Alexander Líbano? —minha voz ecoou sobre o silêncio da pista—. O homem que se achava intocável, agora estirado como um cão de rua?Ele levantou o olhar, cheio de horror e desafio, e embora seus lábios tentassem formar palavras, só saíram sons abafados, arfadas que me lembraram o quão frágil ele podia ser. Não precisava de mais. Seu olhar dizia tudo: estava vencido, e sabia que tudo o que havia construído, todo o império que por tanto tempo havia habitado em suas mãos, agora era meu.—Maldito! —gritou de r
POV: Alexander LíbanoO eco daquela ligação ainda ressoava nos meus ouvidos. Eu não podia acreditar no que tinha escutado. Aquele desgraçado… aquele infeliz do Carttal teve a ousadia de rir de mim. Primeiro ele me tirou o que eu mais valorizava e agora zombava, como se eu fosse um pobre mendigo. Fiquei imóvel no meio do meu escritório, olhando para o telefone na minha mão, tentando me convencer de que tudo era um mal-entendido, de que ele não podia ter o poder de me causar tanto dano.Mas algo dentro de mim começou a tremer. Minhas mãos suavam, minha garganta se fechava e o coração batia com força no peito. Andava de um lado para o outro, incapaz de ficar parado. A raiva me consumia, mas por trás dela havia o medo — um medo tão grande que me atravessava os ossos.— Não… não pode ser verdade — murmurei, rangendo os dentes. — É blefe… tem que ser um maldito blefe.Peguei o telefone novamente, discando com os dedos trêmulos.— Ezequiel! — gritei assim que ouvi sua voz do outro lado. — Pr
POV: Carttal AzacelNaquela noite entrei no quarto com a intenção de abraçar Aslin e encontrar nela um pouco de paz depois de tudo o que havíamos vivido. Mas ao abrir a porta e vê-la sentada na cama, soube de imediato que algo não estava bem. O rosto dela estava pálido, os lábios tremiam ligeiramente e em sua mão segurava o telefone como se fosse uma bomba prestes a explodir.Aproximiei-me sem pensar, o coração acelerado. Segurei seu rosto com ambas as mãos, inclinando-me para olhá-la nos olhos.—O que acontece, querida? —perguntei, com a voz mais calma que pude reunir, embora por dentro eu sentisse uma tempestade.Ela não disse nada, apenas me entregou o telefone. E então o vi: a mensagem de Alexander.“Desfrutem da vossa pequena paz… enquanto puderem. Em breve reclamarei o que é meu.”Senti o sangue ferver. Aquele maldito não conhecia limites. Já havia destruído demais, marcado a vida de quem eu mais amava e agora ousava ameaçar de novo, como se ainda tivesse algum poder sobre nós.
POV: Aslin VenturaNo dia seguinte eu estava no quarto onde Verónica descansava. O silêncio era tão denso que parecia preencher cada canto, apenas interrompido pelos soluços abafados de Sad, que estava sentado ao lado da cama da mãe. Seus pequenos ombros tremiam enquanto as lágrimas caíam sem parar sobre suas bochechas. O menino segurava a mão de Verónica com tanta força, como se aquele contato simples pudesse trazê-la de volta para nós, como se com sua inocência e seu amor conseguisse arrancá-la daquele sono profundo em que estava presa.Fiquei em pé, observando a cena com o coração dilacerado. Senti um nó na garganta que mal me deixava respirar. Sad levantou o olhar para mim, e nele encontrei uma tristeza tão grande que me atravessou a alma. Não era a tristeza de uma criança que perdeu algo passageiro; era o olhar de alguém que já tinha visto dor demais. Aqueles olhos me fizeram imaginar o que teria acontecido se eu fosse quem estivesse naquela cama, imóvel, e meus filhos me olhasse
POV: Aslin VenturaOs dias que se seguiram foram lentos e pesados, como se o tempo tivesse parado em um lugar onde a tristeza se sentava ao meu lado a cada momento. Ainda acordava sobressaltada no meio da noite, com o coração batendo a mil por hora e as imagens daquela explosão me perseguindo.A ausência de Verónica doía de uma maneira silenciosa, mas insuportável, e embora Carttal estivesse sempre ao meu lado, havia um vazio que apenas as lembranças e o medo podiam preencher.No entanto, cada vez que meus olhos se encontravam com os de Liam, Isabella e Noah, uma faísca de luz iluminava meu coração. Suas risadas e abraços eram um bálsamo que me lembrava que a vida ainda podia ser bela.Liam vinha correndo ao meu encontro todas as manhãs, com as mãos estendidas e um sorriso enorme; Isabella me contava suas pequenas aventuras com entusiasmo, e Noah, com seu olhar travesso, sempre encontrava uma forma de me arrancar um sorriso, mesmo quando eu tentava contê-lo. Eles me ensinavam que, mes





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