SOFIA - Paixão Obsessiva

SOFIA - Paixão ObsessivaPT

Máfia
Última atualização: 2026-07-17
MellRibeiro  Em andamento
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Índice

Após uma visão aterradora no hospital em que trabalha como enfermeira, Sofia foge do hospital sob ameaça do seu chefe. Na fuga, ela sofre um acidente e é encontrada por um rapaz, que a salva e lhe dá uma nova chance. Vivendo uma vida de sonhos, ela se casa e constrói uma família; porém, o destino muda tudo e ela acorda novamente no lugar que deixara para trás. Sofia lembra de estar grávida, mas lhe dizem que ela nunca teve filhos, então ela começa uma busca invisível, pois não há sinal algum de que tenha tido, enfim, a criança. Para o desespero de Sofia, o único que sabe o paradeiro de seu filho é o chefe desalmado e perigoso de quem ela fugiu antes. A promessa de ajudá-la a encontrar o seu filho a joga nos braços do homem que antes a tentou silenciar, e um contrato será firmado em benefício dele, mas, para ela, essa será a sua oportunidade de descobrir o que há por trás daquele pesadelo e conseguir assim provar que há muito mais além do que ela viu naqueles corredores brancos, porém sombrios. O problema é que ela não sabe se tudo o que lhe sucedeu foi um lindo sonho ou um atual e horrendo pesadelo.

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Capítulo 1

Sobrecarregada.

Sofia ama ser enfermeira; ela sonhava com isso desde a infância e, mesmo não tendo recurso suficiente, lutou e batalhou para ser uma boa profissional! Ela mora em uma cidade tropical chamada Galápagos, seu endereço há mais de vinte anos, e trabalha no maior hospital e maternidade da cidade, o mais rico e popular. Seu chefe, Franco Vitalle, é o dono do San Joseph Emergência e Maternidade, o maior e mais famoso hospital de Galápagos, e a contratou logo quando entrou na faculdade e era seu professor, assim como ele contrata a maioria dos funcionários, de médicos a pessoal da limpeza.

Ela entrou como secretária dele, ficaram amigos, mas ela entrou como enfermeira por mérito mesmo, após se formar, e então fez carreira como enfermeira, o que ela gosta bastante. Ela trabalha no mesmo hospital há mais de cinco anos e conhece Franco como ninguém!

Há uns dias ela está substituindo uma enfermeira que faltou e ainda não deu notícias, sua colega de trabalho, Luiza. Ela teve um caso com o chefe há alguns meses e de repente desapareceu, mas Sofia não acredita que foi por isso, pois apenas ela sabia, porque seu chefe lhe contou! Após o sumiço de Luiza, Sofia ficou com os seus turnos e já segue assim por duas semanas seguidas. Então ela terminou e agora pode enfim ir para casa, pois não dorme bem há dias.

Sofia terminou seu turno e saiu do hospital. É quase manhã, o sol quase aparece completo no horizonte, então ela chama um táxi para enfim ir para casa. Exausta, sobrecarregada, ela pensa que dessa vez poderá enfim ter uma boa noite de sono e descansar em sua folga mais que merecida, porém, ao entrar em seu apartamento, o telefone de sua casa toca insistentemente. Ela murmura palavras de escárnio e atende, grosseira e estressada.

— Quem me incomoda uma hora dessas?

A pessoa do outro lado fica em silêncio por uns minutos antes de responder.

— Calma, não precisa dessa grosseria, Sofia!

Ela ouve a voz do seu chefe e sua fúria aumenta consideravelmente.

— Como posso ter calma, Franco? Eu estou cansada, exausta e não durmo direito há dias, e tenho certeza de que você ligou para eu ir trabalhar no próximo turno, ou estou equivocada?

A linha fica muda e, com um suspiro, Franco afirma que sim. Ele pede para ela fazer mais um plantão e jura que, dessa vez, ele a deixará descansar e que lhe dará umas semanas de férias.

— Querida, preciso mesmo de você, sabe que é a melhor!

Ela revira os olhos, nervosa e queixosa; não é porque são amigos que ele pode se aproveitar dela dessa maneira.

— Por Deus, Franco, eu mal posso me manter em pé. Isso não é justo. Não tem mais ninguém para cobrir este turno?

Sofia reclama com o chefe; ela não quer substituir a colega de trabalho mais um dia, por vir há dias fazendo isso e nada, nenhuma satisfação, nenhuma consideração a ingrata teve com ela ou com o chefe, que, além de tudo, está jogando tudo para ela. O cara é exigente demais e ela, como uma boa funcionária, acaba cobrindo os turnos, por ser uma boa profissional. Mas o seu limite está acabando; ela não dorme bem e não come há dias e sente que algo passará a qualquer momento.

— Sofia, sei que sou duro às vezes, mas, se não fosse por você, acho que o hospital já teria desabado. Sei que peço muito, mas prometo que te darei duas semanas corridas de férias!

Ela ouve e não responde, e ele continua a falar:

— Te pagarei por isso, além do aumento, prometo, pela nossa amizade! Será apenas hoje!

Ela ouve, mas não acredita; ele sempre diz o mesmo e ela está há quase três semanas cobrindo Luiza e acha imperdoável que Franco não coloque mais ninguém para revezar com ela. Sofia está cansada e desgastada, mas, por fim, após tanta adulação e súplicas, aceita o acordo e diz ao chefe que este será o último dia e, ao terminar, ela vai descansar e ele pode esquecer o telefone dela!

— Franco, espero que dessa vez você cumpra o que prometeu, ou largo você e o hospital de mão, entendeu? Outra coisa, vou ao turno da tarde, então se vira agora de manhã. Vou aproveitar a minha cama, preciso urgentemente de umas horas de sono!

Ele concorda e diz que ela não se arrependerá, que ele lhe dará umas férias mais que merecidas. Ela nem espera ele terminar e desliga o telefone. Sofia desaba na cama, pois este foi mais um dia exaustivo na ala cirúrgica. Caindo de sono, ela apaga em minutos, entrando submersa em meio ao escuro de sua mente em um sonho, para ser mais exata, um pesadelo recorrente que a atormenta em todos os momentos em que ela cochila, tirando a sua concentração, e ela sabe que pode ser pelo estresse do trabalho em excesso.

Ela sonha com o corredor vazio do hospital, está sendo perseguida e vê um médico correr atrás dela; ela não vê o seu rosto, apenas o jaleco branco, as mãos e os sapatos pretos, e ele ameaça pegá-la por algum motivo que ela não tem clareza. Então ela vê ao longe a porta de saída e corre em direção a ela, mas ouve passos e corre mais ainda, mas parece não fazer a mínima diferença. Enfim, ao conseguir chegar à porta, ela acorda, afobada e totalmente sem fôlego. Sofia olha ao redor do seu quarto e não vê ninguém. Ela percebe que está em sua cama, seu apartamento. Por fim, ela coloca as mãos sobre o rosto e, com mais calma, levanta, seguindo para o banheiro. Ela entra na banheira para relaxar, mas o seu despertador apita e ela já sabe.

— É hora de ir, Sofia, mas será a última vez que farei extra naquele hospital!

Ela fala consigo, levantando e pegando a toalha. Ela veste sua roupa de clínica pediátrica; é lá que ficará e fará plantão nessa tarde, até a manhã do dia seguinte! Sofia pega uma caneca térmica cheia de café e uns biscoitos, pega sua mochila e equipamentos de enfermagem, e segue para o térreo do prédio, pois seu táxi a espera na entrada. O caminho de sua casa até o hospital leva mais ou menos uns quinze a vinte minutos; se tiver trânsito, então ela relaxa no banco traseiro enquanto observa as pessoas curtindo a praia, crianças brincando na praça e mães com os seus filhos. Sorrindo, ela sonha acordada com a família que pretende ter um dia.

— É, Sofia, isso ficará apenas em sonhos, se continuar se matando neste hospital…

Ela para de falar e olha para a frente, vê que já está próxima do seu destino e o motorista a distrai, fazendo uma pergunta estranha!

— Senhorita, trabalha no San Joseph?

Ela olha para ele e responde que sim. Ele então pergunta se os rumores são verdadeiros. Ela, sem entender, pergunta de que rumores ele fala.

— Como assim, senhor? Que tipo de rumores?

Ele percebe que ela não sabe do que ele fala, então responde um pouco envergonhado.

— Bom, senhorita, desculpa, mas não ouviu falar das denúncias?

Ela agora está preocupada, não vê as notícias há dias e, na verdade, mesmo em casa, não tem tempo para televisão; ela trabalha e estuda bastante.

— Na verdade, não assisto muito, não tenho tempo. O que são esses rumores? Pode falar?

Ele respira fundo e, ao parar o carro em frente ao hospital, olha para ela no banco de trás e responde sem hesitar.

— Alguns pais fizeram denúncias de desaparecimentos de bebês na maternidade; também há a questão da morte de várias mulheres. A senhorita não sabia?

Não, ela não sabia, nunca ouviu nada, tampouco viu essas reclamações. Ela esclarece para o rapaz.

— Amigo, posso te dizer com toda certeza que não há desaparecimento de bebês. Quanto às mulheres, algumas mães infelizmente não sobrevivem ao parto.

Ela afirma para ele e para si também, pois é o que acredita.

— Este hospital é o melhor que o estado tem; não escute tudo o que passa na televisão! Quanto custou a corrida, por favor?

Ele lhe dá a nota da corrida com o valor, ela paga e sai do carro, olhando para o enorme prédio à sua frente e imaginando quando essas notícias sairiam e por que fariam isso se não para prejudicar bons profissionais. O motorista arranca com o carro, o som de pneus ecoa pelo bairro e pelas ruas. Ela olha para trás e é como se o homem fugisse dali por ter falado demais. Ela se volta para o seu trabalho e lembra que, após esse dia, tirará umas férias bem merecidas e entra, seguindo para o posto pediátrico. Ela deixa no RH a nota de sua passagem para ser abatida como transporte e ser ressarcida, e começa mais um dia de trabalho, um trabalho que, apesar de cansativo, ela ama.

— Bom dia, Sofia, pronta para as crianças que chegam hoje?

Ela tem que estar, não gosta de trabalhar na pediatria e o faz por um pedido de Franco, que, além de ser seu chefe, é seu amigo de anos. Ela olha para Ramona e finge entusiasmo!

— Bom, Ramona, nos conhecemos desde que entrei aqui. Prefiro a ala cirúrgica, mas estou ansiosa para ver os bebês chegarem. Vamos?

Ramona sorri amplamente para ela, sempre ouviu falarem muito bem de Sofia, mas não teve o prazer de trabalhar com ela e hoje saberá se ela é tão boa quanto dizem!

- Bom, hoje vamos pesar e realizar exames. Seis bebês serão trazidos ao mundo hoje e esperamos que eles venham fortes e sadios. Será uma boa "colheita"!

Sofia ouve aquelas palavras e acha estranho; ela nunca ouviu falarem assim dos bebês, mas não dá importância naquele momento, seguindo para a pediatria com Ramona. Ela afirma para si que será um bom dia!

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