Mundo ficciónIniciar sesiónOlivia Green firmó un contrato, no un pacto con el diablo, aunque a veces le parezca lo mismo. Arruinada y sin opciones, acepta la oferta del hombre más frío e inalcanzable de la ciudad: Alexander Vance. Las cláusulas son claras: durante un año, será su esposa falsa. A cambio, él limpiará su nombre y le pagará una fortuna. Solo debe seguir tres reglas: no enamorarse, no cuestionarle y no olvidar que todo es una farsa. Olivia cumple su papel a la perfección, derritiendo con su sonrisa la imagen de tirano de Alexander y ganándose el corazón de su anciano abuelo. Pero hay una cláusula que no venía en el documento: la que dicta que cada caricia fingida, cada mirada posesiva y cada noche de pasión desatada la sumen en una deuda impagable. Porque Alexander Vance no vende su corazón; lo hipoteca. Y cuando el plazo del contrato se cumpla y las lágrimas de Olivia le recuerden que su amor no era parte del trato, él tendrá que decidir entre cobrar la deuda... o pagarla con la moneda que nunca creyó tener: su propio y vulnerable corazón. ¿Podrá un amor que nació de un papel sobrevivir al peso de un corazón en deuda?
Leer másJá passavam das dezoito horas, quando minha mãe chegou de frente ao portão de casa gritando.
— Aurora, Aurora! — Apareci mais que depressa, ela carregava diversas sacolas em mãos. — Anda logo menina burra, não vê que está pesado? Minha mãe estava com a cara de péssimo humor, como sempre, Sandro devia ter feito ou falado algo que não tenha gostado, e com certeza, no final de tudo, ela iria descontar em mim sua frustração. — Estas são as compras do mês, arrume tudo no devido lugar, sabe que o Sandro odeia bagunça, e mais uma coisa! Não pegue nada sem permissão, quando tiver fome, me avisa que separo algo para você. — Nossa, não posso pegar algo sozinha para comer em minha própria casa? — Cala a boca, menina, ou quebro seus dentes, por conta dessas suas piadinhas. Sabe que aqui nestas compras não tem um centavo seu, você não ajuda em nada nesta casa. — Quero trabalhar, mas acabo tendo que olhar a Alice para você. De repente, só sinto um tapa no meio do rosto. As garras de minha mãe já estavam soltas. — Você não, SENHORA! Acha que está falando com suas amiguinhas da rua? Estou cansada de sua desconsideração, eu sou sua mãe, se quiser viver aqui dentro desta casa, terá que aprender como se trata os mais velhos, e colocar esse rabinho entre as pernas. — E para onde eu iria? — Falo entre o choro, já era o segundo tapa na cara que recebia na semana. — Só tenho a senhora neste mundo e mesmo assim, é como se não tivesse, depois que a senhora se juntou com o Sandro, só me maltrata e o pior, deixa-o fazer o mesmo! Já fazia quatro anos que meu pai havia morrido, um ano após, minha mãe arrumou um novo namorado. Com dois meses já estavam morando juntos, pois ela havia engravidado da Alice, minha irmã a quem tomo conta para que eles trabalhem fora. Depois que nos mudamos para a casa dele, ele nunca mais foi com a minha cara. Não trocava palavras comigo, apenas quando iria reclamar de algo que sumiu da geladeira, ou me dar ordens para arrumar as coisas quando algo estava fora do lugar na casa. Minha mãe é cega por ele, de amor e de ciúmes, acho que por isso ela me trata assim. Acho, não, tenho certeza, tanto que, quando é dia de folga dele, ela me põe para ficar fora de casa o dia inteiro e só posso voltar quando ela chega do trabalho. — Está achando ruim? Se é ele que coloca tudo dentro desta casa, você deveria era ajoelhar todos os dias aos pés dele e agradecer. Agora, para esse seu showzinho, ou perderei o resto da paciência que tenho com você. Dê banho na Alice agora, pois sairemos. — Para onde iremos? — Você não, só nós, esqueceu de que a casa está uma bagunça? Aproveita que não estaremos por aqui e dá uma lavada no chão! — Era sempre assim, eles saíam um dia antes da folga do Sandro, nunca me levavam, e de brinde me faziam de gata-borralheira. — Não esquece que amanhã é dia de você sair, Sandro vai ficar olhando a Alice e você pode aproveitar o seu dia. Ela falava em aproveitar o meu dia, mas, na verdade, ela não queria que eu ficasse em casa com ele sozinha. Ao invés de ter medo dele fazer algo comigo, ela tinha medo de eu dar em cima dele. Minha mãe não entendia, que, na verdade, eu tinha era nojo, não o suportava com aquela cara nojenta me olhando de canto pela casa. O lado bom era que eu ganhava um dinheirinho, como Sandro e mamãe ficavam fora o dia inteiro, aproveitava e fazia lacinhos de cabelo para crianças na semana, e no dia da folga dele, que era na sexta, eu vendia. Passava em frente de creches, escolas e maternidades, o dinheiro que ganho, compro outros materiais, e guardo o lucro, não gasto um centavo. Estou guardando para quando tiver uma boa quantia ir embora daqui, lógico que eles não sabem disso, se não, já teriam tirado todo o dinheiro de minhas mãos. Uma vez, na sexta-feira, que ia saindo de casa, não sei o que tocou a minha mãe, mas ela me deu cem reais, disse para que comprasse algo de que gostasse, isso foi bem no começo, quando ela estava grávida ainda. Então pensei comigo, ou gasto este dinheiro com algo fútil e ele acaba, ou o invisto e o faço render, foi o que fiz! Comprei algumas fitas, cola quente, pérolas e comecei a fazer laços, tudo com ajuda dos tutoriais da internet, escondia bem todo o material, no dia em que saía, colocava em uma mochila e vendia, graças a isso, já tenho 1.800 reais guardados. Só estou esperando completar meus 18 anos para poder ir embora daqui. Quero me mudar de cidade, arrumar um emprego, alugar uma quitinete, prestar vestibular e fazer uma faculdade. Sei que concretizar esse sonho será difícil, mas não vejo outra escolha a não ser essa e me arriscar na vida. Se continuar nesta casa, nunca poderei entrar numa faculdade ou arrumar um emprego remunerado, já que meu trabalho aqui, na cabeça do Sandro e da minha mãe, já era pago com moradia e comida regrada. Já era noite quando todos saíram, logo tratei de arrumar na mochila minhas coisas para vender, colocava meu dinheiro dentro dela também. Era perigoso ser assaltada na rua, mas tinha mais medo de ser assaltada em casa, pois desconfiava de que, quando saía, minha mãe vasculhava as minhas coisas. Depois de tudo arrumado, liguei para Isadora, a única amiga que tinha. — Oi, Isa, como estão os preparativos para a viagem? — Isadora vai se mudar para outro estado, ela irá morar com a tia, já que havia ganhado uma bolsa de estudos em uma das melhores universidades de medicina do país. Nos conhecemos no ensino fundamental, e de lá para cá nos tornamos melhores amigas. Nosso plano era entrarmos juntas na faculdade, mas, ano passado, quando terminei o ensino médio, minha mãe não me deixou prestar o vestibular, pois me disse que seria para cuidar da minha irmã, dizia que pagar babá seria dinheiro jogado fora, já que tinha uma filha desocupada em casa. Fiquei muito triste, arrasada para falar a verdade, pois sabia que também tenho capacidade de ganhar uma bolsa de estudos. Sempre fui muito estudiosa, tirava notas altas, meu pensamento desde que meu pai faleceu era estudar e me formar na área da medicina e dar um futuro melhor para minha mãe, mas daí veio o Sandro, e ela mudou completamente sua atitude comigo. Deixou todo o carinho e amor que tinha por mim se transformar em xingamentos, agressão e desrespeito, tudo por um ciúme doentio, que ela não assumia diretamente, mas conseguia vê-lo em cada atitude hostil para comigo. — Já está tudo pronto, minha mala está arrumada, irei amanhã às 16:00, você aparecerá para se despedir, não é mesmo? — Claro, esqueceu de que amanhã é meu dia de folga? — Ironizei. — Estou tão triste que não estaremos mais juntas, queria tanto que continuássemos unidas na faculdade. — Nem me fala nada, pois meu coração está partido. Mas estou feliz por você, será uma ótima cardiologista. — Sinto tanto por você, amiga, espero que quando você fizer seus dezoito, não fique nem mais um dia por aí. — E não ficarei, só faltam dois meses. E o que são dois meses perto de todos esses anos que passei? — Para onde você vai? — Ainda não faço ideia, mas planejo ir para uma cidade bem distante. Não sei como serão as coisas, mas do jeito que está por aqui, qualquer lugar será melhor que esse.La reunión fue convocada como rutina. "Revisión de estrategia", decía la invitación. Alexander sabía que nada con Charles era rutinario.Llegó a las diez. El espacio de Charles era más oscuro. Madera oscura. Retratos de antepasados observando.Charles no se levantó. Señaló la silla.—Alexander. Siéntate.La formalidad era advertencia. Alexander se sentó. Esperó.—Los números preocupan —dijo Charles—. El crecimiento se estanca.—Desaceleración temporal —respondió Alexander—. El mercado se ajusta.—¿El mercado? —Charles levantó la vista— ¿O los proyectos que Olivia manejaba? Boston sigue excepcional. Chicago no.Alexander sintió el golpe.—Chicago es diferente.—Diferente, sí —asintió Charles—. Diferente y peor.Cerró el informe.—No vengo a discutir mercados. Vengo a discutir confianza.La palabra flotó. Pesada.—La confianza en los números es sólida —dijo Alexander.—No hablo de números —Charles se inclinó—. Hablo de la confianza en el liderazgo. En la persona.Alexander no respondió.
La estrategia sutil de Charles dio frutos. No fue solo la duda sembrada. Fue una realidad palpable. La ausencia de Olivia se hizo sentir en la empresa. Los proyectos clave comenzaron a tambalearse.No fue una caída espectacular. Fue un deterioro lento. Una serie de tropiezos pequeños que Alexander antes habría corregido al instante. Ahora cada tropiezo dejaba una mancha en su reputación.El primer síntoma fue el hotel boutique de Chicago. El equipo estaba acostumbrado a la claridad de Olivia. Alexander tomó el control. Dio instrucciones contradictorias. Quería demostrar que no la necesitaba. Un día exigía lujo auténtico. Al siguiente priorizaba el ahorro.El director del proyecto enviaba correos pidiendo claridad. Las respuestas de Alexander eran breves. A veces ni contestaba. Otras veces cambiaba de opinión sin explicación.El resultado no fue un fracaso rotundo. Fue algo peor: mediocridad. El proyecto avanzaba sin alma. Sin el brillo distintivo de Olivia. Los inversores no se quejab
La evidencia circunstancial no era suficiente para un ataque frontal. Charles lo sabía. Un movimiento directo contra Alexander en la junta, basado en rumores y fotos borrosas, sería contraproducente. Lo pintaría como un tío resentido, desesperado por el poder. No, necesitaba algo más inteligente. Algo que minara la confianza lentamente, como el agua goteando sobre una piedra.La verdadera batalla no se ganaría con documentos, sino con percepciones. Con la narrativa.Reunió a Sebastian en su estudio del club. Sobre la mesa, solo dos copas de coñac y el informe de Wright.—No podemos acusarlo de fraude conyugal —dijo Charles, tomando un sorbo—. No todavía. Pero podemos cuestionar su juicio. Su estabilidad.Sebastian entendió al instante. Una sonrisa lenta se dibujó en sus labios. —La cabeza que lleva la corona... debe estar firme.—Exactamente —asintió Charles—. Y si la corona le pesa demasiado por... problemas personales, entonces quizás no sea la cabeza adecuada.Planearon su estrateg
La vigilancia en Brooklyn continuó durante dos semanas más. Una rutina meticulosa de observación, fotografía discreta y notas. Cada movimiento de Olivia era registrado, cada patrón, analizado. El equipo de Wright trabajaba en turnos silenciosos, convirtiéndose en parte del paisaje urbano, invisibles.Al final de ese periodo, Wright solicitó una reunión con Charles. Fue en el mismo apartamento anónimo. El aire estaba cargado de la expectativa del resultado.Charles llegó solo esta vez. Sebastian esperaba noticias en el club. Wright tenía un sobre delgado sobre la mesa.—Tenemos el informe completo de la vigilancia —dijo Wright, deslizando el sobre hacia Charles.Charles lo abrió. Extrajo un dossier de unas veinte páginas. Fotografías en blanco y negro de Olivia entrando y saliendo de su edificio. De ella en el mercado. Sentada sola en un banco del parque. Mapas con rutas trazadas. Horarios.—Como puede ver —explicó Wright con tono profesional—, el sujeto mantiene una existencia extrema
La sospecha de Charles necesitaba convertirse en certeza. Para eso, necesitaba ojos invisibles. Manos que trabajaran en las sombras. No podía usar a nadie vinculado a Vance Enterprises.Recordó un nombre de un antiguo contacto. Una firma llamada Aegis Consultores. Especialistas en "inteligencia discreta para asuntos familiares y patrimoniales". Su lema era simple: "Saber, sin ser visto".La reunión fue breve. En un apartamento anónimo en el Upper East Side. Charles fue con Sebastian. Del otro lado, un hombre que se presentó como Mr. Wright. Rostro anodino, traje gris, voz monocorde.—Necesito localizar a una persona —dijo Charles, sin preámbulos. —Y documentar su situación actual. Con pruebas.—Nombre —solicitó Wright, abriendo una libreta.—Olivia Vance. Antes Olivia Green. Esposa de Alexander Vance, mi sobrino.—¿Contexto de la desaparición?—Desapareció del radar público hace dos meses. Mi sobrino dice que está en un retiro. Yo creo que el matrimonio fue un arreglo. Necesito prueba
El tiempo avanzó. Sin piedad. Sin detenerse.Un mes completo pasó desde la partida de Olivia. Luego, un segundo mes comenzó.En Vance Enterprises, la rutina era un reloj bien aceitado. Reuniones. Informes. Llamadas internacionales. Alexander era el motor principal. Siempre presente. Siempre implacable. Pero los que miraban con atención podían verlo. La ausencia.Charles Vance era un hombre que siempre miraba con atención. No ocupaba el sillón presidencial. Esa era la silla de Alexander. Pero Charles tenía algo quizás más valioso: tiempo. Y paciencia. Y un instinto depredador que nunca fallaba.Él notó la falta de Olivia primero en las pequeñas cosas. Los detalles que para otros pasaban desapercibidos.Notó, por ejemplo, que Alexander ahora llegaba a los eventos solo. Siempre puntual. Siempre impecable. Pero solo. Ya no había la elegante figura de Olivia a su lado. Coordinando con él en un silencio perfecto.Notó que, en las cenas de negocios, Alexander hablaba solo de trabajo. No habí





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