Laura
O mundo não acaba quando ele diz.
Ele para.
Como se tudo ao redor tivesse entendido que aquele instante precisava de silêncio.
— Eu te amo, Laura Hart.
As palavras não vêm acompanhadas de urgência ou posse. Não são um pedido nem uma cobrança. Saem da boca dele como uma verdade que finalmente encontrou caminho para fora. Cruas. Imperfeitas. Reais.
Meu corpo ainda treme. Não do que fizemos, mas do que ele acabou de fazer comigo agora.
Eu fico alguns segundos sem reagir. Não porque não sei o que dizer, mas porque sinto demais. É como se algo tivesse se encaixado dentro do meu peito com um clique suave, definitivo. Um lugar que sempre existiu e que, só agora, foi ocupado.
Abro os olhos devagar e encontro o olhar dele.
Caine não parece o homem inabalável que conheci. Não agora. Há algo exposto ali, vulnerável, quase assustado. Como se ele tivesse acabado de atravessar um precipício e ainda estivesse esperando o impacto.
Meu coração aperta.
Eu sorrio.
Não o sorriso leve qu