Mundo de ficçãoIniciar sessãoEle é o rei da máfia. Ela, a assistente do inimigo. Quando o destino os colocou frente a frente, só havia duas saídas: se destruírem... ou se renderem. Luna Santiago sempre viveu à sombra do perigo, trabalhando como assistente de um dos maiores chefes da máfia da cidade. Inteligente, discreta e leal, ela sabia seguir ordens — até ser sequestrada por Dante Moretti, o homem mais temido do submundo. Dante não confia em ninguém. Frio, impiedoso e movido por vingança, ele enxerga Luna como uma ferramenta para acabar com seu maior rival. Mas o que começa como uma estratégia se transforma rapidamente em um jogo perigoso de desejo, controle e sentimentos proibidos. Ela não deveria se apaixonar por ele. Ele não deveria tocá-la. Mas algumas regras foram feitas para serem quebradas — especialmente quando o coração começa a bater mais alto que o ódio. Se prepare para uma montanha-russa de emoções, reviravoltas, cenas quentes e um amor que desafia todas as regras. Perigoso. Intenso. Irresistível.
Ler maisEpílogoMarianaO dia começava com barulho, como sempre. Risadas, passos desajeitados, brinquedos sendo arrastados pela casa e dois pares de pés descalços correndo de um lado para o outro como se o mundo estivesse em chamas — ou prestes a virar uma aventura épica.— Mãe, ele pegou meu dinossauro! — Mãe, ela começou primeiro!Suspirei com a xícara de café na mão, encostada na bancada da cozinha, vendo a cena se desenrolar como uma peça que eu já sabia de cor. Mesmo assim, ainda era meu espetáculo favorito. A familiaridade da rotina me aquecia mais do que a bebida quente entre os dedos.Henrique apareceu com o avental sujo de farinha e dois pães de queijo recém-saídos do forno, o cheiro se espalhando pela cozinha como um abraço.— Tentei negociar uma trégua, mas falhei — disse ele, entregando os lanches para os gêmeos, que logo esqueceram a briga. Com comida envolvida, tudo ficava mais fácil.— Você é melhor em análise literária do que em tratados de paz — brinquei.— Culpa sua. Fui me
Capítulo 31MarianaChegamos ao prédio de Luna com uma sobremesa improvisada na sacola e uma pontinha de nervosismo escondida entre os gestos. Henrique segurava minha mão enquanto esperávamos o elevador, e meu coração dançava entre tranquilidade e antecipação.— Está tudo bem? — ele perguntou, ajeitando a gola da camisa. Tinha colocado uma azul clara, a mesma que usou no nosso último dia de aula. Parecia um presságio bom.— Um pouco nervosa. Mas tudo bem. Eles são só... minha família. Só isso.— E você já é minha casa. Então, tudo certo.Eu sorri. Aquilo bastava.Quando a porta se abriu, Enzo foi o primeiro a nos receber. Cambaleava no meio do corredor com o rosto lambuzado de chocolate e um pedaço de biscoito na mão.— Mana! — ele gritou, correndo até mim.Ajoelhei para recebê-lo no colo. Ele me abraçou com força, depois olhou curioso para Henrique.— É ele?— Ele quem? — Henrique entrou na brincadeira, se abaixando também.— O moço da lasanha.— O próprio.— Você trouxe suco?Rimos
Capítulo 30MarianaO último dia de aula chegou silencioso, como quem não quer fazer alarde do fim, mas apenas abrir espaço para o que vem depois. A manhã estava nublada, e o vento fresco atravessava os corredores da faculdade. Havia uma quietude diferente no ar — uma mistura de alívio e expectativa que pairava sobre todos nós.Entrei na sala com meu caderno de anotações e um livro embaixo do braço. O semestre tinha sido longo. Não só em conteúdo, mas em tudo que me atravessou desde que resolvi começar do zero. Meu lugar na sala já parecia familiar, quase um refúgio. Sentei na mesma carteira de sempre, perto da janela, onde eu podia ver as folhas se movendo lá fora como se o mundo sussurrasse que eu estava no caminho certo.Henrique entrou pouco depois. Usava uma camisa azul clara, arremangada nos cotovelos, e o cabelo parecia levemente bagunçado, o que me fez sorrir sem querer. Carregava uma pilha de papéis e alguns livros. Quando nossos olhos se encontraram, ele me ofereceu um sorri
Capítulo 29MarianaMeus passos ecoavam no corredor da faculdade com a mesma certeza que vinha crescendo dentro de mim nos últimos dias. Eu não era mais a mesma Mariana que começou aquele semestre. E Gabriel… ele ia aprender isso da maneira mais clara possível.Na noite anterior, após conversar com Henrique, algo mudou em mim. Não era só raiva, embora ela existisse, era a consciência de que ninguém mais teria o direito de atravessar os meus limites. Não importava se era colega, professor, familiar. Eu estava aprendendo, com dor, a me proteger. E isso significava não calar diante de abusos disfarçados de "elogios" ou "intenção".Quando cheguei à sala, ele já estava lá. Sentado, relaxado, a postura de quem se sente confortável demais no próprio espaço. O olhar dele me encontrou, e o sorriso veio — aquele que antes eu achava apenas presunçoso, mas que agora me parecia uma armadura de cinismo.Sentei duas fileiras à frente, ignorando-o completamente. Mas ele não desistiria tão fácil. Não
Último capítulo