Mundo ficciónIniciar sesiónNa Itália, onde poder se conquista com sangue e lealdade vale mais que a própria vida, Vincenzo De Santis reina absoluto. Frio, calculista e implacável, ele é o capo que controla rotas ilegais, armas e impérios construídos nas sombras — além de carregar o peso de um legado moldado por um pai tão cruel quanto brilhante. No mundo de Vincenzo, não existe espaço para fraqueza… muito menos para sentimentos. Até que uma noite muda tudo. Luna, uma jovem italiana de origem humilde, vive presa a uma realidade dura e silenciosa, marcada por perdas e perigos dentro da própria casa. Forte, mesmo na dor, ela luta para proteger quem ama e seguir em frente — sem imaginar que seu destino está prestes a cruzar o de um dos homens mais perigosos do país. Um encontro inesperado. Um olhar impossível de ignorar. E uma decisão que nunca deveria ter sido tomada. Vincenzo poderia tê-la eliminado. Mas não fez. E esse foi o seu primeiro erro. À medida que Luna entra, ainda que sem saber, no mundo sombrio do capo, algo começa a mudar. O interesse vira vigilância. A vigilância vira desejo. E o desejo… se transforma em algo muito mais perigoso: obsessão. Mas no jogo da máfia, tudo tem um preço. Quando inimigos descobrem que até o homem mais intocável pode ter um ponto fraco, Luna deixa de ser apenas uma garota comum — e se torna um alvo. Agora, em meio a guerras, traições e sangue, Vincenzo terá que escolher entre manter seu império intacto… ou proteger aquilo que nunca deveria ter significado nada. Porque uma coisa é certa: Quem tocar no que ele considera dele… não viverá para repetir o erro.
Leer másTrês dias. Setenta e duas horas. Quatro mil, trezentos e vinte minutos de um silêncio sepulcral e aterrorizante que parecia esmagar as paredes de pedra daquele bunker. O ar ali dentro era pesado, gelado, e o tremor constante das nossas respirações descontroladas. Não havia sinal de celular. As redes de comunicação da máfia estavam completamente criptografadas sob protocolo de emergência, e a pequena televisão no canto da sala não passava nada além de notícias vagas e censuradas sobre "incêndios criminosos" e "confrontos entre gangues" no centro de Florença.Meu coração estava tão apertado que eu sentia como se uma mão de ferro estivesse esmagando meus pulmões, me impedindo de puxar o ar. Eu não aguentava mais. A incerteza não era apenas uma dúvida; era um veneno que estava me matando lentamente, gota a gota.Minha tia Maria andava de um lado para o outro sobre o tapete desgastado, segurando um terço de madeira entre os dedos trêmulos, sussurrando preces em italiano que pareciam nã
Mas que bosta! Como assim caímos em uma armadilha dessa magnitude? A minha mente, que costumava decodificar os sistemas mais complexos e antecipar cada movimento dos nossos inimigos, tinha falhado miseravelmente no momento mais crucial de todos. O suor frio escorria pela minha nuca enquanto eu arrastava o corpo pesado de Giovanni pelo corredor lateral da Cúpula, ouvindo o eco distante dos alarmes e sabendo que o C4 escondido naquelas paredes de mármore estava prestes a transformar tudo em poeira. O sangue dele manchava a minha jaqueta tática, mas a dor que eu sentia no peito era pelo meu primo. Eu não podia deixar Vincenzo para trás. Jamais.— Escuta, Giovanni, presta atenção em mim — falei, com a voz esganiçada pela adrenalina, empurrando-o contra a parede de uma das saídas de emergência secundárias. O ombro dele continuava sangrando muito, mas ele ainda tentava lutar para voltar. — Eu não posso deixar ele lá. Você saia agora mesmo desse prédio, entendeu? Vá para os carros da escolt
Antes que eu pudesse dar o primeiro passo fora do carro, o som rosnante de três SUVs pretos blindados cortou a rua. Os veículos pararam em formação de combate logo atrás do meu Maserati. As portas se abriram simultaneamente. Meu pai, Antônio, foi o primeiro a descer. Mesmo com a idade, a postura dele era a de um rei pronto para exterminar seus rebeldes, segurando um fuzil com a facilidade de quem nasceu para aquilo. Logo atrás dele vieram meu irmão: Vittorio, com o olhar assassino de quem não aceita ameaças à família; Luca, Giuseppe e Marco cobrindo os flancos; e Giovanni e Raffaele carregando pentes extras e granadas táticas. Eles caminharam até mim. Oito homens. O núcleo duro da família Meddici. Inteiros, vivos e munidos de uma fúria impiedosa. Meu pai parou ao meu lado, olhando para o prédio em chamas da Cúpula e depois para mim. Seu olhar tinha o mesmo brilho que vi quando ele soube que Luna carregava seu herdeiro: a determinação absoluta de proteger nosso legado. — Eles
Sem perder tempo, Vincenzo acionou o viva-voz do carro enquanto acelerava a toda velocidade pelas estradas secundárias. O painel conectou a chamada imediatamente. — Vittorio! — Vincenzo rosnou. Do outro lado, o som de tiros e ordens gritadas quase abafava a voz do irmão. — Vincenzo! A mansão foi atacada! — a voz de Vittorio veio carregada de adrenalina. — Mas chegamos na frente. Eu, Luca, Giuseppe, Marco, Giovanni, Raffaele e o pai limpamos a área e tiramos todo mundo a tempo. As mulheres estão em segurança. Antônio, o pai deles, assumiu a linha por um segundo, a voz firme como uma rocha: — Eles acharam que nos pegariam desprevenidos. Tolos. Vincenzo deu um sorriso sombrio. Ele nunca dava ponto sem nó. Prevendo que os inimigos agiriam no momento em que a família estivesse "distraída" com a consulta de Luna, ele já tinha deixado a equipe de prontidão. — Excelente — Vincenzo disse. — Sigam com o Plano B. Agora. — Entendido. — Vittorio desligou. Segundos depois,
Último capítulo