Mundo de ficçãoIniciar sessãoAngeline é uma jovem de beleza angelical, com cabelos cor de fogo e olhos que refletem a luz da inocência. Em um mundo onde vive para agradar os outros, sua vida é uma sequência de desejos alheios, sufocando seus próprios sonhos. No entanto, assim como Lúcifer, o anjo que caiu da graça, Angeline está prestes a descobrir que até os mais puros têm um lado obscuro. À medida que a pressão de ser perfeita se torna insuportável, uma figura demoníaca aparece em sua vida, oferecendo a ela a liberdade que tanto anseia. "ᴠᴏᴜ ᴛᴇ ǫᴜᴇʙʀᴀʀ ᴅᴇ ᴅᴇɴᴛʀᴏ ᴘᴀʀᴀ ғᴏʀᴀ, ᴠᴏᴄᴇ̂ ɪʀᴀ́ ɪᴍᴘʟᴏʀᴀʀ ᴀ ᴍᴏʀᴛᴇ, ᴘᴇᴅɪʀᴀ́ ᴘᴀʀᴀ ǫᴜᴇ ᴏ sᴇᴜ Dᴇᴜs ᴀᴄᴀʙᴇ ᴄᴏᴍ sᴇᴜ sᴏғʀɪᴍᴇɴᴛᴏ. Vᴏᴄᴇ̂ ᴇ́ ᴍɪɴʜᴀ, Aɴɢᴇʟɪɴᴇ! E ᴇᴜ sᴏᴜ ᴏ ᴜ́ɴɪᴄᴏ ǫᴜᴇ ᴅᴇᴠᴇ ᴀᴅᴏʀᴀʀ." Atraída por essa sedução sombria, Angeline se vê dividida entre o desejo de conformar-se e a necessidade de se libertar. À medida que Angeline se aprofunda em um mundo repleto de sombras e tentações, ela precisa confrontar sua verdadeira identidade. Em meio a essa batalha interna, deve decidir se se tornará um símbolo de resistência ou se será tragicamente consumida por sua própria queda. Esta é a história de uma jovem que, ao tentar encontrar sua própria voz, corre o risco de se perder no abismo entre o bem e o mal.
Ler maisEpílogo Cinco anos se passaram. O tempo, embora implacável, não foi suficiente para apagar os traços do caos deixado por uma traição que mudou o rumo da máfia para sempre. Matteo Fontana, agora com 30 anos, saiu da prisão depois de cumprir cinco anos em regime fechado. Silencioso, mais frio do que nunca. As rugas marcavam seu rosto, e o olhar carregava o peso da dor, da saudade e da fúria contida. Fora da cadeia, sua primeira ordem foi clara: Encontrar Angeline, apagar qualquer rastro dela e limpar seu nome, custasse o que custasse. Quem estivesse no caminho seria descartado. Sem piedade. Angeline, aos 23 anos, vivia agora em Tromsø, na Noruega, sob a identidade de Elena Moretti. Longe da máfia, dos tiros e da culpa, trabalhava em uma pequena livraria no centro da cidade e dava aulas particulares de italiano para estrangeiros. Mantinha uma vida discreta e reclusa, envolta em neve, silêncio e saudade. Carregava o vazio de ter deixado seu filho para trás. Luca agora tinha 5 anos. El
Três meses depois... Três meses.Noventa dias.Dois mil e cento e sessenta horas.Preso. Isolado. Cheirando mofo, sangue e arrependimento. A cela é pequena, mas o ódio ocupa cada centímetro.Aqui, a escuridão tem nome.Angeline. A mulher que eu amei. A mulher que eu protegi. A mesma que me destruiu com um único movimento. Frio. Preciso. Letal. A prisão é uma tortura silenciosa. O tempo não anda, rasteja, me arranhando como lâmina cega, me lembrando todos os dias que eu fui enganado. Traído.Fudido. Já não sei o que é sono.Só tenho raiva.Só tenho sede de vingança. Hoje é dia de visita.Giovanni chega primeiro, com o olhar duro e atento de sempre. Logo atrás dele, Verônica entra com Isabella e Luca. — Papai! — Isabella grita, os olhinhos brilhando, sem entender que o pai dela agora vive atrás das grades. Que o homem que ela ama é chamado de criminoso. Me ajoelho. Ela se joga nos meus braços e eu a aperto como se fosse minha âncora nesse inferno. Ela é tudo que me resta de luz.
O cheiro de Luca ainda era o mesmo. Doce, puro… como se ele ainda estivesse no meu ventre. Ele tinha só um mês. Um mês. E já estava sendo arrancado dos meus braços. — Meu amor… — sussurrei com os lábios tremendo enquanto passava os dedos na bochecha macia dele. — Mamãe te ama. Mais do que qualquer coisa nesse mundo, você sabe disso? Ele resmungou baixinho, os olhos fechados, alheio ao caos que nos cercava. Tão pequeno. Tão frágil.E eu tão impotente. As lágrimas escorriam sem controle. Não tentei conter. Não havia mais dignidade para salvar. — Me perdoa, Luca… me perdoa por não poder te proteger, por não poder ficar. Eu daria tudo para te ver crescer… — minha voz quebrou. — Mas eu fiz isso por você. A assistente social se aproximou. Meu corpo inteiro enrijeceu quando vi os braços dela estendidos. — Não! Só mais um segundo… — supliquei, apertando Luca contra o peito. — Angeline… — Giulia se aproximou com calma, mas firme. — Está na hora. Beijei a testa do meu filho, tentando m
Eu já sabia que não ia sair dali. As paredes da cela pareciam mais próximas a cada dia, como se tentassem me engolir. Mas não era o concreto que me esmagava, era a traição. O gosto amargo que não saía da minha boca, por mais que eu cuspisse no chão ou socasse as paredes até os nós dos dedos arderem. Angeline. O nome dela era um veneno que eu não conseguia parar de engolir. Cada vez que pensava nela, meu peito ardia de raiva… e saudade. A promotora apareceu no final da tarde, acompanhada de dois agentes. O terno preto dela estava impecável, o salto batendo seco no chão, e os olhos tão frios quanto os meus já tinham sido um dia. Giulia Bianchi. Claro que eu lembrava daquele sobrenome.O marido dela sangrou até morrer na calçada de um prédio no centro de Palermo. Um erro. Um aviso. Um castigo.Fui eu quem ordenei a execução. Foi o meu nome que ele amaldiçoou com o último fôlego. E agora… ela estava ali.Na porra da minha frente.Com um sorrisinho vitorioso, como se finalmente tiv
Último capítulo