Grávida do Meu Chefe Casado

Grávida do Meu Chefe Casado PT

Romance
Última atualização: 2026-02-11
Alle Pires  Atualizado agora
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Sofia nunca planejou se apaixonar. Muito menos por Henrique Alencar, seu chefe poderoso, reservado e… casado. Entre olhares contidos, silêncios carregados e uma tensão impossível de ignorar, o que começa como desejo proibido se transforma em algo muito mais perigoso...

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Capítulo 1

Capítulo 1

Eu aprendi cedo a não olhar demais para o que não era meu.

Era mais seguro assim.

Menos doloroso.

Mas Henrique Alencar tornava essa regra impossível.

Eu o via todos os dias. Às vezes de longe, às vezes perto demais. Sempre impecável, sempre no controle. O tipo de homem que entra numa sala e muda o ar. Não porque fala alto — ele quase nunca fala — mas porque todos esperam que ele diga algo.

E eu… eu era só a assistente.

— Sofia, o relatório da reunião — ele pediu, sem levantar os olhos do tablet.

A voz firme. Grave. Calma demais.

Engoli em seco antes de responder. Sempre engolia perto dele.

— Já deixei na sua mesa, doutor Henrique.

Ele finalmente olhou para mim.

Não foi um olhar longo. Não foi descarado.

Foi rápido. Avaliador. Intenso.

O tipo de olhar que parecia atravessar a roupa, os pensamentos, a dignidade.

Meu corpo reagiu antes de mim, como sempre. Um calor absurdo subindo pelo peito, a respiração errando o ritmo. Eu odiava isso. Odiava mais ainda o quanto ele parecia não perceber.

Ou fingia não perceber.

— Obrigado — disse ele, voltando a atenção para o tablet. — Pode ir.

Podia ir.

Sempre podia ir.

Mas eu nunca saía ilesa.

Virei de costas com a postura que treinei para parecer profissional, enquanto por dentro minha mente gritava coisas que eu jamais diria em voz alta.

Ele é casado, Sofia.

Ele é seu chefe.

Ele nunca vai olhar para você como mulher.

Repetia isso como um mantra. Um aviso. Uma ameaça.

Ainda assim, toda vez que eu passava pela porta da sala dele, meu coração se comportava como se não soubesse de nada disso.

---

Henrique Alencar era o tipo de homem que não precisava levantar a voz para impor respeito. Bastava existir. Casado há anos com uma mulher que parecia saída de uma revista — elegante, distante, perfeita.

Helena Alencar.

Eu a tinha visto algumas vezes. Sempre ao lado dele, sempre com a mão pousada em seu braço como se aquilo fosse um lembrete silencioso para o mundo: "ele é meu".

E era.

Eu sabia disso melhor do que ninguém.

Por isso, quando ele começou a me pedir para ficar até mais tarde, eu disse a mim mesma que era apenas trabalho.

Quando começou a comentar coisas banais sobre o dia, eu disse que era educação.

Quando passou a me observar em silêncio, eu disse que era impressão minha.

Eu mentia muito bem para mim.

Naquela noite, o escritório estava quase vazio. As luzes mais fracas, o ar-condicionado frio demais. Eu revisava um contrato quando ouvi passos atrás de mim.

— Ainda aqui?

Levantei a cabeça rápido demais.

Henrique estava parado perto da minha mesa. Sem o paletó. A gravata frouxa. As mangas da camisa dobradas, expondo os antebraços fortes.

Não devia ser permitido alguém parecer assim depois das dez da noite.

— Estou terminando — respondi. — Posso enviar por e-mail.

Ele se aproximou mais um pouco.

Perto demais.

— Prefiro que revise comigo.

Meu estômago revirou.

Levantei, tentando manter a distância profissional, mas ele puxou uma cadeira e sentou ao meu lado. Nossos ombros quase se tocando. Quase.

O cheiro dele me atingiu primeiro. Algo amadeirado, masculino, limpo. Meu corpo reconheceu antes que minha mente pudesse impedir.

— Aqui — ele disse, apontando para a tela. — Essa cláusula.

Inclinei-me para ver melhor. Foi um erro.

Meu braço roçou no dele. Um toque mínimo. Ridículo.

Mas foi como se alguém tivesse ligado algo dentro de mim.

Henrique ficou imóvel por um segundo. Eu senti. Não vi — senti.

A respiração dele mudou.

A minha também.

— Sofia… — ele murmurou meu nome pela primeira vez daquele jeito.

Não como chefe.

Como homem.

Levantei o rosto devagar. Nossos olhares se encontraram. Tão perto que eu conseguia contar as pequenas marcas no rosto dele. Tão perto que eu sabia que, se me movesse um centímetro, não haveria volta.

— Isso não é uma boa ideia — eu disse, mais para mim do que para ele.

Henrique não respondeu de imediato.

A mão dele ainda estava próxima da minha. Não tocava. Não recuava.

— Eu sei — ele respondeu, finalmente.

E mesmo assim… ele não se afastou.

Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que ele podia ouvir.

— Você devia ir para casa — ele completou, num tom baixo, quase rouco.

Eu devia.

Mas não fui.

Porque naquele instante, com o escritório vazio e o mundo reduzido à distância mínima entre nós, eu percebi algo que me apavorou mais do que qualquer desejo.

Henrique Alencar não estava apenas olhando para mim.

Ele estava lutando contra si mesmo.

E eu sabia…

quando um homem como ele perde o controle, alguém sempre se machuca.

Eu só não imaginava que seria eu.

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Alle Pires
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2026-02-11 20:45:52
1
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Capítulo 1
Capítulo 2
Capítulo 3
Capítulo 4
Capítulo 5
Capítulo 6
Capítulo 7
Capítulo 8
Capítulo 9
Capítulo 10
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