Capítulo 39

Laura

Por um segundo, eu esqueço como se respira.

Caine ajoelhado diante de mim não faz sentido nenhum. Não com aquele terno impecável, aquela postura de homem que controla o mundo, aquele olhar que costuma intimidar salas inteiras. E, ainda assim, ali está ele.

Vulnerável. Tenso. Com a mão levemente trêmula segurando uma caixinha pequena demais para carregar algo tão grande.

Eu sempre achei que reconheceria o momento.

Que haveria trombetas, ou fogos, ou algum tipo de aviso divino.

Mas não.

O momento chega silencioso, vestido de cotidiano, amor e escolhas reais.

As palavras dele ainda ecoam dentro de mim.

Você bagunçou minha vida.

Um sorriso nasce antes mesmo das lágrimas. Porque é verdade. Eu baguncei. Entrei sem pedir licença, com meus vestidos coloridos, minhas crenças improváveis, meu jeito de sentir tudo demais. E ele… ele deixou.

Olho para aquele homem que aprendeu a amar do jeito mais difícil: ficando.

— Caine… — minha voz sai fraca, emocionada demais para esconder qualquer coi
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