Enquanto ela falava, eu percebia o esforço. As palavras saíam um pouco arrastadas, como se cada sílaba exigisse concentração.
E o andar dela, apesar da empolgação, era lento, cuidadoso. A doença que Alessandro mencionou era real e palpável. Isso desarmou um pouco minha defensiva.
Era difícil manter hostilidade diante de tanta fragilidade.
— Vamos, vou mostrar onde vão ficar — ela anunciou, começando a subir uma escada ampla de madeira. Cada degrau era uma conquista para ela. Alessandro a acompanhou de perto, pronto para oferecer apoio se necessário.
Subimos ao segundo andar. O corredor era claro, com portas brancas. Ela parou em frente a uma delas e a abriu.
— Aqui. Espero que esteja confortável.
Entramos.
O quarto era amplo, iluminado por uma grande janela panorâmica que realmente dava de frente para aquele mar infinito e deslumbrante.
O vento fazia as cortinas de linho branco dançarem levemente. As nossas malas já estavam dispostas perto de um closet.
— A vista é de tirar o fôl