Mundo de ficçãoIniciar sessãoCaine Westbrook é CEO de uma das maiores petroleiras do Texas — um homem duro, rabugento e viciado em controle. Ele vive para números, contratos e silêncio. Emoções? Ele prefere manter as dele bem enterradas. Mas quando o irmão, militar em missão no exterior, precisa de ajuda, Caine é obrigado a assumir a guarda temporária do pequeno Elijah, seu sobrinho de seis anos. Por três semanas, o homem que não sabe nem preparar um sanduíche vai ter que cuidar de uma criança cheia de energia… e sentimentos. Na tentativa de manter alguma rotina para Eli, Caine o busca na escola. Lá ele conhece Laura Hart — a professora mais radiante, barulhenta e sorridente que já cruzou seu caminho. Ela é o completo oposto dele: doce, caótica, cheia de esperança… e um perigo real para sua sanidade. O problema? Eli é apegado a ela. E Laura, com seu jeito gentil e determinado, acaba entrando na rotina dos dois — com muffins, abraços e um sorriso capaz de desarmar até o coração mais fechado. O envolvimento entre Caine e Laura é tão intenso quanto inesperado. Mas para um homem que nunca acreditou no amor, deixar alguém se aproximar é como abrir uma caixa que ele jurou manter trancada. Ela é sol. Ele é tempestade. E numa guerra entre o desejo e o dever, Caine pode se perde, e encontrar algo que nunca viu, ou sentiu. Laura vai precisar quebrar barreiras, que o homem impôs a si mesmo a muito tempo Uma sala cheia de canetinhas coloridas, colagens e muita bagunça, junto a um sobrinho mini cupido vão fazer esses dois repassarem tudo que já viveram. E por mais que tentem resistir, algumas faíscas foram feitas para incendiar tudo. E mudar tudo que um dia eles acreditaram.
Ler maisLauraO espelho devolve uma versão minha que eu quase não reconheço — e, ao mesmo tempo, reconheço completamente.Sou eu ali. Inteira. Em paz. Com os olhos brilhando não de nervosismo, mas de certeza.O vestido é simples do jeito que eu sou, fluido, leve, nada engessado. Não parece uma fantasia. Do meu jeito. Meus cabelos estão presos de forma suave, alguns fios rebeldes escapando, porque eu jamais conseguiria ser totalmente contida — e Caine aprendeu a amar isso em mim.Respiro fundo.Penso em tudo o que me trouxe até aqui.A sala colorida da escola.O muffin inesperado.O homem sério demais para o próprio bem.O tio que virou porto.O amante que virou casa.Nunca sonhei com um casamento. Sonhei com amor, e mesmo isso, às vezes, parecia grande demais para caber na minha vida. Mas agora estou aqui, com o coração tranquilo, sabendo que não estou entrando em algo perfeito.Estou entrando em algo verdadeiro.A música começa baixa, suave, e o burburinho do lado de fora se aquieta. Seguro
LauraPor um segundo, eu esqueço como se respira.Caine ajoelhado diante de mim não faz sentido nenhum. Não com aquele terno impecável, aquela postura de homem que controla o mundo, aquele olhar que costuma intimidar salas inteiras. E, ainda assim, ali está ele.Vulnerável. Tenso. Com a mão levemente trêmula segurando uma caixinha pequena demais para carregar algo tão grande.Eu sempre achei que reconheceria o momento.Que haveria trombetas, ou fogos, ou algum tipo de aviso divino.Mas não.O momento chega silencioso, vestido de cotidiano, amor e escolhas reais.As palavras dele ainda ecoam dentro de mim.Você bagunçou minha vida.Um sorriso nasce antes mesmo das lágrimas. Porque é verdade. Eu baguncei. Entrei sem pedir licença, com meus vestidos coloridos, minhas crenças improváveis, meu jeito de sentir tudo demais. E ele… ele deixou.Olho para aquele homem que aprendeu a amar do jeito mais difícil: ficando.— Caine… — minha voz sai fraca, emocionada demais para esconder qualquer coi
CaineNunca negociei tão mal quanto estou negociando comigo mesmo agora.O espelho do quarto me devolve a imagem de um homem que já encarou conselhos administrativos hostis, audiências jurídicas intermináveis e salas cheias de investidores prontos para arrancar sangue — e que, ainda assim, nunca sentiu esse tipo específico de pânico.Minha gravata está torta.Não porque eu não saiba dar um nó.Mas porque minhas mãos simplesmente se recusam a colaborar.— Calma — murmuro para mim mesmo, ajustando o paletó pela terceira vez. — É só um pedido de casamento.Só.Como se pedir Laura em casamento fosse algo simples. Como se não fosse a coisa mais importante que já decidi fazer em toda a minha vida.Respiro fundo, apoiando as mãos na cômoda. O quarto está silencioso, mas a casa não. Ouço passos leves no corredor, uma risada abafada de Elijah, a voz de Nathan mais forte do que deveria — ainda aprendendo a respeitar os limites do próprio corpo depois da recuperação.Três meses.Três meses desde
Laura O mundo não acaba quando ele diz. Ele para. Como se tudo ao redor tivesse entendido que aquele instante precisava de silêncio. — Eu te amo, Laura Hart. As palavras não vêm acompanhadas de urgência ou posse. Não são um pedido nem uma cobrança. Saem da boca dele como uma verdade que finalmente encontrou caminho para fora. Cruas. Imperfeitas. Reais. Meu corpo ainda treme. Não do que fizemos, mas do que ele acabou de fazer comigo agora. Eu fico alguns segundos sem reagir. Não porque não sei o que dizer, mas porque sinto demais. É como se algo tivesse se encaixado dentro do meu peito com um clique suave, definitivo. Um lugar que sempre existiu e que, só agora, foi ocupado. Abro os olhos devagar e encontro o olhar dele. Caine não parece o homem inabalável que conheci. Não agora. Há algo exposto ali, vulnerável, quase assustado. Como se ele tivesse acabado de atravessar um precipício e ainda estivesse esperando o impacto. Meu coração aperta. Eu sorrio. Não o sorriso leve qu










Último capítulo