A porta do quarto se abriu com um cuidado exagerado, e a cabecinha do Gabriel apareceu. Seus olhos azuis, tão parecidos com os do pai, estavam cheios de uma preocupação que um menino de oito anos não deveria ter.
— Mãe? — ele sussurrou, entrando e fechando a porta. — Você tá bem? Se machucou?
Meu coração, que ainda estava um amálgama gelado de raiva, vergonha e uma exaustão profunda, derreteu um pouco.
Deixei a camisola que estava dobrando na cama e me ajoelhei para ficar na altura dele.
— Est