Mundo ficciónIniciar sesiónResumo de Nas mãos do Egípcio A história acompanha Maya Mubarak, uma jovem de origem árabe criada na Inglaterra, professora e de valores mais modernos, que acaba envolvida num conflito criado por sua irmã gêmea, Layla. Layla se envolve com Rashid Bar Elmahdy, um egípcio rico, educado e poderoso, mas foge dele ao perceber que não conseguiria viver sob os rígidos costumes de sua família e cultura. Ao desaparecer, Layla troca documentos com Maya, colocando a irmã no centro do problema. Nas mãos do Egípcio Convencido de que Maya é Layla, Rashid a confronta e a obriga a ir para o Egito. Mesmo afirmando ser a irmã gêmea, Maya não é acreditada. Rashid precisa mantê-la ao seu lado para preservar sua reputação e fechar um grande negócio com o influente Sheik Saad, já que desfez um noivado arranjado e não pode parecer instável diante da elite tradicionalista. Assim, Maya é forçada a assumir o papel de noiva em um relacionamento de fachada. Nas mãos do Egípcio No Egito, Maya enfrenta a hostilidade da família de Rashid, o peso das tradições e a constante tensão entre rejeição e desejo. Apesar da raiva e do orgulho, surge entre ela e Rashid uma atração intensa e conflituosa, marcada por jogos de poder, desconfiança e paixão. A narrativa explora o choque cultural, a submissão feminina esperada, o embate entre liberdade e tradição, e a lenta transformação dos sentimentos de ambos, enquanto Maya luta para provar sua identidade e Rashid enfrenta suas próprias contradições.
Leer más“Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente.” Confúcio
💕💕💕💕💕💕💕💕
Maya Mubarak Mesbah
"Uma garota de sangue árabe, mas muito moderna para os padrões de um homem egípcio, dará certo com ele?" Eu me questionei mesmo quando minha irmã gêmea me disse as qualidades de Rashid Bar Elmahdy.
Educado, prestativo e rico. Formado em engenharia petrolífera um homem árabe vestido como um europeu e que parecia viver como eles.
O homem de boas maneiras e boa conversa conquistou Layla ao ponto de ela desejar se casar. Não demorou muito ela partiu com ele para o Egito para conhecer sua família.
Eu não o conheci. Fiquei sabendo de toda a história por telefone quando Layla me ligou contando as novidades.
Eu não moro em Londres como Layla, eu nunca saí da minha cidade natal. Vivo numa comunidade árabe em Harrow, um mundo paralelo perto de Londres.
Sou formada em Letras com licenciatura em árabe-egípcio. Trabalho como professora numa escola particular ensinando a língua.
Meu falecido avô era egípcio. Ele permaneceu na Inglaterra por causa da minha avó. Eles tiveram meu pai, que recebeu a língua natal deles e os costumes, que ele também nos passou.
—Você mal ficou aqui. Faz tempo que não nos vemos — digo, enquanto assisto Layla fazer as malas.
—Eu avisei que só estava de passagem.
Eu seguro seu braço direito.
—Você está fugindo de alguma coisa? Está fugindo do seu ex? —questiono sem entender.
—É complicado.
Eu seguro os dois braços da minha irmã gêmea.
—Sente-se um pouco e me explica direito essa história. Até agora você tem evitado o assunto. O que aconteceu afinal?
Layla me encara ofegante.
—Rashid lutou por mim. Ele foi contra a retrógada família dele e eu não permaneci ao seu lado. É isso.
—Sim, você me contou que eles foram contra no namoro de vocês, mas e daí? Não deu certo e pronto. Ele precisa entender isso.
—É mais complicado do que isso —ela me diz e volta a arrumar suas malas.
Eu seguro seu braço.
—Para! E conversa direito comigo! Não foge do assunto! Conte-me tudo desde o início. Você me contou por alto. Sente-se e conte sua história. Eu preciso saber para entender o que está acontecendo.
Ela respira fundo.
—Tudo bem. Eu te contarei todos os detalhes de como tudo aconteceu.
—Ótimo.
—Como sabe, nos conhecemos no hotel que trabalho como recepcionista. Rashid estava nos Estados Unidos por causas dos negócios da família. Foi paixão à primeira vista. Tão logo eu o avistei senti um fogo me queimando por dentro. Fiquei encantada com ele. Seu sorriso, sua voz cheia de sotaque, suas boas maneiras.
Eu a corto:
—Avança essa parte.
Ela respira fundo e continua:
—Atraída por seu magnetismo, eu flertei abertamente com ele, deixando muito claro meu interesse. Mesmo com troca de olhares e sorrisos distribuídos por mim, já que ele era muito reservado. Rashid não se achegava, eu via claramente que ele relutava e eu não entendia porque, pois eu sentia que de alguma forma eu o abalava. Nossos olhos sempre se demoravam um no outro mais do que devia, sabe.
—E?
—Não satisfeita com a situação, eu dei um jeito de me aproximar dele. Eu notei que Rashid saía todos os dias no mesmo horário para correr. Ele usava a pista de corrida do hotel. Munida dessa informação, no meu dia de folga saí para uma caminhada noturna, quando ele estava vindo em minha direção simulei uma queda com uma falsa entortada de pé. Rashid imediatamente parou de correr e me prestou ajuda. Bem, o que aconteceu é que ficamos próximos demais. Olho nos olhos e ele finalmente me beijou. Allah! Foi intenso. Fogos explodiram em nossas cabeças, a química rolou muito forte entre nós...
—E?
Ela respira fundo.
—Rashid me convidou para sair e não nos desgrudamos mais. Todos os dias depois do meu trabalho ele me pegava para jantar. Uma semana depois Rashid se mostrou disposto a ficar comigo e me assumir. Então embarcamos juntos para o Egito. Ele enfrentou sua família e me impôs como sua namorada. No dia seguinte procurou o Sheik Abdula e desfez seu compromisso com sua prometida, uma jovem chamada Nádia.
Prometida?
Eu meneio a cabeça desolada com sua atitude de terminar um relacionamento e ela não prosseguir com a relação.
—Então ele era prometido a alguém?
—Sim, desde sua adolescência as famílias tinham esse acordo fechado. Inclusive ele estava prestes a ficar noivo.
Fico ainda mais desgostosa com tudo isso.
—Então você o iludiu, dizendo que ficaria com ele, o fez terminar com a moça escolhida pela família e terminou tudo com ele?
Ela me olha com tristeza.
Essa tristeza não combina com ela...
Layla é prática demais. Deve ter gostado do rapaz realmente.
— Exatamente. Fiz isso quando o homem com atitudes tão europeias se revelou. Ele pretendia morar no Egito e não aqui como eu imaginava. Mesmo desgostosa com isso, fui conhecer sua família no Egito. Quando conheci o lugar e o palácio que ele morava, fiquei encantada. Mas não demorou muito para eu cair numa nova realidade.
—Que realidade?
—Ao tipo de vida que eu levaria ao lado dele. Logo ele começou impor roupas que não apreciava. Fora a pouca atenção que Rashid dispensava a mim, ele mais trabalhava do que ficava ao meu lado. Meus dias solitários me fizeram aprofundar ainda mais na percepção da minha condição. Eu me dei conta que estaria longe de casa e todas as amizades que fiz em Londres. Consequentemente das festas que tanto aprecio. Conclusão: eu não me adaptei.
—Layla! Claro que seria assim! O que esperava? Então você terminou tudo e o que aconteceu depois?
—Na verdade eu deixei um bilhete e fugi.
—Você deixou um bilhete e fugiu?
—Sim. Eu não consegui encará-lo de frente e fugi. Mas não esperava que ele me ameaçasse.
—Ele te ameaçou?
—Sim. Ele me ligou quando eu já estava já em Londres. Disse que eu pagaria caro por tê-lo deixado dessa maneira, que não ficaria assim.
— Allah! Não é para menos. Ele foi contra o desejo de sua família de se casar com essa tal de Nádia, lutou por você e você fugiu? Como pode fazer isso, Layla?
Ela j**a a última roupa na mala e olha para mim.
—Rashid é muito envolvente. Ele me faria uma lavagem cerebral. Tenho certeza de que ele me faria ceder. Aquele homem é o diabo sedutor em pessoa. Mas eu me conheço muito bem, mais para frente eu lamentaria muito. Eu não consigo mais viver do jeito que vocês vivem. Seria uma prisão voltar a viver dentro dos costumes.
Ela fecha a mala, beija meu rosto e sai antes que eu possa lhe dizer alguma coisa...
—Hei, espera. Onde você ficará?
—Na casa de uma amiga.
—Que amiga?
—Uma que você não conhece e melhor não saber.
Eu seguro seu braço.
—Allah! Mas para que tudo isso? Fica aqui. Ele nunca te achará aqui.
Ela ri.
—Você não conhece Rashid Bar Elmahdy —ela diz e sai.
Eu a sigo até ela sumir pela porta, nesta hora minha vizinha Ayla entra na sala. Eu a convidei para tomar café conosco, não esperava que minha irmã partiria tão cedo...
—Nossa! Sua irmã passou por mim como um foguete. Vocês brigaram? Por isso ela foi embora?
Eu balanço a cabeça em negativa ainda pensativa.
“Ela não deveria ter feito isso com o rapaz! Sabia que ia dar merda! Eles têm atitudes liberais aqui, mas no país deles é bem diferente. A própria cultura milenar exige isso.
—Não —digo triste com essa situação —ela está indo embora por outro motivo.
—Por que ela não ficou mais tempo com você? Ela mal acabou de chegar? Vocês não se veem faz tanto tempo?
—Sente-se que eu vou lhe contar tudo.
RashidTão logo chegamos em casa, Maya foi dar uma olhada em Amir. Sua ami está dormindo lá com ele. Eu caminho em direção ao quarto pensativo. Estou triste de ver Maya abatida. Ela veio o caminho inteiro no carro, pensativa, introspectiva. Vai passar! Foi um choque para ela ver a irmã alimentar valores errados. Mas pelo que conheço dela, amanhã mesmo ela estará melhor, sendo a garota bem-humorada e feliz que conheço....Uma ideia surge de repente, uma que eu já pensei em concretizar algum tempo, mas como Amir era muito pequeno deixei isso mais para frente. Isso elevará demais seu humor. Tenho certeza disso! MayaNa manhã seguinte, acordo. A luz forte que entra no quarto me diz que é tarde. Eu me sento e olho o relógio. Dez horas da manhã. Allah! Perdi a hora!Rashid não está na cama. Pisco. Desde que nos casamos nunca ocorreu isso. Ele sempre me desperta para se despedir de mim quando sai.Epa! Mas hoje é Sábado!Rashid não trabalhar nos finais de semana. É sagrado para ele fi
RashidNão sou um ser humano perfeito. Se fosse, Allah já teria me recolhido para morar com ele no céu.Não faço questão nenhuma de encontrar Layla depois de tudo que ela fez Maya passar. Mas sei que os laços sanguíneos falam mais alto.E eu não me sinto assim com meus pais? Por que com Maya seria diferente?—Essa semana farei isso. Colocarei um detetive para saber do paradeiro dela.—Obrigada Rashid. Só quero saber se ela está bem.—Pode deixar.Amir chora. E Maya o balança no colo e então me dá um sorriso.—Amir não vai demorar muito a dormir. Por que não vai para o quarto e me espera lá?Capto o brilho travesso em seus olhos e fico duro na hora. Sorrio lascivamente entendendo perfeitamente seu real intento.—Está certo. Estarei prontinho para você.Ela sorri para mim.—Eu sei e como sei.Horas depois....MayaOlho-me no grande espelho segurando a saia longa do vestido de cores dégradé cinza e preto do famoso estilista Hani Al Biheri. Subo meu olhar e observo o lindo colar de esmera
MayaO senhor Elmahdy parece que irá enfartar. Ele está vermelho, furioso.—Você enlouqueceu? Como pode rejeitar a viúva de Mohamed? Você tinha a faca e todo o queijo na mão. E agora tudo que lutou ruiu de vez.Rashid balança a cabeça.—Eu terei um novo começo.—Um novo começo? Como assim, um novo começo? Você está malvisto no Egito.Rashid olha para mim. Seu aperto continua firme na minha cintura.—Eu vou fazer minha vida em Londres.—Num país que não é seu?—E qual o problema disso? Eu gosto da Inglaterra. Sempre gostei. E nada me impede de visitar o Egito. As portas de trabalho se fecharam para mim, mas do meu país continuam abertas.—Rashid. Por favor. Reconsidere —Ami fala chorando—olha esse palácio. Tudo que conquistou.Rashid solta uma risada amarga.—Sim. Tudo muito bonito. Coisas das quais eu não usufruí. Eu sempre trabalhei muito. Quem sempre desfrutou de tudo que tenho foram vocês.O senhor Elmahdy se aproxima:—Concordo que tenha sido assim, mas se você se casar com Núbia
—Ele tem um filho. O Sheik Hassan. Crescemos juntos.—Hassan?—Sim.—E mesmo assim ele se uni aos sheiks contra você? Vocês não viveram praticamente juntos?Rashid sorri com tristeza.—Embora ele seja muito influente, ele ficou de mãos atadas. A união entre os sheiks é fundamental para o bom andamento dos negócios. Mas tem o lado bom dessa história. Hassan comprou meu palácio. Se ele não comprasse, ninguém mais compraria.Escuto o estômago de Rashid roncar e digo rindo:—Chega de conversa! Vamos comer.—Com certeza. Minutos depois estamos na sala prontos para sair quando Ayla surge na porta. Ela estaca ao ver Rashid ao meu lado. Seu braço cercando minha cintura.—Ayla. Esse é Rashid, meu noivo. Estamos bem. Tudo foi devidamente explicado e resolvido. Ela o olha desconfiada. —Eu amo Maya. E provei isso a ela. Depois ela te explica tudo. —Então vossa excelência realmente ama Maya?Rashid ri.—Sem o vossa excelência, por favor. Moro num palácio, mas não faço parte da realeza. E quant
No quarto, o toque quente da boca de Rashid procurando a minha esquenta meu corpo. Suas mãos correndo minha pele geram arrepios de prazer. Meu coração galopa sentindo o efeito de estar nua nos braços dele.Como seria difícil perder isso. Eu o amo tanto.— Maya. Eu te desejo tanto.Sua voz sussurrada ao pé do meu ouvido eletrifica minha pele fazendo meus pelos se erguerem.Num movimento rápido ele me pega no colo e me deposita na cama de casal. E nessa hora agradeço a Allah por não ter comprado uma de solteiro.Rashid pega minha cabeça enquanto devora minha boca, sua mão estimula meu mamilo, enquanto seu membro duro fica roçando minhas coxas.—Eu te amo tanto. Como posso ficar longe de você? Seu cheiro, seu gosto, sua pele quente contra a minha é tudo que eu mais quero —de repente ele diz olhando para mim, a voz grossa pelo tesão. Os lábios separados pela respiração forte.Eu sorrio emocionada com a sua confissão.—Eu também te amo Rashid. Pode crer.—Eu creio. Não teria jogado tudo pa
MayaOuço o barulho de um carro estacionando em frente de casa. Não preciso olhar na janela para saber que é Rashid.Graças a Allah ele não saberá o quanto estou abalada. Eu já chorei tudo que tinha que chorar e agora estou pronta para enfrentá-lo com a mesma frieza que ele está encarando tudo. Tirei as roupas de dona de casa e coloquei um vestido melhor que eu tenho. Não o seu. Não quero nada dele, especialmente esse anel idiota no meu dedo. Chega então aos meus ouvidos o barulho do portão se abrindo. Meu coração dispara, eu puxo uma respiração profunda tentando me acalmar.A porta se abre. Eu me levanto do sofá. Nem sei como consegui essa façanha, pois minhas pernas não estão muito firmes agora.Rashid entra, seu rosto é sério enquanto seus olhos avaliam o meu que está sério também para ele. Odeio o quanto é atraente e como isso mexe comigo!Rashid avança inseguro e fecha a porta. Apesar da iluminação precária da minha sala, posso ver o quanto ele está apreensivo. Seus ombros estão
Último capítulo