Mundo ficciónIniciar sesiónNate Blackwell nunca quis ser pai. Nunca quis raízes. Nunca quis ficar. Bilionário, poderoso e acostumado a controlar tudo, ele vê sua vida sair do eixo quando se torna responsável por gêmeos recém-nascidos, filhos de uma relação casual que terminou em tragédia. Exausto, perdido e emocionalmente despreparado, Ethan aceita ajuda da pior forma possível: a babá escolhida por sua ficante. Tessa, ou Theresa, como só os documentos insistem em lembrar, odeia homens como ele. Ricos demais, seguros demais, intocados demais pelas consequências dos próprios erros. Ela aceita o emprego por necessidade, não por admiração. E deixa isso claro desde o primeiro dia. O problema é que os bebês se acalmam com ela. A casa passa a respirar com ela. E Ethan percebe que não pode simplesmente mandá-la embora. Entre madrugadas sem dormir, mamadeiras às três da manhã e discussões sussurradas no corredor, Tessa ensina Ethan a cuidar dos filhos que ele nunca quis. Ethan, contra a própria vontade, começa a confiar. Depois, a sentir. E, por fim, a se apaixonar primeiro — e sozinho. Quando a ficante força uma escolha e os sentimentos vêm à tona, Tessa faz o que sempre fez para sobreviver: vai embora antes de se perder de vez. Agora Ethan precisa decidir se continuará sendo o homem que foge… ou se ficará para lutar pela única coisa que nunca planejou ter: uma família. Porque algumas mulheres não entram na sua vida para ficar. Entram para ensinar você a ficar.
Leer másEu não sei exatamente em que momento eu decidi que ia cozinhar.Provavelmente foi no segundo em que percebi que:1. Ele não ia cozinhar.2. Se dependesse dele, ele ia viver de café e comida de fast food.3. Eu já estava ali mesmo.— Isso não significa nada — murmurei, abrindo o armário.Significava um pouco.Mas eu não ia admitir.De jeito nenhum.A casa estava silenciosa.Os gêmeos finalmente tinham entrado naquele raro estado de paz que parece temporário demais pra confiar.Oliver dormindo como sempre.Léo … menos dramático hoje.— Vocês decidiram colaborar hoje, né?Silêncio.Claro.Eu fui até a cozinha.Arregacei as mangas.Olhei ao redor.Tudo limpo.Tudo organizado.Tudo… sem vida.— Isso aqui precisa de comida de verdade.Abri a geladeira.Chei
Eu não dormi.Tecnicamente, eu deitei.Fechei os olhos.Mas dormir…Não.Meu cérebro decidiu que aquela madrugada era o momento perfeito pra revisar todas as decisões da minha vida.Incluindo as mais recentes.Principalmente as mais recentes.Quando o carro parou na frente da empresa, eu ainda estava com a sensação de que tinha deixado alguma coisa inacabada.Não era trabalho.Não era reunião.Era… outra coisa.Porque quando o problema não tem nome, ele costuma ser pior.Entrei no prédio.Recepção silenciosa.Funcionários já em movimento.Rotina.Previsível.Controlável.Finalmente.— Bom dia, senhor — disse alguém.— Bom dia.Automático.Sem pensar.Fui direto pro elevador.Espelho. Reflexo.Cara de quem não dormiu.— Perfeito.As por
A primeira coisa que eu pensei quando acordei foi: Essa cama não é minha. A segunda foi: Eu quero essa cama pra mim. Eu não abri os olhos de imediato. Porque, sinceramente, fazia tempo que eu não acordava assim. Sem dor no pescoço. Sem alguém me chamando. Sem barulho. Sem responsabilidade me puxando pelo braço antes mesmo de eu respirar direito. Era macio. Muito macio. Macio demais. — Isso é suspeito… — murmurei, ainda de olhos fechados. Mexi a mão. Lençol diferente. Cheiro diferente. Tudo… diferente. Silêncio. Meu cérebro ainda estava lento. Preguiçoso. Se recusando a trabalhar. Mas alguma coisa começou a encaixar. Devagar. Perigoso.
Eu já fiz reuniões com gente pior que o Richard.Gente mais agressiva.Mais inteligente.Mais perigosa.Mas nenhuma delas me incomodou do jeito que ele estava me incomodando agora.E não era pelo contrato.Não era pelo dinheiro.Era pelo jeito que ele olhava pra Tessa.Não era óbvio.Não era vulgar.Era pior.Era aquele tipo de olhar educado demais.Interessado demais.Avaliando.Como se estivesse tentando entender onde exatamente ela se encaixava na minha vida… e se havia alguma brecha ali.Eu encostei na cadeira.Controle.Postura.Respiração.— Como você disse que se chama? — perguntou ele de novo.— Tessa — ela respondeu, pela segunda vez.— Theresa?— Tessa.Direto.Sem sorriso.Sem esforço pra agradar.Eu quase sorri.Quase.— Nome bonito





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