O prédio da empresa sempre teve o mesmo efeito em mim: uma sensação de controle emprestado. Vidro, aço, silêncio calculado. Um lugar onde tudo obedecia a regras claras, gráficos previsíveis e pessoas que diziam “bom dia” esperando algo em troca.
Hoje, nada disso funcionou.
Assim que as portas do elevador se abriram no último andar, eu soube. Não por intuição mística, mas porque **Lucas** estava parado exatamente no meio do corredor, braços cruzados, expressão tensa demais para alguém que normal