Mundo de ficçãoIniciar sessãoCresci em um orfanato em Nova York, onde a vida era dura e a sobrevivência era o único objetivo. Mas tudo mudou quando fui forçada a ir para a Itália para terminar meus estudos e me casar com um homem que não conhecia. No entanto, o que eu não sabia era que o meu futuro marido tinha um irmão, e que juntos mudariam minha vida para sempre, de maneiras que eu nunca poderia imaginar. Fugir não era uma opção, pois já havia tentado várias vezes quando no orfanato e sempre fui encontrada. O que será da minha vida é uma incógnita indecifrável que terei que moldar sozinha, e como sempre, sozinha. Cresci solitária e terei que resolver sozinha, assim como cresci. Meu nome é Haley, tenho 18 anos e assim que chegar aos 19, irei para a Itália terminar meus estudos e, logo em seguida, me casar com um desconhecido.
Ler maisPara outras adolescentes, hoje deveria ser um momento épico, feliz e muito descontraído. Os 19 anos é uma idade perfeita para se curtir a vida. Porém, para mim é o começo de um pesadelo.
Vivi 18 anos na porta do inferno, com funcionárias que mais pareciam secretárias do diabo, em exceção de dona Benta, ela sim sabia cuidar de todas nós, como se fosse parte da família. Família? Desconheço a sensação de ter uma, sempre morei no orfanato e as pessoas daqui estão longe de ser uma família. Termino o banho de cinco minutos contados por Ermínia. Lavei o cabelo rapidamente e, como um flash, acabei o banho. Vesti-me em um vestido branco, como todas as minhas outras roupas, fiz o coque de costume e calcei a havaiana, que por acaso era bem novinha. Cruzei meus braços em frente a Ermínia, que me olhava impacientemente. _ Vamos, garota, você não está indo casar. Disse, dando uma risada nasal. _ Não está vendo que estou pronta? Ela empurra minhas costas com uma madeira roliça e bem marrom que anda em mãos. _ Não empurra, não está vendo que estou indo? Segui para o andar de baixo. Vejo as três meninas que irão para a Itália comigo. _ Prontas?_ O Kelmer, o motorista, pergunta olhando para Ermínia. _ Levem logo esses pesos daqui._ Diz Ermínia. _ Qualquer inferno é melhor que esse que você habita._ Digo olhando para ela. Ela levanta a madeira. _ Quer levar uma surra antes de ir, garota? Sua malcriada. Sorri sarcástica. _Aposto que o senhor Capone vai amar receber a norinha dele toda marcada. Vai, senhora Ermínia, me bata! Ela me encara com sangue nos olhos, como se quisesse me matar mesmo. _ Hora sua insolente... Leva logo essa praga daqui, Kelmer. Espero que sofra muito, sua coisa. Dei de ombros e segui Kelmer. Entro no carro e suspiro olhando para o lugar onde vivi até hoje. O que me aguarda? Onde irei morar? Com quem irei morar? Quem é esse homem a quem estou destinada? Lágrimas escorrem sobre minha face a mais uma vez imaginar o que seria de mim se tivesse uma família, pai e mãe como as crianças que iam nos visitar e nos dar brinquedos. Como seria sentar e comer em família, estudar, brincar e ter vários momentos felizes. Não haveria choro da dor de levar surras de bastão e nem de ficar presa em um lugar escuro durante uma noite toda. Coitada de Benta, que trabalha durante a noite e nunca pode nos ajudar, pois era sempre ameaçada de ser expulsa. Ela precisa do emprego e disso eu sempre entendi. Ela quem cuidava dos machucados em minhas costas e sempre dizia que tudo ia ficar bem, mesmo com lágrimas descendo de seus olhos, transparecendo tanta mentira; eu tentava acreditar em suas palavras. Nem tive como me despedi dela direito, apenas um abraço na noite anterior e lágrimas molhando nossas roupas foi a despedida. Agora irei para a faculdade e só Deus sabe que tipo de pessoas encontrarei lá. Uma coisa tenho certeza, estarei sempre solitária, pois cresci assim, aprendi assim e assim continuarei. Já no aeroporto, limpo as lágrimas e sigo junto das meninas. Somos seguidas por quatro seguranças fardados e por Kelmer. _Levem as meninas em segurança até a Itália. Quero notícias quando chegarem lá._Kelmer diz, usando sua autoridade. _ Não pensem em fazer nenhuma gracinha, principalmente você, Haley. Caso ela invente de aprontar alguma,podem cancelar o CPF dela; da cadeia vocês saem. Pisco algumas vezes, assustada com o tom que Kelmer usou. Seguimos para deixar as malas pequenas e fazer todo o procedimento, acompanhadas dos brutamontes atrás de nós. Depois de tudo pronto, entramos no avião e sentamos em nossas poltronas. Pietra olha para mim e sorri de canto. Nunca fui de ser gentil com nenhuma delas, mesmo estando no mesmo barco, elas se submetiam a fazer o mal para puxar saco das funcionárias, então, para mim, não são dignas. _Queria tanto uma vida normal, será que daqui para frente vamos poder tomar as rédeas das nossas vidas?_ suspiro e olho para elas. _ Não sei se o que eu ouvi é verdade, mas segundo eles, logo que vocês terminarem os estudos, serão liberadas nas ruas de Palermo. Então, se eu fosse vocês, começaria a pensar em uma forma de procurar um trabalho ou vão morar na rua. Vi o brilho no olhar dela, enfim uma brecha no fim do túnel. _ E você? Terá mesmo que casar? _ Pelo previsto, sim! Não sei porque fui escolhida, mas terei que me casar. Ela acena com a cabeça. _Você é bonita, deve ser por isso. Não vejo nada demais em mim, sou baixa, 1,53 de altura, corpo magro e pele branca, cabelos lisos acima do ombro, pois no orfanato não aceitam cabelo comprido. Ou seja, não tenho nada diferente delas _Você já imaginou se não tivesse que morar no orfanato? _ Já! _ E benta? Será como está? Minha mente vaga para as feições da mulher rechonchuda de pele branca e cabelos pretos lisos. _ Ela vai ficar bem! Agora vá dormir, vai ser um voo extenso e, se você ficar falando e falando, mais extenso ainda. _ Não sei quem vai sofrer mais, você ou o seu noivo arranjado. Olho para ela com a sobrancelha erguida. _ Cala a boca, garota! Reviro os olhos e encosto minha cabeça no encosto da poltrona. Espero que tudo fique bem, não importa que eu viva uma vida monótona e sem expectativa de futuro, só não quero ter que dormir em um lugar escuro e nem ter cinco minutos contados para o banho, nem comer rapidamente para não passar o horário. Não quero chorar por noites com medo. Não quero que as próximas crianças sejam tão judiadas. Quero um mundo onde o amor seja a regra, não a exceção. Onde as crianças sejam vistas como amor, não como pesos. Onde o orfanato seja um lugar de acolhimento, não de dor. Um mundo justo para essas crianças que não tem amor de ninguém, que foram abandonadas. Esse é o mundo que eu quero!Estou há mais de duas horas esperando Lorenzo e Matteo chegarem. Mal consigo raciocinar direito de tanta preocupação. Não tenho nenhuma notícia dos meus homens, e isso está me corroendo por dentro.A ansiedade toma conta do meu corpo. Bato os pés no chão repetidamente, tentando encontrar algum tipo de consolo para não surtar enquanto minha mente insiste em imaginar os piores cenários.Quase torço o pescoço quando escuto o barulho da porta se abrindo. Lorenzo e Matteo entram sorrindo, conversando entre si, como se algo bom tivesse acontecido. O clima leve contrasta completamente com o turbilhão dentro de mim.— Por que demoraram tanto? — pergunto, ainda sentada no sofá.— Estávamos resolvendo uma coisa — Lorenzo responde, inclinando-se para me dar um beijo nos lábios.— Sentiu saudades? — Matteo pergunta em seguida, acariciando meu rosto com delicadeza.— Estava preocupada com a demora de vocês.Nenhum dos dois faz menção de se sentar. Em vez disso, Lorenzo segura minha mão e me puxa p
Levo a outra mão até sua cabeça, segurando ele com cuidado, como se estivesse protegendo algo frágil. _ Eu devia ter feito mais… — ele diz de repente, a voz falhando. — Devia ter estado mais presente. _ Lorenzo… _ Eu devia ter ido visitar ele mais vezes… devia ter ligado mais… — ele continua, como se as palavras estivessem presas há muito tempo e finalmente tivessem encontrado uma saída. — Agora não adianta mais nada. _ Ei… — digo com suavidade, inclinando o rosto para tentar olhar para ele. — Não faz isso com você. Mas ele apenas balança a cabeça negativamente contra meu peito. _ Eu sabia que ele não estava bem, e mesmo assim não fui tão presente. Aí alguém apareceu e levou ele. Sua respiração fica mais pesada. _ A gente sempre acha que tem tempo. As palavras dele me atingem de uma forma silenciosa. Porque é verdade. Sempre achamos que as pessoas vão continuar ali. Que amanhã ainda vai existir, que sempre haverá outra oportunidade. Mas às vezes não há. _ Seu pai sabia que
Depois de presenciar a cena mais dolorosa da minha vida. Lorenzo estava ajoelhado sobre o túmulo do pai, chorando sem qualquer tentativa de esconder a dor. Os sons que saíam dele eram baixos, quebrados… quase infantis. Matteo observava tudo em silêncio. De repente, ele começou a socar a terra do túmulo. Uma vez. Outra. E outra. A terra vermelha se espalhava pelos punhos dele, mas Matteo parecia não sentir nada. Pensei em interferir. Mas, antes que eu pudesse dar um passo, James me impediu. _ Eles só precisam se livrar da dor. Suspiro lentamente. _ Acha que isso é possível?_ pergunto. James permanece olhando para os dois. _ Acho. Daqui a alguns dias vão estar do mesmo jeito… na verdade, pior. Ele cruza os braços. _ Tem alguma coisa errada nessa história. Tomazo era burro demais para arquitetar um plano desses sozinho. Tem alguém por trás de tudo isso. Presto atenção nas palavras dele. Mas algo me incomoda. _ Por que está me dizendo
Queria poder gemer, mas os lábios de Lorenzo estavam tão bons que eu não queria solta-los. Mesmo assim, era impossível segurar quando Matteo estocava daquele jeito._ Ahhh, Matteo... porra!Ele abriu minhas nádegas e meteu forte, pressionando meu corpo contra o colchão.Revirei os olhos quando senti minha buceta apertando o pau dele._ Porra, Haley... aperta meu pau, sua cadela.Ouvir Matteo me xingar quando estamos nessa posição sempre me faz perder o controle.Já não aguentava mais.Eu precisava gozar._ Mais forte, Matteo… preciso gozar.Ele urrou, metendo ainda mais fundo, enquanto Lorenzo guiava meu rosto até o pau dele. Os movimentos de Matteo empurravam meu corpo para frente, me fazendo engolir Lorenzo cada vez mais fundo.Minhas pernas já não respondiam.O orgasmo veio como uma explosão dentro de mim._ Annn… porra!Gozo enquanto Matteo ainda estoca forte._ Vou gozar, caralho.Ele se apoia em minhas costas e dá duas bombadas profundas que fazem meu corpo praticamente derret
. — Lorenzo e você são as pessoas mais importantes para mim agora, Haley. Se eu tiver que dar a minha vida pela de vocês, eu dou. Só preciso de um tempo para digerir tudo isso… — ele respira fundo, como se as palavras pesassem dentro do peito. _ Vou fazer o meu melhor para ser um bom líder… como meu pai foi.— Você vai ser.Abraço Matteo, mesmo ele tendo feito de tudo para me afastar. Por um instante, ele fica rígido, como se não soubesse o que fazer com aquele gesto. Então, finalmente, as lágrimas que estavam presas no lugar mais profundo do seu coração começaram a cair.Não me afasto para olhar para ele.Apenas o seguro. Deixo que ele chore. Pelo menos assim ele pode viver o luto… como qualquer outra pessoa.— Ele se foi, Haley... Se foi… e não vai voltar._ A voz dele sai quebrada.Meu peito aperta.— Tá doendo demais.Ele segura o tecido da toalha com força, como se estivesse se agarrando a alguma coisa para não cair.— Ele nem pôde ver a gente se casar… nem vai conhecer os neto
Depois de tirar toda a minha roupa, abro a porta do banheiro e entro. Paro por um instante atrás do box de vidro embaçado.Suspiro.Entro.Deslizo a porta de vidro atrás de mim. Matteo sabe que sou eu, mas nem se moveu desde o momento em que entrei no banheiro com ele.Fico por um instante parada atrás dele, pensando em uma forma normal e nem um pouco suicida de abordar Matteo. Penso na maneira que acho menos arriscada ou talvez a mais arriscada.Abraço seu corpo por trás, deixando minhas mãos passarem por toda a extensão da barriga de Matteo. Ele não tem nenhum tipo de reação no início, mas logo arranca minhas mãos de seu corpo._ O que está fazendo aqui ainda? Não ia fugir?_ pergunta, em um tom sarcástico, ainda de costas._ Sim, eu ia, no passado. Não vou mais. Só estava pensando em como vir falar com você._ Então resolveu usar o corpo? “Que comportamento questionável”, meu pai diria. Ah, meu pai não está mais aqui.Ele usa um tom amargurado e triste ao mesmo tempo.Queria poder t





Último capítulo