Ela acenou de volta, com o sorriso ainda fixo no rosto, mas seus olhos seguiram Alessandro com uma intensidade que deixou um rastro de gelo na minha nuca.
Saímos para o calor do jardim, o caminho de pedras levando à areia branca. O mar azul-turquesa brilhava ao sol, mas a beleza do cenário tinha se tornado opaca para mim.
Caminhei em silêncio, aquele gosto amargo subindo pela minha garganta.
O braço que Alessandro passou no meu ombro já não estava mais lá; ele agora segurava a mão de Gabriel, que saltitava.
Alessandro olhou para trás, pra mim, seus olhos tentando os meus.
— Lari…
Mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Gabriel interrompeu, puxando a mão dele.
— Pai, me carrega! Leva eu até a água!
Alessandro hesitou, olhando para mim e para o filho. Meu instinto foi protegê-lo, proteger aquele momento de alegria pura do Gabriel.
— Vai com ele — eu disse, e meu sorriso para Gabriel foi genuíno. — Eu vou ficar aqui na sombra, embaixo daquele coqueiro. Tomem cuidado com as onda