Mundo de ficçãoIniciar sessãoNa Itália, onde poder se conquista com sangue e lealdade vale mais que a própria vida, Vincenzo De Santis reina absoluto. Frio, calculista e implacável, ele é o capo que controla rotas ilegais, armas e impérios construídos nas sombras — além de carregar o peso de um legado moldado por um pai tão cruel quanto brilhante. No mundo de Vincenzo, não existe espaço para fraqueza… muito menos para sentimentos. Até que uma noite muda tudo. Luna, uma jovem italiana de origem humilde, vive presa a uma realidade dura e silenciosa, marcada por perdas e perigos dentro da própria casa. Forte, mesmo na dor, ela luta para proteger quem ama e seguir em frente — sem imaginar que seu destino está prestes a cruzar o de um dos homens mais perigosos do país. Um encontro inesperado. Um olhar impossível de ignorar. E uma decisão que nunca deveria ter sido tomada. Vincenzo poderia tê-la eliminado. Mas não fez. E esse foi o seu primeiro erro. À medida que Luna entra, ainda que sem saber, no mundo sombrio do capo, algo começa a mudar. O interesse vira vigilância. A vigilância vira desejo. E o desejo… se transforma em algo muito mais perigoso: obsessão. Mas no jogo da máfia, tudo tem um preço. Quando inimigos descobrem que até o homem mais intocável pode ter um ponto fraco, Luna deixa de ser apenas uma garota comum — e se torna um alvo. Agora, em meio a guerras, traições e sangue, Vincenzo terá que escolher entre manter seu império intacto… ou proteger aquilo que nunca deveria ter significado nada. Porque uma coisa é certa: Quem tocar no que ele considera dele… não viverá para repetir o erro.
Ler maisNo andar superior, ocultos pelas sombras da galeria, Vincenzo e Vittorio observavam. Eles trocaram um olhar rápido e preciso. A proteção real não admite distrações, e a primeira lição precisava ser gravada no instinto. Rapidamente, eles se vestiram de preto da cabeça aos pés, cobrindo os rostos com balaclavas que deixavam apenas os olhos visíveis. Eles desceram pelas escadas de serviço, movendo-se como predadores que dominam o próprio território. O teste não era apenas para as meninas; era para eles também. Ver as mulheres que amavam vulneráveis e assustadas exigiria um controle absoluto sobre o desejo de protegê-las e a necessidade de ensiná-las. Mila estava com os olhos fechados, tentando ignorar a ardência nas pernas. Luna, porém, sentiu algo mudar. O ar pareceu ficar mais denso. Um arrepio gélido percorreu sua espinha quando, pelo canto do olho, ela percebeu um vulto rápido se movendo atrás de uma das máquinas de supino. Ela se sentou bruscamente, o coração disparando
Na manhã seguinte, Luna foi acordada por Mila, já que Vincenzo saiu antes do sol nascer. Ela resmungou um pouco, mas não tinha escolha, então se levantou, tomou um banho rápido e foi comer uma maçã. Só depois do treino é que elas tomariam o café da manhã. Uma névoa baixa, escondendo os vales sob um manto cinzento, mas dentro da academia da mansão Medici, o clima já estava fervendo. Luna e Mila chegaram pontualmente, vestindo roupas esportivas ajustadas que permitiam a liberdade de movimento necessária. O silêncio entre as irmãs era carregado; a ansiedade dançava com a apreensão em seus olhares. Elas sabiam que, a partir daquele instante, a vida de "protegidas" começava a dar lugar a algo muito mais exigente. Júlia as aguardava no centro da sala, com um cronômetro no pescoço e uma expressão que não aceitava desculpas. — Esqueçam o café da manhã e as conversas de ontem — sentenciou Júlia, a voz cortante. — Hoje o corpo de vocês começa a entender que não é apenas um templo, é uma
O eco das risadas ainda pairava no ar da academia, suavizando a rigidez das máquinas de metal ao redor. Luna se sentou no tatame, ajeitando os cabelos, e olhou para Júlia com um brilho desafiador nos olhos. — Pode tirar o cavalinho da chuva, Júlia — brincou Luna, soltando uma risadinha leve. — Você vai continuar curiosa. Algumas coisas do Don pertencem só a mim, e eu não vou soltar nem um detalhe sobre o que ele diz ou deixa de dizer. Mila, que já estava se levantando sorrateiramente para evitar entrar na mira das perguntas indiscretas, aproveitou a deixa. Ela caminhou em direção à saída com passos rápidos, lançando um olhar divertido para as duas. — Eu não ouvi nada, não vi nada e não quero ser cúmplice de nenhum segredo! — exclamou Mila, rindo enquanto cruzava a porta, deixando as duas sozinhas no imenso salão. Júlia jogou as mãos para cima, fingindo indignação. — Vocês são más! Duas ingratas que me deixam aqui morrendo de curiosidade enquanto os irmãos Medici suspiram pe
O som dos saltos das três mulheres ecoava pelo corredor de mármore enquanto deixavam o escritório. Para trás, ficava o clima denso das reuniões da máfia; à frente, estava o santuário de metal e couro da academia particular dos Medici. Ao cruzarem a porta, o cheiro suave de borracha e produtos de limpeza de alta qualidade as recebeu. Júlia caminhava com a confiança de quem dominava aquele território. Ela começou a apresentar o arsenal de transformação que usariam nos próximos dias. — Primeiro, vamos construir uma base — explicou Júlia, apontando para as máquinas de musculação reluzentes. — O Leg Press e a Cadeira Extensora para garantir que vocês tenham força nas pernas para correr ou chutar, se necessário. O Pulley e o Peck Deck para estabilizar os ombros e o peitoral. Sem técnica, a força não serve de nada, e essas máquinas isolam o músculo com segurança. Ela passou pela área de cardio, tocando no guidão de uma Bicicleta Ergométrica e na lona da Esteira. — O fôlego de vocês





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