Mundo ficciónIniciar sesiónUm mundo de fogo e pecado. Lealdade é tudo, traição é morte, e o amor é o jogo mais perigoso de todos. Esses homens matam sem hesitação, governam sem piedade e tomam o que querem sem pedir. Mas as mulheres que entram em suas vidas mudarão tudo. Elas vão resistir. Elas vão queimar. Elas vão se render. Porque quando um Rei da Máfia cai, ele cai com força e ele arrastará o mundo inteiro para baixo antes de deixar que alguém tire o que é seu. Esta não é uma história de amor suave. É uma história de obsessão, posse e do tipo de paixão que deixa marcas irreversíveis.
Leer másApertei-a com mais força contra mim, o que a fez perder o ar de surpresa.
— Não diga nada contra isso. É a verdade.
— Você me faz sentir assim.
— Seria capaz de descobrir tudo isso sozinha, meu amor. Mas estarei aqui quando precisar que eu reafirme.
O corpo dela se tornou mais relaxado, e eu tentei um movimento ousado. Coloquei uma das mãos em seu seio, sabendo que o tecido da camisola iria causar uma fricção e deixar o toque mais sensível.
Usei a unha para arranhar o mamilo, o que a fez se remexer.
O outro braço a rodeou como uma serpente, mas fui cuidadoso, não querendo assustá-la. Só que a forma como ela reagiu me surpreendeu.
— Já pedi, não me trate como se eu fosse de porcelana. Vi coisas, hoje, no Lounge do Pedro e fiquei... — ela hesitou.
— Ficou o quê? — minha voz soou arfante, enquanto eu sussurrava em seu ouvido, ainda tocando-a e estimulando seus mamilos por cima do tecido.
— Excitada.
— Coisas como o quê?
— Brutalidade. Dominação. Eu deveria ter sentido nojo, medo...
— Não, querida. Não há nada de errado nisso. O quer que eu faça com você?
Peça e vou te dar.
Deslizei a mão mais para baixo, apertando pontos específicos de sua carne, chegando ao meio de suas pernas. A camisola era tão curta que não tive dificuldade de ultrapassar a barreira e encontrar sua calcinha, afastando-a e tocando seu clitóris, o que a fez gemer baixinho, tombando a cabeça no meu ombro.
Ao mesmo tempo apertei um pouco mais o outro braço, já que ela tinha se sentido excitada com um pouco de brutalidade.
— Não tire os olhos do espelho, Gaya, e vá me dando instruções do que você quer. Fale, descreva. — Seria a minha ruína. Ouvi-la falando sobre sexo iria, sem dúvidas, me destruir e me deixar em chamas muito rápido.
O meu pau já estava muito duro dentro da calça.
Pedro Kirklan:
Ajeitei-me na poltrona de couro, afundando um pouco mais nela e abrindo as pernas, relaxando para receber o que me estava sendo ofertado. Com um sorriso malicioso no rosto, segurava um copo de uísque na mão e mantinha a arma no meu colo, porque não era louco de ficar sem ela por perto. Não era uma forma de mostrar autoridade, porque eu não precisava de uma merda como essa, mas de segurança. Gostava de ter acesso à minha Glock marrom com entalhes em dourado, que fora o primeiro presente que meu pai me deu quando fiz dezesseis anos. Alguns filhos ganham carros quando chegam a essa idade. Eu fui presenteado com meu primeiro revólver e dei o meu primeiro tiro para o alto, não tendo a menor ideia de como fazê-lo, sentindo-me o dono do mundo. Minha alegria acabou em um segundo, quando meu pai me deu um tapa na nuca e um belo de um esporro, porque não atirei como um homem. Este era o jeitinho doce do infeliz que me gerara. Que o diabo o tivesse. Ardendo na porra dos confins do inferno...
Apesar de haver dois seguranças, um de cada lado da sala onde eu estava, fortemente armados, prontos para sentarem o dedo no gatilho caso alguém fizesse qualquer movimento suspeito para me atacar, eu gostava de me garantir. Ofereceram-me um charuto, e eu aceitei. Aquela era a minha noite. Trinta anos. E tinha muito a celebrar.
Não seria hipócrita em dizer que não gostava da vida que levava. Dinheiro, mulheres, poder. Tudo ao meu alcance, eu só precisava estalar os dedos. Pessoas se ajoelhariam aos meus pés para realizar minhas vontades, e quando eu tinha que sujar minhas mãos? Gostava de acreditar numa filosofia muito profunda e quase bíblica: antes eles do que eu.
Foquei minha atenção no que se desenrolava bem à minha frente: havia duas meninas rebolando, seminuas — uma negra e uma loira —, ambas com corpos excepcionais. Os seios balançavam conforme seus passos, no ritmo da música sensual que tocava, exigiam um pouco mais de movimentos, e elas brincavam com uma barra de pole dance, esfregando-se nela e fazendo acrobacias dignas de profissionais. Provavelmente elas eram. Meu aniversário? Eles obviamente queriam me dar o melhor.
— E aí, chefinho? Gostando das meninas? Tem pouco tempo para aproveitar esse tipo de coisa, hein... — meu novo consiglieri, Elian De Luca, uma indicação de meu amigo, Azriel Brigman, chefe da máfia de Filadélfia, comentou, sentando-se ao meu lado.
— Sim, eu sei disso — respondi, sem tirar os olhos das meninas.
— É sério? — indagou, parecendo surpreso. — Jurei que ia dizer que um casamento de conveniência não iria te prender.
Usando o dedo cuja mão segurava o copo de uísque, apontei para as meninas.
— Olhar é uma coisa. Tocar é outra completamente diferente. Pode não parecer, Elian, mas tenho intenções de ser fiel à minha esposa.
— É uma boa menina, a garota dos Bellarno. Vai ser uma esposa perfeita.
— Perfeita até demais — falei, pensando alto. Mais alto do que deveria.
— Ela é bonita.
— É linda, sem dúvidas... — Dei um trago no charuto, sentindo a fumaça se espalhar ao meu redor, com aquele cheiro característico que já empesteava o ambiente desde antes.
Tentei não demonstrar o meu desânimo em relação ao casamento, mas era um pouco inevitável, especialmente depois de já ter tomado umas boas doses de uísque. A garota não tinha culpa, de forma alguma. Era tudo o que um chefe poderia desejar: linda, obediente, uma florzinha, pronta para colocar um vestido branco e parecer uma noiva no altar. Sem contar que estava satisfeita com o casamento, embora, provavelmente, fosse se comportar como um coelhinho assustado na noite de núpcias, e eu ia ficar me sentindo um abusador por deflorar uma princesinha como ela. Imaginava anos e anos de um casamento com uma moça formal, que teria filhos perfeitos para mim e que nunca representaria um desafio. Provavelmente eu estava reclamando de barriga cheia, isso sim.
Fosse como fosse, aquela era uma noite para celebrar, porque dali a um mês eu estaria com uma porra de aliança no dedo e haveria uma mulher com o meu sobrenome, a quem eu precisaria honrar na saúde e na doença, e toda essa baboseira que eu nem sabia de cor.
A garota negra veio caminhando na minha direção, e eu a recebi com um sorriso malicioso. Tirei a arma de cima da minha coxa, e ela se sentou no meu colo, com a bunda bem em cima do meu pau, rebolando com vontade, mais do que fizera quando estava no palco. A loira não demorou a se aproximar também, inclinando-se e esfregando o seio na minha cara. Os dela eram grandes, com silicone, sem dúvidas, e eu levei a mão a um deles, fazendo-a arquear a cabeça para trás quando a toquei daquele jeito. Eu me fartaria das duas facilmente. Seria como uma despedida de solteiro, embora eu não tivesse planos de parar de trepar com mulheres aleatórias até o meu casamento. Enquanto não dissesse sim para Nerina Bellarno, ainda seria um homem livre. Noivo? Sim, mas nenhum de nós dois pedira fidelidade até o negócio ser realmente consumado.
Para ser sincero, eu nem tinha o sonho de me casar com a virgem perfeita que todos os homens do meu círculo desejavam. Adoraria ter uma mulher que sabia o que queria na cama e que não fosse cheia de merda quando eu mostrasse minhas preferências, nem sempre convencionais. Mas quem sabe a perfeita Nerina não me surpreendesse? Enquanto isso não acontecesse, eu poderia me divertir, com a desculpa de que estava me tornando um homem mais experiente para minha futura e virginal esposa.
Agarrei uma com cada braço, pelas coxas, como se fossem crianças, levantando-me da poltrona e colocando ambas no chão, agarrando-as com força, o que as fez rir, divertidas.
Pedro Kirklan:Os homens que a cercavam seguraram seus braços novamente e fizeram menção de trazê-la a mim à força. A jovem leoa se debateu com gana a ponto de o casaco fino que usava escorregar de seu ombro e deixá-lo à mostra.— Soltem-na — rosnei, mas mantendo meu tom e meu rosto impassíveis. Meu rompante pareceu surpreender até mesmo Izobel.— Não me lembro de ter dado ordens para ela ser trazida a mim à força — falei, voltando-me novamente para Cassiel, que ainda estava parado na porta. Nem Orion e nem Kael estavam presentes.— Repito, Pedro: é isso ou nada — Cassiel disse. E estávamos falando da filha dele.Dei mais alguns passos na direção dela e jurei que iria recuar, mas a leoa permaneceu parada, erguendo a cabeça, altiva. Linda. Se antes tinha pensado que ela era o tipo de mulher que me faria olhar duas vezes, estava enganado. Era mais do que isso, eu me sentia impactado.Fiz um único gesto para os dois homens se afastarem, mas entendi que eles não iriam muito longe, por ord
Izobel Bellarno:— O que está fazendo, pai? Isso é loucura!— Eu te conheço, Izobel. Tem um espírito igual ao da sua mãe. Vai ficar aqui para me ouvir ou será sedada de novo. Isso eu não quero.— Papà... Ela não pode ser uma prisioneira aqui! — Kael reclamou ao meu lado, mas imaginava que ele não tinha tanta opinião naquela situação.— Se não for assim, será pior. Não se meta, Kael! — meu pai falou para ele e então se voltou para mim novamente. — É um caso de vida ou morte, menina. Pessoas irão morrer se baixarmos a guarda. Pessoas que te viram crescer. Pessoas como a sua irmã.Aquilo me atingiu em cheio.— Você acha que Nerina...— Não acho, tenho certeza. Eles queriam interromper o casamento de qualquer forma. E vão fazer de tudo para destruir a ligação dos Bellarno com os Kirkland. Para isso, há outras pessoas inocentes envolvidas. Esposas de capos. Crianças. Fiquei estes anos todos protegendo você e sua mãe, garantindo que nunca seriam um problema para a La Cupola, por não terem q
Izobel Bellarno:A consciência ia e vinha, mas eu não tinha a menor noção do tempo dos intervalos entre acordar e apagar novamente. Quando começava a querer despertar por completo, outra picada me derrubava. Às vezes sentia que alucinava, porque me vi em um avião, com o banco reclinado, e Kael sempre por perto, checando cada estágio do meu processo.Ao acordar, de vez, a primeira coisa que reparei foi em um lustre de bronze pendendo do teto. Ele era luxuoso a ponto de ser brega, com lâmpadas que imitavam velas, mas que naquele momento estavam apagadas. Fui olhando ao redor e vi paredes em tons de cinza, além de uma cortina clara, que parecia cobrir uma sacada. Queria me levantar para olhar tudo com mais atenção, mas precisei de alguns instantes para me recompor.Sei que mais uma vez caí no sono, o que fez com que minha força se recuperasse um pouco mais, permitindo, ao menos, que me sentasse. Dei mais uma olhada pelo quarto, deparando-me com uma decoração simples, mas bonita. Com exce
Izobel Bellarno:— Podemos, claro. — Então me voltei para Althea, rapidamente, em português: — Acho que vamos ter que adiar o almoço. Meu irmão quer conversar comigo. Prometo que te apresento a ele em outra oportunidade.— Claro, amiga. — Ela colocou a mão no meu ombro, já percebendo que a situação era séria. — Depois me avisa se está tudo bem...Assenti, nós trocamos um beijo no rosto, e eu segui Kael até o carro que tinha alugado. Sem dúvidas era até uma humilhação ele andar no meu. Sem contar que ficaria completamente apertado lá dentro, sendo um homem de quase um metro e noventa.Fui o caminho todo muito nervosa, especialmente porque Kael era muito falante, mas nem tentou puxar papo. Quanto mais avançávamos, chegando à orla do Rio – onde ele estava hospedado –, mais minha ansiedade se tornava latente. Conforme subíamos no elevador, o silêncio se tornou quase insuportável, tanto que quando abriu a porta do quarto e entramos, eu joguei minha bolsa sobre a mesa e parei diante dele, c
Último capítulo