Ele me passou, pegou suas coisas e foi tomar um banho rápido também, enquanto eu terminava de organizar os últimos pertences das crianças.
Descemos as escadas com nossas malas. A casa estava mais quieta, o clima pesado. A tia Catarina nos esperava na sala de estar, seu rosto marcado por uma tristeza profunda.
Ela se levantou com dificuldade quando nos viu.
— Meus filhos… — ela começou, sua voz trêmula. — Não vão embora, por favor. É Natal. Fiquem. Eu… eu lido com a Sofia.
Eu me aproximei e peguei as mãos dela, que estavam frias e frágeis.
— Tia Catarina, não dá. Não depois do que aconteceu, nós precisamos ir.
Ela olhou para mim, e seus olhos lacrimejavam.
— Eu sinto muito, minha querida. Eu a criei, e falhei.
— Você não falhou — disse Alessandro, sua voz firme ao meu lado. — As escolhas são dela. Mas as consequências atingiram a todos. Nós vamos.
A tia Catarina balançou a cabeça, resignada. Então, apertou minhas mãos com uma força surpreendente.
— As portas da minha casa, e do meu