Mundo ficciónIniciar sesiónAutora Brasileira - Proibida qualquer compartilhamento dessa obra. UM ESPECIAL DE NATAL PARA LARI E ALE! O meu presente de natal, para vocês. O que fazer quando o seu porto seguro é colocado à prova? Larissa e Alessandro finalmente têm a paz que sempre sonharam: o amor curado, os beijos que valem por mil perdões e a alegria barulhenta de Gabriel e Maria Eduarda em casa. Mas o Natal está chegando… e com ele, um chamado do passado. Uma ligação inesperada os leva para um Natal de verão na Austrália, na casa de praia de uma tia doente. Um reencontro familiar que deveria ser doce, mas que traz à tona inseguranças antigas e… um novo desafio. Larissa vai precisar de toda a sua força para enfrentar os olhares que ainda a julgam e as sombras que teimam em pairar sobre o seu amor. Dessa vez, o perigo não é uma ex obsessiva, mas uma memória viva do passado de Alessandro que nunca o esqueceu. Será que o amor que sobreviveu a traições, fugas e um transplante será forte o suficiente para passar pela prova do ciúme, da inveja e de um Natal longe de casa? "Aliança Provisória: Especial de natal." Um conto exclusivo em 23 capítulos intensos. Quem aí está ansioso para mergulhar mais uma vez na história desse casal maravilhoso? Conta pra gente nos comentários!
Leer másEle me passou, pegou suas coisas e foi tomar um banho rápido também, enquanto eu terminava de organizar os últimos pertences das crianças.Descemos as escadas com nossas malas. A casa estava mais quieta, o clima pesado. A tia Catarina nos esperava na sala de estar, seu rosto marcado por uma tristeza profunda. Ela se levantou com dificuldade quando nos viu.— Meus filhos… — ela começou, sua voz trêmula. — Não vão embora, por favor. É Natal. Fiquem. Eu… eu lido com a Sofia.Eu me aproximei e peguei as mãos dela, que estavam frias e frágeis. — Tia Catarina, não dá. Não depois do que aconteceu, nós precisamos ir.Ela olhou para mim, e seus olhos lacrimejavam. — Eu sinto muito, minha querida. Eu a criei, e falhei.— Você não falhou — disse Alessandro, sua voz firme ao meu lado. — As escolhas são dela. Mas as consequências atingiram a todos. Nós vamos.A tia Catarina balançou a cabeça, resignada. Então, apertou minhas mãos com uma força surpreendente. — As portas da minha casa, e do meu
A porta do quarto se abriu com um cuidado exagerado, e a cabecinha do Gabriel apareceu. Seus olhos azuis, tão parecidos com os do pai, estavam cheios de uma preocupação que um menino de oito anos não deveria ter.— Mãe? — ele sussurrou, entrando e fechando a porta. — Você tá bem? Se machucou?Meu coração, que ainda estava um amálgama gelado de raiva, vergonha e uma exaustão profunda, derreteu um pouco. Deixei a camisola que estava dobrando na cama e me ajoelhei para ficar na altura dele.— Estou bem, meu amor. Não me machuquei, não — disse, puxando-o para um abraço e beijando seus cabelos macios. Ele cheirava a sabonete infantil e a uma inocência que eu queria proteger com meu próprio corpo.Ele se afastou do abraço, seu rosto iluminando-se com um sorriso de pura admiração. — Você foi muito brava, mãe! Pow! — ele fez um gesto de soco no ar. — A Sofia voou longe! Foi igual nos desenhos!A imagem absurda, vista pelos olhos dele, quase me fez rir. Quase. Mas o peso do que eu tinha fei
(Visão de Larissa)Meus olhos encontraram os dele no instante em que ele se virou. Em seu rosto, havia raiva, sim, mas também um pânico instantâneo, um medo cru de que eu tivesse ouvido, de que eu acreditasse.— Larissa, não foi isso que aconteceu — ele disse, vindo em minha direção, suas mãos estendidas e sujas de areia.Toda a elegância e a compostura que eu havia mantido sob fogo cerrado desde que chegamos, se dissolveu como fumaça. Um tremor violento tomou conta de mim, mas não era de fraqueza. Era de uma fúria primordial e doce, subindo das profundezas onde eu guardava cada humilhação, cada olhar, cada sussurro maldoso.— Não encosta em mim — disse, e minha voz saiu estranhamente calma, plana, morta.Vi o golpe atingi-lo. Sua expressão se partiu, a dor de achar que, depois de tudo, eu não acreditava nele. Ele parou, seus olhos, sempre tão impenetráveis, agora estavam completamente abertos, mostrando um abismo de decepção.Aquela dor no rosto dele foi ainda mais dolorosa em mim
Um grito simultâneo escapou de nós dois. O encaixe foi perfeito, brutal, completo. A rocha atrás das minhas costas era áspera, o vento gelado batia na nossa pele suada, mas o único calor real no universo era onde nossos corpos se uniam.Ele começou a se mover, e não havia ritmo, não havia doçura. Era pura força bruta. Estocadas profundas, que faziam meu corpo recuar contra a pedra a cada investida. Ele me segurava pelas coxas, controlando cada centímetro, seu olhar preso no meu rosto.— É isso — ele rosnava, sua respiração ofegante. — É isso que você é. Toda. Minha. — Cada palavra era pontuada por uma estocada que me fazia ver estrelas.Eu não conseguia formar pensamentos. Só sentia. O peso dele, o preenchimento, o atrito divino, a dorzinha boa da rocha nas costas, a possessão absoluta no seu olhar. Meus gemidos eram roucos, contínuos, misturando-se ao som do mar e à sua respiração ofegante.— Olha pra mim — ele ordenou, e eu abri os olhos que tinham fechado de puro êxtase. — Você vê
Meu coração bateu forte contra minhas costelas. Eu não conseguia parar de chorar, mas agora as lágrimas eram de uma emoção diferente.— Depois disso — ele continuou, seu polegar limpando uma lágrima do meu queixo — vem o corpo delicioso que é você. Que era e continua sendo a coisa mais gostosa que eu já comi.Meus olhos se arregalaram. Ele riu, um som curto e de pura masculinidade satisfeita, e antes que eu pudesse reagir, ele puxou meu rosto para o dele e me beijou. Foi um beijo rápido, mas cheio de posse e verdade.— Esse corpo — ele disse, nos separando apenas o suficiente para falar, mas com sua testa ainda encostada na minha — gestou, criou e cuidou dos meus filhos. Essas marcas que você fala… elas são um motivo de orgulho para mim, Larissa. Por que diabos eu sentiria nojo, ou deixaria de gostar, do motivo das duas coisas mais importantes da minha vida estarem aqui, nesse mundo?Ele me beijou de novo, mais demorado dessa vez, e depois me envolveu em um abraço tão apertado que p
A casa estava enfim quieta. O eco das vozes, dos confrontos, das conversas forçadas, tinha se dissipado, deixando apenas o ronco suave do mar ao longe e a respiração profunda de Gabriel e Maria, cada um em seu canto na cama. Eu estava em frente ao espelho do banheiro, escovando os cabelos, quando Alessandro apareceu na porta.Ele não falou. Apenas estendeu a mão e seus olhos, no reflexo, tinham um brilho intenso, um plano escondido.— Onde vamos a essa hora? — perguntei baixinho.Ele sorriu, um daqueles sorrisos raros que eram só meus. Um canto da boca se erguendo, os olhos suavizando. — É segredo. Vem.Hesitei por um segundo. Mas a verdade é que eu confiava naquele sorriso mais do que em qualquer coisa no mundo. Deixei a escova na pia e coloquei minha mão na dele.Ele me levou pelos corredores silenciosos da casa, descemos as escadas sem fazer barulho, e ele abriu a porta de vidro que dava para o jardim. O ar da noite australiana caiu sobre mim, fresco, quase frio, carregando o ch
Último capítulo