Mundo de ficçãoIniciar sessãoEle jurou vingança. Ela, inocente, foi entregue ao inimigo. Rosália cresceu acreditando em contos de fadas, mas o destino lhe reservou um pesadelo. Forçada a se casar com Luciano — um homem tão atraente quanto perigoso — ela não imagina que está sendo usada em um plano cruel de vingança. Ele quer fazê-la pagar pelos pecados do pai, destruir o nome que ela carrega... e, se possível, o coração também. Mas a dor tem um limite, e o ódio também. Quando Luciano se perde nos olhos dela, descobre que o castigo que planejou pode se voltar contra ele. Entre promessas quebradas, noites ardentes e segredos que podem matar, surge algo que ele nunca esperou sentir: amor. Agora, entre o dever e o desejo, Luciano terá que escolher — continuar sendo o homem que destrói, ou aquele que ama. E Rosália… precisará decidir se perdoa o monstro que jurou acabar com sua vida, ou se se entrega ao homem que a faz sentir viva. Um casamento nascido da vingança. Uma paixão que se tornará redenção. Porque até o ódio, quando queima demais… se transforma em amor. Não esqueça de Comentar e me seguir! Gratidão 🙏.
Ler maisHistoricamente, Manhattan City foi governada nas sombras pelas chamadas Cinco Famílias. Nenhum prefeito, juiz ou policial ousava contrariar suas ordens. Elas moviam os fios invisíveis da cidade, decidindo quem vivia, quem morria e quem tinha o privilégio de ser lembrado.
A família Lucchese, da qual eu fazia parte, era uma das mais temidas. E eu… a filha indesejada. Meu nome é Rosália Messina Lucchese, e esta é a história de como o meu destino foi selado pelo sangue e pelo poder. Eu caminhava apressada pelas ruas molhadas de Manhattan. A chuva caía em filetes finos, refletindo as luzes vermelhas dos carros e o brilho dourado dos prédios espelhados. Sentia o coração acelerar a cada passo, não apenas pelo frio que cortava a pele, mas pela sensação incômoda de estar sendo observada. Um carro preto seguia meu ritmo há algumas quadras. Os vidros escuros escondiam o motorista, e por mais que eu tentasse me convencer de que era coincidência, o instinto gritava o contrário. Apertei o passo, segurei firme, minha bolsa gasta e atravessei a rua correndo. Subi as escadas da minha rua estreita e só parei quando alcancei a portaria do prédio simples onde morava. O coração ainda martelava quando entrei, ofegante, tentando ignorar o medo. Mas o medo tinha rosto. E ele me esperava. No estacionamento, um carro de luxo prateado, de motor italiano, destoava de todos os veículos velhos dali. A pintura reluzia sob a chuva. Cheguei a me aproximar — e foi então que vi, pendurado no espelho retrovisor, o brasão da Família Lucchese, um dos símbolos das Cinco Famílias. Um frio gelado percorreu minha espinha. Aquele brasão significava uma coisa: eles haviam me encontrado. Por um segundo, pensei em fugir. Mas fugir de quê? Eu sabia que esse dia chegaria. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, alguém viria me buscar para cumprir o dever que nasci para detestar. Subi rapidamente para o meu apartamento. Enquanto o elevador subia, o zumbido das luzes parecia ecoar dentro da minha cabeça. “Talvez seja papai”, pensei, tentando enganar a mim mesma. “Talvez ele tenha vindo me visitar.” Mas o papai nunca dirigia. E o carro não tinha motorista. Quando cheguei ao corredor, percebi o detalhe que confirmou o que meu coração já sabia: A porta estava entreaberta. O som da chuva lá fora se misturava ao meu medo. Respirei fundo, tentando me convencer de que talvez fosse um engano, talvez a fechadura estivesse com defeito. Mas assim que empurrei a porta, percebi que as luzes estavam acesas — todas. E o ar… o ar estava diferente. Cheiro de uísque, couro e perfume amadeirado. Sobre o balcão, um par de luvas pretas e um molho de chaves brilhavam sob a luz. Não era o papai. Meu coração disparou quando ouvi uma voz atrás de mim. — Você não tem um guarda-chuva, Rosália? O som me atingiu como um soco. Aquele timbre… frio, rouco, debochado. Virei devagar e o vi: Henrique Lucchese, meu meio-irmão. O homem que eu mais temia no mundo. Ele estava encostado na porta do meu quarto, impecável num sobretudo preto, o olhar escuro e cruel percorrendo meu corpo como se me despisse com os olhos. — Faz tempo que não nos vemos, não é? — ele sorriu de lado, e esse sorriso me deu náusea. Respirei fundo, tentando manter a voz firme. — O que você está fazendo aqui, Henrique? Como conseguiu uma chave? Ele deu um passo à frente, e automaticamente recuei. O tapete molhado amorteceu meu movimento, e o som das gotas caindo da barra do meu casaco parecia ecoar alto demais. — É assim que recebe o irmão mais velho? — perguntou, fingindo ofensa. — Achei que me ofereceria algo pra beber. Sem esperar resposta, ele foi até a cozinha e pegou a garrafa de uísque que eu guardava para visitas. O tilintar do vidro contra o balcão me fez estremecer. — Você ainda não aprendeu a beber, não é? — ele zombou, servindo-se com naturalidade. — Isso explica muita coisa. Fingi ignorá-lo. — Diga logo o que veio fazer aqui. Ele riu. — Sempre direta, como a sua mamãe. O nome dela nos separava mais do que o sangue. Henrique era filho do primeiro casamento do meu pai — fruto de uma união arranjada entre as Famílias Lucchese e Valmonti. Quando meu pai deixou aquela mulher e formou uma nova família com minha mãe, Henrique perdeu não apenas o nome, mas o trono que acreditava ser dele por direito. Desde então, ele me odiava. — Por que você está aqui? — insisti. — Não posso visitar minha irmãzinha? — respondeu com sarcasmo. Ele se aproximou mais, e eu senti o perfume forte de madeira e fumaça. Um arrepio subiu por minha nuca. — Por que está tão nervosa, hein, Rosália? — murmurou. — A biblioteca fechou há uma hora… Você estava mesmo estudando ou andou se encontrando com alguém? — Está me seguindo? — rebati, irritada, tentando esconder o medo. Ele sorriu, mas o olhar ficou sombrio. — Espero que você não esteja mentindo. Seria uma pena descobrir que minha irmãzinha tem tempo pra… aventuras. — Você é doente — sussurrei, a voz falhando. Ele deu de ombros, bebendo outro gole. — Doente é quem acha que pode fugir do próprio sangue. O silêncio entre nós ficou denso, quase palpável. O som da chuva lá fora parecia o único movimento do mundo. Até que ele quebrou o silêncio: — Tenho notícias. Boas e ruins. Qual você quer primeiro? A garganta secou. — Fale logo. Henrique pousou o copo, apoiou-se na mesa e me olhou como se saboreasse minha aflição. — O papai está doente. A frase me atingiu como um tiro. — O quê? Como assim? — Ataque. Não sabemos se foi do coração ou do estresse. — Ele fez uma pausa proposital. — Está em coma. O chão pareceu sumir sob meus pés. — Quando aconteceu isso? — Dois dias atrás. Dois dias… Dois dias inteiros sem que ninguém me dissesse nada. — E você só me conta agora? Ele apenas deu um meio sorriso, indiferente. — Achei que você precisasse de um tempo pra se preparar. — Qual hospital? — perguntei, pegando o celular. Henrique deu um passo e, num gesto rápido, arrancou o aparelho das minhas mãos. — Isso não vai adiantar. Ele não pode atender. — Me devolve, Henrique! — gritei, tentando recuperar o telefone. — Papai está em um hospital particular — respondeu, sem emoção. — Onde mais um Lucchese ficaria? A raiva e o medo se misturaram. Aquele homem à minha frente parecia mais um inimigo do que um irmão. Ele caminhou pela sala, observando o ambiente simples, como se me julgasse por cada detalhe. — Então é aqui que vive a herdeira perdida dos Lucchese… — ironizou. — O papai te protegeu demais, Rosália. Engoli o choro que ameaçava subir. — Eu só quero vê-lo. — Claro que quer. Mas antes… — ele se virou para mim, o olhar duro. — Há algo que você precisa saber. — O quê agora? Henrique se aproximou devagar, tão perto que pude sentir o calor da respiração dele tocar meu rosto. — O velho nomeou um substituto. — Sua voz saiu baixa, arrastada, cruel. — E não fui eu. Meu coração parou por um segundo. — O quê? — Ele te escolheu, Rosália. As palavras dele pareciam impossíveis. Eu, a filha que ele sempre tentou afastar do mundo sujo da máfia? Henrique sorriu, mas seus olhos estavam cheios de ódio. — Engraçado, não é? O sangue mais puro, a mais protegida… escolhida pra continuar o império. — Isso é mentira — sussurrei, tremendo. — Acredite no que quiser. Mas a partir de agora, você é o centro das atenções das Cinco Famílias. O eco daquela frase me deixou sem ar. Ser o centro das atenções da máfia significava ser alvo. Henrique se inclinou e sussurrou no meu ouvido: — E eu… vou garantir que você cumpra o seu papel, maninha. O arrepio que percorreu minha espinha não era apenas de medo. Era algo pior. Um tipo de ódio misturado com repulsa e lembranças antigas, coisas que eu não queria lembrar. Tentei manter a calma. — Eu quero vê-lo. Depois disso, nunca mais precisa olhar pra mim. Henrique riu baixo. — Você não manda em nada, Rosália. A partir de agora, quem decide sou eu. Ele caminhou até a porta, abriu com um estalo e olhou para trás com aquele sorriso sombrio que sempre antecedia o caos. — Prepare-se. Vamos visitar o papai. Meu corpo inteiro tremia quando ele saiu. A chuva lá fora continuava, e eu sabia que, ao cruzar aquela porta, nada mais seria igual. O mundo das Cinco Famílias me esperava — e o meu inferno também. Continua... Não esqueça de Comentar e me seguir! Gratidão 🙏.Luciano e Rosália não tiveram uma história fácil.Eles não foram moldados pelo acaso nem pelo conforto. Foram forjados no fogo, na perda, no medo e nas escolhas que doem mais do que qualquer ferida aberta.Eles se encontraram quando ainda estavam quebrados.Se feriram quando ainda não sabiam amar direito.Quase se perderam quando o passado cobrou seu preço mais alto.Mas permaneceram.Luciano aprendeu que poder sem amor é vazio. Que controlar não é proteger. Que ser forte não é ser impenetrável, mas permanecer quando tudo em você quer fugir. Ele deixou de ser apenas um homem moldado pela Facção e se tornou marido, pai, abrigo. Um homem que escolhe a luz, mesmo carregando sombras.Rosália aprendeu que amar não é se anular. Que sobreviver não é o mesmo que viver. Que sua voz importa, que seu corpo é seu, que sua história não pertence ao medo nem à culpa. Ela deixou de ser apenas alguém que resistia e se tornou alguém que floresce.Juntos, eles criaram algo que nem a violência, nem o ódi
Narrado por RosáliaJosé passa a parte de trás do dedo com delicadeza sobre a bochecha de Rayane. O gesto é simples, respeitoso, quase reverente.Ele comenta que ela é uma beleza, igual à mãe.Agradeço com um sorriso automático.Luciano acrescenta que teve um pouco a ver com isso, mas que está satisfeito que ela tenha herdado apenas a cor dos olhos dele.Digo que ainda há o temperamento.Luciano me lança um olhar de advertência silenciosa.José ri e comenta que então estamos com as mãos cheias. Em seguida, estende a pequena caixa em nossa direção e a abre.Por um instante, quase tinha me esquecido dessa parte. A pulseira destinada a todas as meninas nascidas sob a proteção da Facção.Luciano agradece com um aceno respeitoso.José retribui o gesto e, junto do padre, se despede.Luciano prende a corrente com cuidado no pulso gordinho de Rayane. O metal reluz discretamente sob a luz suave da capela.Observo a cena e tento compreender o que sinto. Estranhamente, não sinto nada. Pelo menos
Narrado por Rosália TRÊS MESES DEPOIS É um dia claro de inverno. O céu está limpo, azul pálido, e o frio é suave, mais simbólico do que incômodo. Abotoo a jaqueta de Rayane com cuidado, certificando-me de que esteja bem protegida, antes de erguê-la do banco traseiro do carro. Ela emite um som baixo, quase um resmungo satisfeito, e isso me arranca um sorriso automático. Atrás de mim, Luciano murmura uma maldição abafada. Viro-me para encontrá-lo lutando com o carrinho enquanto tenta desdobrá-lo, a testa franzida em concentração. Ele balança a estrutura uma vez, duas, até finalmente conseguir. Passa as mãos pela superfície plana, ajeitando os cobertores com uma atenção quase cerimonial, certificando-se de que o colchão ainda vazio esteja perfeitamente acomodado. O pequeno ursinho de pelúcia, aquele com o qual Rayane dorme todas as noites, espreita por cima do tecido, como se supervisionasse tudo. Luciano resmunga algo sobre porta-copos e engenhocas desnecessárias, reclamando qu
Ela sorri para mim no exato instante em que meu aperto em seu corpo se intensifica. Meus dedos se contraem ao redor dela, firmes, possessivos, enquanto meu o****o afasta qualquer pensamento racional que ainda tente resistir. Meu p** pulsa, espasmos incontroláveis me atravessam e eu me derramo dentro dela, sentindo-a continuar em movimento, aproveitando cada segundo restante para arrancar de si o próprio prazer. O corpo dela se curva, um grito escapa de sua garganta e, logo depois, ela desaba contra meu peito, ofegante, inteira.Meus braços a envolvem imediatamente. Nossa pele gruda, quente, viva, enquanto ficamos ali, na penumbra do quarto, recuperando o fôlego, acariciando um ao outro, como se o mundo inteiro tivesse deixado de existir. A escuridão pesada do dia finalmente se dissipa e eu sei que isso não é por acaso.Ela sabia que eu precisava disso. Assim como eu sempre soube que ela também precisava. Por um momento, cheguei a pensar que precisaríamos falar sobre tudo. Tive medo de
Quando entro no quarto do bebê, me surpreendo ao encontrar Rosália ali, balançando Rayane adormecida em seus braços. Ela parece exausta, e um peso de culpa se instala em mim por não ter estado presente para ajudá-la com a alimentação esta noite. Ainda assim, há algo sereno na forma como ela segura nossa filha, um cuidado silencioso que me atravessa.Pergunto em voz baixa o que ela ainda está fazendo acordada. As palavras saem suaves, quase como se eu temesse quebrar aquele momento.Ela ergue o olhar para mim. Seus olhos estão calmos, macios, e esse simples detalhe me traz um alívio que eu nem sabia que precisava. Por um instante, percebo que temi este encontro. Temei como ela me veria depois de tudo. Depois de eu ter estado lá, testemunhando a morte do irmão dela, sentindo um fechamento duro, necessário, quase vergonhoso de admitir. Ainda assim, espero que ela entenda que sei o quanto isso a fere, apesar de tudo o que ele fez.Ela diz que não conseguiria dormir sem mim. Não naquela no
O sorriso desaparece do rosto dele. No lugar, surge um brilho cru de raiva, algo que pulsa nos olhos como um último reflexo de tudo o que ele sempre foi.Eu continuo falando, mantendo a voz firme, sem elevar o tom, porque não preciso gritar para que ele me ouça.Digo que nossas vidas seguirão em frente. Que criaremos nossos filhos. Que prosperaremos na ausência dele. Que a família dele será a minha família. Que sua irmã é minha esposa. Que seu pai é meu pai. Que os dias sombrios que ele criou ficarão muito para trás de nós. Que quando nos reunirmos em cada feriado não haverá um lugar vazio à mesa. Será como se ele nunca tivesse existido. Que sua memória será apagada, esquecida. E talvez esse seja o maior presente que ele nos deixa. Uma apatia tão pura que já não somos capazes de sentir ódio por ele. Nem tristeza. Nem perda. Não há nada. Sempre haverá nada quando se trata dele.Henrique reage com um rosnado baixo, carregado de desprezo. Diz que eu não sou a família deles. Diz que nunca





Último capítulo